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Visão distorcida sobre desafios da internet coloca crianças em risco, diz especialista

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura
Criança mexendo no celular. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)
Criança mexendo no celular. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

Em Campo Grande, uma menina de nove anos morreu após supostamente participar de um desafio


O “desafio do desodorante” é apenas um dos exemplos de “desafios virais” em alta, na internet, que colocam em risco as crianças. Em Campo Grande, uma menina de nove anos morreu na quarta-feira (4), após supostamente inalar desodorante ao tentar cumprir tal desafio.


A “trend”, popularmente conhecida como “desafio do desodorante”, nada mais é que uma batalha para ver quem consegue inalar maior quantidade do produto em menor tempo. O desafio viralizou na internet, ficando popularizado entre as crianças e os adolescentes.


“Os desafios nas redes sociais fazem parte de uma cultura digital baseada em visibilidade e engajamento. Muitos começam como brincadeiras, mas alguns acabam incentivando comportamentos arriscados. Mesmo quando o conteúdo começa como uma brincadeira entre adultos ou adolescentes, ele pode ser interpretado pelas crianças como algo divertido e seguro”, explica a psicóloga Lariane Marques Pereira — CRP 14/06888-1.

Na visão da especialista, mestre em Saúde e Desenvolvimento, a fácil popularização desses conteúdos faz as crianças serem estimuladas sem refletir sobre as consequências, uma vez que tais conteúdos não são para elas. No entanto, chegam até as crianças “com muita facilidade nas redes sociais. Isso acontece porque os algoritmos das plataformas mostram conteúdos para um grande número de pessoas, independentemente da idade”.


Prevenção

Apesar de a internet estar incluída no dia a dia das crianças, a psicóloga Lariane reforça a importância de os adultos estarem incluídos na rotina dos menores — isso porque a educação digital é uma parte fundamental da educação deles.


“A prevenção é possível e passa principalmente pela presença dos adultos na vida digital das crianças. Isso inclui acompanhar o que elas acessam, conversar sobre os conteúdos que aparecem nas redes e orientar sobre os riscos. A educação digital é hoje uma parte fundamental da educação das crianças”, pontua.

O diálogo e monitoramento ainda são uma das principais formas de cuidado. “A prevenção é possível e passa principalmente pela presença dos adultos na vida digital das crianças. Isso inclui acompanhar o que elas acessam, conversar sobre os conteúdos que aparecem nas redes e orientar sobre os riscos. A educação digital é hoje uma parte fundamental da educação das crianças”, concluiu.


Psicóloga Lariane. (Foto: Arquivo Pessoal)
Psicóloga Lariane. (Foto: Arquivo Pessoal)

Caso em Campo Grande

A menina de 9 anos morreu na quarta-feira (4), em Campo Grande, depois de ser encontrada desacordada em sua cama, pela mãe, no bairro Universitário. Ela chegou a ser socorrida e levada a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento).


Conforme o registro do boletim de ocorrência, a mãe e o pai da menina haviam saído para uma consulta médica do bebê recém-nascido, deixando a filha na casa de uma tia. Quando retornaram, por volta das 14 horas, perguntaram sobre a menina.


Foi dito que a menina estava dormindo. Ao ir ao quarto para ver a filha, a mulher encontrou a criança deitada de bruços com um tubo de desodorante. A menina estava com os lábios roxos. Foi tentada reanimação, e a criança chegou a vomitar, mas não respondia.


Os pais levaram a menina até a unidade de saúde, mas, depois de várias tentativas de reanimação, ela não resistiu e morreu. O caso foi registrado como morte a esclarecer.


Cerimônia de despedida reúne familiares e amigos. (Foto: Leo de França, Midiamax)
Cerimônia de despedida reúne familiares e amigos. (Foto: Leo de França, Midiamax)

Fonte: Midiamax

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