top of page
Banner_Via_News_03_1920x182.fw.png

SES-MS investiga caso suspeito de hantavírus em Campo Grande

  • há 9 horas
  • 4 min de leitura
Roedores infectados são os principais meios de transmissão. (Reprodução, Freepik)
Roedores infectados são os principais meios de transmissão. (Reprodução, Freepik)

Mato Grosso do Sul não tem um caso confirmado da doença desde 2019


A SES (Secretaria de Estado de Saúde) informou, nesta terça-feira (12), que Mato Grosso do Sul tem um caso suspeito de hantavírus em investigação. O caso deu entrada como Leptospirose, mas o protocolo determina que sejam feitos exames relacionados a outras doenças com sintomas parecidos. O prazo para encerramento da investigação e conclusão de até 60 dias. O perfil do paciente — sexo, idade e condições clínicas — não foi informado.


Dados da SES indicam que Mato Grosso do Sul não tem um caso confirmado da doença desde 2019. Nos últimos 11 anos, o Estado notificou 107 casos suspeitos da doença, mas apenas 7 foram confirmados. Confira a distribuição dos casos:


Município

2015

2016

2017

2018

2019

Campo Grande

1

1

0

1

3

Corumbá

0

0

4

0

4

Total

1

1

4

1

7


A hantavirose é uma doença transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas provenientes de urina, fezes e saliva de pequenos roedores silvestres infectados. Marsupiais (mamíferos como gambás e cuícas) e morcegos infectados também podem estar associados, mas são casos menos comuns.


Embora a ocorrência da doença seja registrada em todo o país, o Centro-Oeste, Sul e Sudeste concentram o maior percentual de casos confirmados. Além disso, as ocorrências são mais comuns em áreas rurais. Os pacientes, em sua maioria, têm ocupações relacionadas à agricultura, como trabalhadores rurais ou profissionais envolvidos em limpeza de depósitos, silos, galpões e locais fechados.


Sintomas da hantavirose

Conforme a SES, no início da doença, os sintomas não são específicos, mas podem incluir febre, dores musculares, dor na região dorsolombar, dor abdominal, cansaço intenso, forte dor de cabeça e alterações gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia.


Esse primeiro período pode durar de um a seis dias, chegando, em alguns casos, a duas semanas antes de apresentar melhora temporária.


Outro sinal de alerta envolve o aparecimento de tosse seca, sintoma que pode indicar a evolução para uma forma mais grave da doença. Nesses casos, pode haver comprometimento cardiopulmonar, ocorrendo aumento da frequência cardíaca, dificuldade para respirar e redução da oxigenação no sangue.


O quadro pode evoluir rapidamente para acúmulo de líquido nos pulmões, queda de pressão arterial e comprometimento da circulação, exigindo atendimento médico imediato.


Em alguns casos, o paciente pode apresentar comprometimento renal, geralmente leve ou moderado. Essa é a fase com maior risco de óbitos por conta da rápida evolução e da gravidade das complicações.


Como os diagnósticos ocorrem?

Para diagnosticar a doença, são realizados exames em laboratórios de referência. O diagnóstico é feito, basicamente, por meio da sorologia. Esses testes são disponibilizados pelo Ministério da Saúde.


Ou seja, a cadeia de vigilância epidemiológica em Mato Grosso do Sul funciona da seguinte maneira:


O paciente que se enquadra no critério é notificado como caso suspeito; então, essa notificação chega ao Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Governo Federal. Em seguida, a vigilância epidemiológica municipal coleta dados clínicos e epidemiológicos, que passam por investigação laboratorial.


Por fim, a gerência de zoonoses da SES monitora o caso suspeito até o encerramento.


Tratamento da hantavirose

Tanto na rede pública quanto na privada, ainda não há medicamentos antivirais específicos para o tratamento das infecções por hantavírus. É por isso que todo paciente com suspeita de síndrome cardiopulmonar por hantavírus deve ser encaminhado com urgência para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva).


O tratamento é de suporte clínico e busca controlar os sintomas e as complicações da doença, podendo incluir hemodiálise, suporte respiratório com oxigenação e medidas para prevenir ou tratar quadros de choque.


Como prevenir?

Seguindo os manuais e as diretrizes do Ministério da Saúde, é importante que a população evite o acúmulo de lixo, entulhos, restos de alimentos e materiais que possam servir de abrigo e alimento para os roedores. Manter alimentos, rações e grãos armazenados em recipientes fechados e à prova de roedores também é fundamental.


Além disso, recomenda-se a limpeza de ambientes fechados e possivelmente contaminados somente após a ventilação mínima de 30 minutos. É importante evitar varrer locais com sinais de roedores secos, para que nenhum pó seja inalado, mas utilizar pano úmido com detergente ou solução desinfetante à base de hipoclorito durante a limpeza. Recomenda-se utilizar equipamentos de proteção individual, luvas, avental e óculos de proteção em situações de risco ocupacional ou durante investigações ambientais.


Hantavirose passa de humano para humano?

Na última sexta-feira (8), o Ministério da Saúde divulgou uma nota informando que o surto de hantavírus em um navio não representa um risco para o Brasil até o momento. Nesse mesmo documento, esclareceu que não há registro de circulação do genótipo Andes no país, variante relacionada aos episódios raros de transmissão interpessoal registrados na Argentina e no Chile.


Ou seja, os casos humanos confirmados no Brasil, em 2026, não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, o país identificou apenas casos envolvendo o genótipo de Orthohantavírus em roedores silvestres.


Fonte: Midiamax

Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html