top of page
Banner_Via_News_03_1920x182.fw.png

Justiça impõe fiança de R$ 20 mil para cabo da PM preso com medicamentos emagrecedores na BR-060

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 4 horas
  • 3 min de leitura
Os medicamentos estavam em fundo falso. (Reprodução, Fala Povo)
Os medicamentos estavam em fundo falso. (Reprodução, Fala Povo)

A esposa do militar também foi presa em flagrante durante a ação da PRF


A justiça determinou o pagamento de fiança no valor de R$ 20 mil para o cabo da Polícia Militar preso na terça-feira (20), transportando vários medicamentos emagrecedores e eletrônicos na BR-060, no km 370, em Campo Grande. A esposa do militar também foi presa em flagrante durante a ação da PRF (Polícia Rodoviária Federal).


Segundo o boletim de ocorrência, o casal, moradores de Ponta Porã, estava em um Hyundai Santa Fé, que era conduzido pela mulher. Durante a abordagem, ambos passaram a apresentar contradições sobre o motivo da viagem.


Já na busca veicular, foram encontrados três fundos falsos – no painel, assoalho do porta-malas e nas laterais traseiras. Com eles foram encontrados 15 iPads, 10 MacBooks, 1 notebook HP, 1 Mac Mini e aproximadamente 110 unidades de medicamentos emagrecedores – transportados sem a devida refrigeração, em desacordo com as normas sanitárias.


Diante da situação, o casal foi preso em flagrante. No entanto, passaram por audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (21), na 3ª Vara Federal de Campo Grande, com o juiz federal substituto Felipe Alves Tavares.


Por fim, a justiça determinou a soltura da mulher. Já o cabo terá que pagar o valor de R$ 20 mil de fiança, além de sofrer algumas medidas cautelares, mas ambos não estão proibidos de ter acesso à fronteira.


“Ressalto que não será implementada a cautelar de proibição de acesso à fronteira, tendo em vista que os acusados residem na cidade de Ponta Porã/MS“, diz trecho da decisão.

Confira as medidas impostas:

  • Proibição de mudança de residência/contato telefônico sem autorização/comunicação ao juízo, ou de ausentar-se por mais de 8 (oito) dias de sua residência, sem comunicar o lugar onde será encontrado, bem como sair do país;

  • Proibição de transporte de mercadorias estrangeiras;

  • Comparecimento BIMESTRAL em juízo através do Balcão Virutal;

  • Pagamento de fiança no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) para flagranteado.


O que diz a PMMS?

“A Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (PMMS) reafirma seu compromisso com a ética, o respeito e a integridade em todas as suas relações, seja público interno ou externo, salientando que não toleramos qualquer tipo de comportamento que viole nossos princípios e valores.


Em relação à ocorrência em questão, informamos que o militar, preso durante ação de fiscalização e abordagem de equipe da Polícia Rodoviária Federal, foi encaminhado para a Polícia Federal para as providências cabíveis, e posteriormente apresentado ao Presídio Militar Estadual.



Outras medidas disciplinares poderão ser tomadas, conforme o desenvolvimento das ações a respeito.


Ressaltamos que a PMMS não coaduna com qualquer comportamento inadequado por parte de seus integrantes, zelando sempre para prestar um serviço de qualidade à população, fator crucial para uma sociedade mais segura.”

Condenado por violência policial na fronteira

A violência em questão aconteceu no dia 4 de maio de 2024, em Ponta Porã, quando o militar e um colega de farda agrediram um estudante de 19 anos durante abordagem em um bar. Na época, foi instaurado um IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar os fatos.


À polícia, a vítima contou que os militares chegaram ao bar em determinado horário, momento em que havia uma criança de aproximadamente 10 anos do outro lado da rua. Os militares pegaram uma bicicleta e a entregaram à mãe da criança, ordenando que a mulher fosse embora.


Depois, o jovem revelou que um dos policiais efetuou dois disparos de arma de fogo, os quais se dirigiram aos clientes do bar. Lá, os policiais chutaram e derrubaram mesas, momento em que o rapaz interveio e disse que a abordagem estava errada. Logo, os dois agrediram o jovem com chutes e tapas no rosto.


Diante das agressões, o estudante afirmou que iria procurar um advogado, ocasião em que o policial teria respondido: “Que porr* de advogado, o que você entende?”. Em seguida, um dos militares empurrou o rapaz contra a parede e rasgou sua camiseta.


Segundo o documento obtido pelo Jornal Midiamax, o estudante contou que não desacatou a equipe, não reagiu às agressões e nem sequer ofendeu os militares. Após ser agredido pelos militares, o estudante se identificou, como requisitado por eles, e, em seguida, foi embora para casa. Ele afirmou que não ingeriu bebida alcoólica no bar.


Questionado sobre ter sofrido lesões, o jovem disse que ficou com algumas dores, devido ao momento em que foi empurrado contra a parede, e houve um choque com o poste de padrão de energia elétrica. Após o ocorrido, ele retornou ao bar e encontrou um estojo metálico — cápsula deflagrada de calibre 9 mm.


Violência ocorreu em 4 de maio de 2024. (Foto: Reprodução, Processo)
Violência ocorreu em 4 de maio de 2024. (Foto: Reprodução, Processo)

Fonte: Midiamax

Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html