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Por conta dos filhos, mulher de ‘Frescura’ vai para prisão domiciliar

  • há 5 horas
  • 3 min de leitura
Juliana Paula, esposa do ‘Frescura’. (Rodrigo Santos, Jornal Midiamax)
Juliana Paula, esposa do ‘Frescura’. (Rodrigo Santos, Jornal Midiamax)

Advogado alegou que casal tem filhos menores de 12 anos ao fazer o pedido


Juliana Paula da Silva, mulher do empresário Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”, vai para a prisão domiciliar, conforme decisão judicial publicada em Diário Oficial nesta quinta-feira (5).

O pedido foi feito pela defesa do casal ainda no dia em que o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagrou a Operação Camuflagem. O pedido foi feito em relação apenas a Juliana.

O advogado Arlei Freitas alegou no pedido que o casal tem dois filhos menores de idade — um menino de um ano e 10 meses e uma menina de 11 anos, que possui TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).


Conforme a petição, as crianças ficaram sob os cuidados da doméstica no dia da prisão. Os empresários Evertom Luiz Luscero e Gleidson Cabral Nobre, além da engenheira Flaviana Barbosa de Souza, completam a lista dos presos na operação, que é um desdobramento da Tromper.

O juiz determinou que Juliana não poderá sair de casa sem autorização judicial, sob pena de revogação imediata da prisão domiciliar.

Nova operação em Sidrolândia mira alvos da Tromper e prende cinco por corrupção

Em 26 de fevereiro de 2026, o Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou, em Sidrolândia, a Operação Camuflagem, um desdobramento da Tromper, com o objetivo de apurar o crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.


Os promotores do Gecoc e da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia constataram que um dos membros da organização criminosa estaria usando uma rede estruturada de apoio formada por pessoas e empresas para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial.


Essa estrutura incluía uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de “laranjas” e até do nome de pessoas para fazer pagamentos e movimentações financeiras para o investigado e a família, inclusive durante o período em que esteve preso.


Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Os alvos foram Ueverton da Silva Macedo (“Frescura”), a esposa dele, Juliana Paula da Silva, e os empresários Evertom Luiz de Souza Luscero e Gleidson Cabral Nobre.


A Operação Camuflagem tem esse nome para remeter à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, usando uma rede de apoio destinada a ocultar as movimentações financeiras.


Construção de casas para lavar dinheiro

Conforme apurado pela investigação, a estrutura envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício de Frescura e de sua família — inclusive enquanto o empresário cumpria medidas cautelares.


Conforme apurado pela reportagem, o empresário compra terrenos para construir imóveis e, depois, vende. Flaviana seria contratada por “Frescura” para assinar os projetos de engenharia.


Tudo isso para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial. A cidade virou centro de escândalos de corrupção nos últimos anos, a partir da deflagração da Operação Tromper, que revelou esquema de desvios milionários em contratos de obras, chefiado pelo então secretário de Fazenda — e genro da ex-prefeita Vanda Camilo — Claudinho Serra.


Fonte: Midiamax

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