Subtenente do Corpo de Bombeiros que tentou matar a esposa em Ponta Porã alega legítima defesa
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A tentativa de feminicídio ocorreu na tarde de terça-feira (3)
O subtenente do 4º GBM (Grupamento de Bombeiros Militar) alegou inicialmente que desferiu os golpes de marreta contra a cabeça da esposa, de 52 anos, por legítima defesa. A tentativa de feminicídio ocorreu na tarde de terça-feira (3), na Vila Reno, em Ponta Porã, a 295 km de Campo Grande.
Segundo o boletim de ocorrência, após agredir a esposa e os filhos, o subtenente, de 45 anos, saiu correndo pelas ruas do bairro com duas facas de serra. Quando a equipe policial chegou ao local, o bombeiro estava contido por populares; no entanto, estava alterado e nervoso, gritando que apenas se defendeu de sua mulher, que queria esfaqueá-lo.
Em decorrência disso, ele justifica, conforme o registro policial, que teve de ‘pegar uma marreta e acertar na cabeça dela’. A vítima foi socorrida, inconsciente, por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Já os filhos, de 13, 15 e 17 anos, foram socorridos por vizinhos para atendimento médico. A tentativa de feminicídio ocorreu na tarde de terça-feira (3).
Ao Jornal Midiamax, o CBMMS (Corpo de Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) informou que o militar poderá ser excluído da Coorporação.
“O referido militar responde criminalmente na justiça comum e no âmbito do CBMMS responde a um Processo Administrativo Disciplinar, que poderá culminar na aplicação das sanções previstas em lei, incluindo a exclusão das fileiras da Corporação”, diz nota.
Filhos foram vistos pedindo socorro
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que os filhos do casal saem de casa, às 17h27, e correm pela rua pedindo ajuda para quem passa pela via. Frequentadores e funcionários de um estabelecimento da esquina se depararam com a cena e correram para tentar ajudá-los.
Confira a nota na íntegra:
Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.
Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.
(Revisão: Dáfini Lisboa)
Fonte: Midiamax








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