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Tradição que atravessa gerações: Tereré reforça laços afetivos e identidade em Campo Grande

  • há 11 horas
  • 2 min de leitura
O tereré não serve apenas para aliviar o calorão característico da Cidade Morena, mas também mantém viva a cultura de Mato Grosso do Sul. (Foto: Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)
O tereré não serve apenas para aliviar o calorão característico da Cidade Morena, mas também mantém viva a cultura de Mato Grosso do Sul. (Foto: Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

Muito além de uma bebida para amenizar o calor, o hábito de compartilhar o tereré preserva memórias familiares, cultiva amizades e une diferentes histórias na Capital.


Uma garrafa com gelo, bomba de metal e a clássica erva-mate: para quem vive em Campo Grande, a combinação parece automática. No entanto, por trás de cada rodada de tereré existe um significado que vai muito além de refrescar as altas temperaturas da Cidade Morena. A prática, transmitida de pais para filhos e mantida entre grupos de amigos, consolida-se no cotidiano local como um elemento central da cultura e da memória afetiva de Mato Grosso do Sul.


Para muitos moradores, o hábito começou ainda na infância, introduzido por avós ou pais que deixaram na bebida um legado de convivência. É o caso de comerciantes e empresários locais que transformaram a paixão pelo tereré em negócio no Mercadão Municipal e em pontos tradicionais da cidade, mantendo vivo um costume que une gerações. Para outros, a bebida ressurge acompanhada de nostalgia: voltar a preparar a guampa é uma forma de recordar entes queridos que já se foram, ressignificando o ritual ao longo dos anos.


Nas calçadas da cidade, nos parques ou nas rodas formadas entre amigos e influenciadores digitais, o tereré funciona como um verdadeiro catalisador social. Os assuntos variam do futebol às conversas descontraídas do dia a dia e histórias do passado. O ponto em comum entre todas as rodas é a capacidade de aproximar pessoas.


Especialistas ressaltam que essa capacidade de integração é um dos aspectos mais marcantes da prática na região. Com raízes na cultura guarani e forte influência paraguaia — intensificada no século passado com a chegada da estrada de ferro —, o tereré democratiza os espaços públicos. Ao redor da guampa, não existem barreiras ou distinções sociais: o hábito cria um ambiente em que todos compartilham da mesma conversa.


Para quem busca lugares ao ar livre para apreciar a bebida em Campo Grande, opções não faltam. Desde a tradicional Praça do Tereré e a orla do Aeroporto até o Parque das Nações Indígenas e os altos da Avenida Afonso Pena, a cidade oferece cenários perfeitos para estender a cadeira de fio e manter a tradição viva.


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