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Pela 7ª vez, furto de fios deixa mais de 200 pacientes da USF Vila Carlota sem atendimentos

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura
(Pietra Dorneles/Jornal Midiamax)
(Pietra Dorneles/Jornal Midiamax)

Em dois meses, a unidade de saúde foi furtada sete vezes


Pela segunda vez nesta semana a USF (Unidade de Saúde da Família) Vila Carlota, em Campo Grande, foi alvo de furto de fiação elétrica e do relógio de energia por criminosos. O crime ocorreu na madrugada desta sexta-feira (24) e deixou a unidade sem energia e sem atendimento para mais de 200 pacientes que passam todos os dias pelo local.


Essa é a 7ª vez que a unidade de saúde é furtada em menos de dois meses. Após o crime, apenas um anexo utilizado por agentes comunitários de saúde permaneceu com eletricidade, já que o mesmo possui ligação elétrica independente e separada do restante da unidade. Com a suspensão dos atendimentos, pacientes que aguardavam atendimento se revoltaram, e a Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi acionada pelos próprios funcionários para controlar os ânimos.


Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, este é o sétimo caso de furto de fiação registrado na USF desde junho, o que provoca interrupções nos atendimentos médicos, de enfermaria e da farmácia, que foi procurada pelo Carlos Catalani, aposentado, que foi à unidade em busca de medicações para o tratamento de diabetes e encontrou o local sem energia.


Segundo ele, foi ao local para aferir a glicemia e pegar medicação para diabetes, só que, como o computador não está funcionando, ele não consegue pegar o medicamento e precisou ir para outra unidade da capital.


“Vou tentar em outra unidade ou no CEM (Centro de Especialidades Médicas). Se eu não conseguir, eu corro o risco de morte. Esses caras furtam fios, vão pro judiciário, são liberados, ficam na rua, e quem sofre é a população com o que eles provocam”, diz o aposentado.

Carlos Catalani – aposentado (Pietra Dorneles/Jornal Midiamax)
Carlos Catalani – aposentado (Pietra Dorneles/Jornal Midiamax)

Além dele, quem estava no local foi a comerciante Jenifer Fernanda, que vende salgados em frente à unidade e depende da presença de pacientes para que a venda aconteça.


”Eu vou ficar no prejuízo porque meus clientes são os pacientes. Tenho duas crianças para criar. Fiz o salgado e estou com medo de perder o salgado e ter um prejuízo de mais de R$ 150. Com esse tipo de furto, eu perco, os funcionários e toda a população”, diz a comerciante.

Jenifer Fernanda – comerciante (Pietra Dorneles/Jornal Midiamax)
Jenifer Fernanda – comerciante (Pietra Dorneles/Jornal Midiamax)

O Jornal Midiamax procurou a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), para esclarecer sobre o retorno do atendimento da unidade e sobre os crimes que vêm sendo frequentes no local. Não houve retorno até o fechamento da reportagem e o espaço permanece em aberto para esclarecimento.


Imagens: Pietra Dorneles


Fonte: Midiamax

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