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Onda de calor extremo e seca severa colocam o Centro-Oeste em nível de perigo

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
© Bruno Peres/Agência Brasil
© Bruno Peres/Agência Brasil

Instituto Nacional de Meteorologia alerta para temperaturas de até 39°C e umidade crítica no ar; médicos reforçam cuidados essenciais com idosos e crianças.


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de perigo para a região Centro-Oeste do país devido à combinação crítica de altas temperaturas e índices alarmantes de baixa umidade relativa do ar. Cidades como Goiânia, Cuiabá, Brasília e Palmas devem registrar termômetros marcando entre 32°C e 39°C, enquanto os níveis de umidade podem despencar para patamares entre 20% e 12% — índices considerados críticos para a saúde humana.


Diante do cenário de clima seco e calor excessivo, profissionais de saúde destacam o aumento imediato no risco de desidratação, infecções e agravamento de doenças respiratórias. O alerta é ainda mais urgente para os grupos mais vulneráveis, como idosos, bebês e crianças pequenas.


Atenção especial à terceira idade

Nos idosos, o impacto do estresse térmico e da desidratação pode se manifestar desde alterações no nível de consciência até complicações severas, como infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Como muitos idosos com saúde mais frágil perdem a percepção da sede, médicos orientam que familiares e cuidadores ofereçam líquidos ativamente ao longo do dia, privilegiando água, água de coco e sucos naturais. A meta diária recommended é de 35 ml de líquido por quilo corporal.


Por outro lado, bebidas diuréticas — como café e chás cafeinados (preto ou mate) — devem ser evitadas, pois aceleram a perda de fluidos. Refeições leves, roupas frescas, protetor solar e a interrupção de atividades ao ar livre entre 10h e 16h também são medidas indispensáveis.


Cuidados indispensáveis com bebês e crianças

O público infantil também sofre com o tempo seco e quente, apresentando com frequência quadros de desidratação, problemas respiratórios e irritações na pele. Para bebês que estão em aleitamento materno exclusivo, a recomendação dos pediatras é aumentar a frequência das mamadas, não havendo necessidade de oferecer água suplementar. Para os maiores de seis meses, a hidratação regular com água deve ser mantida ao longo de todo o dia.


Os responsáveis devem monitorar atentamente os sinais de alerta de desidratação em crianças, como boca seca, diminuição do volume de urina, irritabilidade atípica ou sonolência excessiva. Banhos mornos, ambientes bem arejados, uso de roupas leves e protetor solar (para maiores de seis meses) ajudam a manter os pequenos confortáveis e protegidos durante o período mais crítico do dia.

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