Por conta dos filhos, mulher de ‘Frescura’ vai para prisão domiciliar
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Advogado alegou que casal tem filhos menores de 12 anos ao fazer o pedido
Juliana Paula da Silva, mulher do empresário Ueverton da Silva Macedo, o “Frescura”, vai para a prisão domiciliar, conforme decisão judicial publicada em Diário Oficial nesta quinta-feira (5).
O pedido foi feito pela defesa do casal ainda no dia em que o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) deflagrou a Operação Camuflagem. O pedido foi feito em relação apenas a Juliana.
O advogado Arlei Freitas alegou no pedido que o casal tem dois filhos menores de idade — um menino de um ano e 10 meses e uma menina de 11 anos, que possui TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).
Conforme a petição, as crianças ficaram sob os cuidados da doméstica no dia da prisão. Os empresários Evertom Luiz Luscero e Gleidson Cabral Nobre, além da engenheira Flaviana Barbosa de Souza, completam a lista dos presos na operação, que é um desdobramento da Tromper.
O juiz determinou que Juliana não poderá sair de casa sem autorização judicial, sob pena de revogação imediata da prisão domiciliar.
Nova operação em Sidrolândia mira alvos da Tromper e prende cinco por corrupção
Em 26 de fevereiro de 2026, o Gecoc/MPMS (Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou, em Sidrolândia, a Operação Camuflagem, um desdobramento da Tromper, com o objetivo de apurar o crime de lavagem de dinheiro, na modalidade de ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores.
Os promotores do Gecoc e da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia constataram que um dos membros da organização criminosa estaria usando uma rede estruturada de apoio formada por pessoas e empresas para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial.
Essa estrutura incluía uso de contas bancárias de terceiros, empresas registradas em nome de “laranjas” e até do nome de pessoas para fazer pagamentos e movimentações financeiras para o investigado e a família, inclusive durante o período em que esteve preso.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco de prisão. Os alvos foram Ueverton da Silva Macedo (“Frescura”), a esposa dele, Juliana Paula da Silva, e os empresários Evertom Luiz de Souza Luscero e Gleidson Cabral Nobre.
A Operação Camuflagem tem esse nome para remeter à tentativa de esconder a verdadeira origem e titularidade de valores, usando uma rede de apoio destinada a ocultar as movimentações financeiras.
Construção de casas para lavar dinheiro
Conforme apurado pela investigação, a estrutura envolvia o uso de contas bancárias de terceiros, empresas formalmente registradas em nome de comparsas e a interposição de pessoas para a realização de pagamentos e movimentações financeiras em benefício de Frescura e de sua família — inclusive enquanto o empresário cumpria medidas cautelares.
Conforme apurado pela reportagem, o empresário compra terrenos para construir imóveis e, depois, vende. Flaviana seria contratada por “Frescura” para assinar os projetos de engenharia.
Tudo isso para movimentar dinheiro, ocultar bens e tentar evitar o bloqueio judicial. A cidade virou centro de escândalos de corrupção nos últimos anos, a partir da deflagração da Operação Tromper, que revelou esquema de desvios milionários em contratos de obras, chefiado pelo então secretário de Fazenda — e genro da ex-prefeita Vanda Camilo — Claudinho Serra.
Fonte: Midiamax








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