Restos mortais foram encontrados durante liberação dos destroços da aeronave em Campo Grande
- 7 de jul.
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O piloto Henrique Martin e a jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreram
Novos fragmentos de restos mortais foram encontrados na segunda-feira (6), durante a liberação dos destroços da aeronave bimotor EMB-810D, que caiu na última sexta-feira (3), na região do Aeródromo Santa Maria, em Campo Grande. O piloto Henrique Martin e a jornalista e pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff morreram.
Segundo apurado pela reportagem, os fragmentos foram encontrados após a conclusão dos procedimentos periciais iniciais e também da liberação dos destroços. Ao Jornal Midiamax, o delegado Alexandro Mendes de Araújo, em substituição legal na Decco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), relatou que os fragmentos encontrados agora passarão por análise de identificação.
“A identificação de qual vítima pertencem os fragmentos dependerá de análise técnico-científica, a ser realizada pelo Instituto de Criminalística, podendo incluir exame genético”, detalhou.
O delegado reforçou que, em acidentes do tipo, pode se tornar comum o encontro de restos mortais em momentos posteriores. “Em acidentes com elevado impacto, é possível que novos vestígios sejam encontrados durante a retirada da aeronave, em razão da dinâmica do sinistro”, afirmou.
As investigações continuam; no entanto, não foram estabelecidos prazos para a conclusão, uma vez que isso depende do resultado das perícias e de outras diligências técnicas. Assim, ainda não foi possível apurar o que pode ter provocado o acidente aéreo que resultou na morte do piloto e da pesquisadora.
“A apuração de um sinistro aéreo requer análise técnica, imparcial e objetiva de todos os fatores que atuam e podem influenciar a aeronavegabilidade. Não é possível fixar um prazo neste momento porque os esclarecimentos que buscamos dependem de perícias e outras diligências técnicas realizadas tanto pela equipe de investigação quanto pelo Instituto de Criminalística”, esclareceu.
Destroços do avião que caiu em Campo Grande. (Foto: Rodrigo Santos, Jornal Midiamax)
Queda de avião
Desde o início da manhã de sexta-feira (3), equipes do Corpo de Bombeiros realizaram buscas pelo avião na região do Aero Rural. Os militares encontraram a aeronave horas depois, em uma área de mata.
Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, um trabalhador que teria saído do Aeroporto Santa Maria foi quem encontrou os destroços do avião na área de mata.
O proprietário do aeródromo, Eder Correa, contou que ouviu o barulho por volta das 6h30 e percebeu que o chão tremeu. A aeronave seria de uma empresa que faz táxi-aéreo e estava apta a fazer voo por instrumento, de acordo com Eder.
Uma câmera de segurança de um condomínio na BR-262, na zona industrial, captou o som da queda da aeronave. A queda do Cessna Piper Sêneca, em Campo Grande, é a primeira registrada em 2026 em Mato Grosso do Sul.
Quem era a pesquisadora alemã?
Lydia era jornalista da Alemanha, zoóloga e guia da natureza. Na quinta-feira (2), ela publicou em sua rede social um vídeo da janela de um avião, enquanto saía do Rio de Janeiro. “Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”, escreveu.
A pesquisadora tinha um podcast sobre o mundo selvagem dos animais e publicou em sua rede social alguns registros do Pantanal. Inclusive, ela esteve no Pantanal em 2024.
Em 2018, Lydia publicou que fazia um estudo de papa-formiga/câmera no Pantanal. “Trabalhar com armadilhas para câmeras é sempre como uma caça ao tesouro — nunca se sabe o que vai encontrar, quando recolhe o cartão SD depois de alguns dias”, escreveu a pesquisadora alemã.
O piloto da aeronave, identificado como Henrique Martin, declarava o amor pelo mundo da aviação e compartilhava nas redes sociais diversos registros de seus voos.

Fonte: Midiamax










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