Novo salário mínimo impactará Previdência em R$ 39,1 bilhões, diz Dieese
- Fabio Sanches

- 22 de dez. de 2025
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O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos estima que, a cada R$ 1 acrescido ao piso salarial, o impacto nas contas previdenciárias é de 380,5 milhões de reais
As elevadas despesas previdenciárias receberão no ano que vem um impacto de 39,1 bilhões de reais, decorrente do novo salário mínimo a entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026, estima o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O piso salarial no país passará a R$ 1.621,00, resultado de um reajuste nominal de 6,79% em relação ao valor vigente.
Segundo lembra o Dieese, o reajuste do salário mínimo é definido conforme a Lei nº 14.663, de agosto de 2023, que estabelece a política permanente de valorização do mínimo em consonância com a Lei Complementar 200, de 2023. Pela legislação, o mínimo seria reajustado na variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) no ano anterior e na variação do PIB (Produto Interno Bruto) nos dois anos anteriores.
Para fins fiscais, de acordo com Lei Complementar 200, o crescimento real das despesas da União não pode ultrapassar o limite máximo de 2,5%. Assim, o reajuste do mínimo para 2026 engloba a variação do INPC, de 4,18% de dezembro do ano passado a novembro deste ano, mas não vai considerar a variação integral do PIB, de 3,4% nos dois anos anteriores e só os 2,5% estabelecidos pelo novo regime fiscal.
Considerando esses dois parâmetros, o mínimo, nominalmente, será reajustado em 103 reais. Ou seja, esse valor será acrescentado à referência salarial de 61,9 milhões de brasileiros a partir de 1º de janeiro. De acordo com os cálculos do Dieese, entrarão 81,7 bilhões de reais na economia.
Na Previdência, o efeito será sobre 46% e corresponde a 70,8% do total de beneficiários. Ainda, segundo o Dieese, a cada um real acrescido ao mínimo o impacto é de 380,5 milhões de reais.
Como desta vez o reajuste é de 103 reais, o impacto será de 39,1 bilhões de reais.
*Com informações de Estadão Conteúdo
Fonte: Jovem Pan








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