Justiça dá 10 dias para Papy explicar demissão de ex-amante de Sandro Benites
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Ex-servidora entrou na Justiça para tentar ser readmitida, alegando que Papy agiu com 'desvio de finalidade e abuso de poder'
A juíza Paulinne Simões de Souza deu prazo de dez dias para o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Papy (PSDB), prestar informações sobre a demissão de servidora que mantinha relacionamento extraconjugal com o ex-secretário municipal de Esportes Sandro Benites.
A mulher entrou na Justiça para tentar reaver o cargo. Ela alegou que exercia cargo devido a um arranjo político entre os dois. Na época, ela havia dito ao Jornal Midiamax que havia nepotismo cruzado entre os dois, ou seja, ela era nomeada no Legislativo enquanto um indicado de Papy estaria lotado na Funesp.
À Justiça, a ex-amante de Benites afirma que sua demissão, no início de março, teve “finalidade retaliatória”, já que a mulher o denunciou à polícia por violência psicológica e conseguiu uma medida protetiva contra o então secretário.
A ex-servidora foi ocupante de um cargo em comissão há 9 anos, e a defesa, representada pelo advogado Oswaldo Meza, defende que “a exoneração da impetrante, portanto, não pode ser analisada como mero ato administrativo discricionário, típico de cargos em comissão, mas sim como medida inserida em contexto de conflito pessoal, violência e possível abuso diretamente à vida funcional da impetrante“.
Por fim, pediu que fosse readmitida “diante dos fortes indícios de desvio de finalidade e abuso de poder”.
A magistrada deixou para analisar o mérito do pedido após a manifestação de Papy, que terá dez dias para explicar à Justiça a partir da citação.
Ao Jornal Midiamax, Papy defendeu a demissão da ex-amante de Benites após o fim do relacionamento entre os dois. “Nós não fomos notificados sobre isso. Acho que a servidora tem legitimidade de pleitear qualquer coisa na Justiça. Mas eu penso que nós temos uma lei muito clara em relação aos cargos comissionados de livre nomeação ou livre exoneração. Posso garantir para todos que não tem relação nenhuma com a vida pessoal da servidora e com o relacionamento que ela teve, da violência que sofreu, do abuso que sofreu. A Câmara não tem nada a ver com isso, nem facilitou e nem prejudicou a servidora em relação a isso. Mas ainda não fomos notificados”, disse Papy, apesar de a exoneração ocorrer na semana em que a vítima denunciou Sandro à polícia.
Vítima de Benites diz que foi avisada sobre acordo com Papy na exoneração
De acordo com o relato da ex-servidora, que possui formação em Geografia e Gestão Pública, o comunicado de sua demissão foi fundamentado em “questões políticas” pelo diretor-geral da Câmara. A motivação seria o descumprimento de um acordo de permuta de cargos entre Papy e Sandro Benites.
“Ele falou para mim que tinha ocorrido discordância com o Benites e o Papy com relação ao meu cargo e, como eu sabia como que o jogo político funcionava, eu estava demitida. Falou pra mim que o Benites não tinha cumprido um acordo com ele [o Papy], que foi uma permuta de cargo. A pessoa com quem o Papy permutou o meu cargo tinha saído da Funesp”, relatou a profissional.
Fonte: Midiamax








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