Ministério da Saúde Lança Teleatendimento em Saúde Mental para Mulheres e Mães Atípicas no SUS
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O novo canal remete atendimento sigiloso e gratuito pelo aplicativo Meu SUS Digital, focando em apoio psicológico para vítimas de violência e cuidadoras.
O Ministério da Saúde inaugurou, nesta segunda-feira (24), um novo canal de teleatendimento em saúde mental voltado especificamente para mulheres em situação de violência e mães atípicas. A iniciativa busca ampliar o acesso ao suporte psicológico sem exigir um deslocamento presencial imediato, integrando a tecnologia ao sistema público de saúde.
Disponibilizado por meio do aplicativo Meu SUS Digital, o serviço é totalmente remoto e sigiloso. Ele oferece orientação e acompanhamento conduzidos por profissionais especializados, funcionando também como uma porta de entrada para os cuidados de saúde mental através da Rede de Atenção Psicossocial do SUS. O benefício estende-se ainda a familiares que exercem o papel de cuidadores de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
A criação do programa ocorre em um cenário alarmante revelado pelo relatório Retratos do Feminicídio no Brasil de 2026. O levantamento aponta que o país registrou mais de 1,5 mil feminicídios em 2025, o que representa um aumento de 4,7% em relação ao período anterior. A tendência de alta continuou nos primeiros meses de 2026, com um acréscimo de 7,5% entre janeiro e março — média que equivale a uma mulher morta a cada cinco horas.
Para viabilizar o suporte contínuo, a plataforma funcionará de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. Cada usuária terá direito a um ciclo de até dez sessões de atendimento, havendo a possibilidade de iniciar novos ciclos de acompanhamento conforme a avaliação da necessidade terapêutica.
Apesar da nova ferramenta de acolhimento, órgãos oficiais lembram que situações de violência iminente devem ser reportadas imediatamente aos canais tradicionais de segurança e denúncia. Entre as alternativas estão o Disque 190 da Polícia Militar, o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e as delegacias especializadas que integram a rede de proteção.








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