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O Desafio da Inteligência Artificial: TSE Julga Uso de Deepfakes em Campanhas Eleitorais

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Corte eleitoral avalia nesta terça-feira ação movida pelo PT contra vídeo gerado por IA com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro exibido em convenção partidária.


O Tribunal Superior Eleitoral realiza nesta terça-feira (1), a partir das 19h, um julgamento crucial para definir os limites do uso de inteligência artificial e deepfakes nas eleições 2026. O colegiado analisa uma ação apresentada pelo PT questionando um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro gerado por IA e veiculado durante uma convenção partidária.


O ex-presidente atualmente cumpre prisão domiciliar, após condenação por tentativa de golpe de Estado, estando proibido de realizar manifestações públicas. A exibição da ferramenta digital gerou forte debate jurídico sobre a legalidade da prática na propaganda eleitoral e a necessidade de regras mais claras.


A polêmica da "Deepfake do Bem"

Embora uma resolução da Justiça Eleitoral já proíba, mesmo com autorização, o uso de deepfakes que possam beneficiar ou prejudicar candidatos, especialistas apontam lacunas e ambiguidades na norma vigente.


Segundo o advogado e pós-doutor em ciências jurídicas Antonio Gonçalves, o debate ganhou força com a utilização de recursos de IA durante convenções. A partir daí, defensores da prática passaram a levantar o conceito de uma suposta "deepfake do bem" — um conteúdo que, em tese, não traria prejuízos diretos a opositores e serviria apenas para enaltecer uma candidatura específica.


Divergências no Plenário

Entre os ministros do TSE, as visões sobre o tema estão divididas:

  • Postura Restritiva: A ministra Estela Aranha defende a proibição completa de qualquer simulação por deepfake, argumentando pela restrição total para proteger a integridade do pleito.

  • Critério de Realismo: Por outro lado, o ministro André Mendonça pondera que o conteúdo precisa atingir um patamar extremo de realismo — a ponto de a pessoa não conseguir distinguir o que é real — para ser devidamente enquadrado como deepfake.


O desfecho do julgamento desta noite, acompanhado de perto pela Radioagência Nacional e pela Agência Brasil, promete estabelecer uma jurisprudência determinante para o cenário político e digital das campanhas eleitorais em andamento.

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