Após incêndio em bloco, estudantes reivindicam melhor infraestrutura na UFMS
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Infraestrutura, má iluminação e preço do Restaurante Universitário estão entre as demandas dos acadêmicos
Nesta sexta-feira (24), acadêmicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) se mobilizaram em manifestação por melhor infraestrutura do campus, em Campo Grande. Na última semana, um ar-condicionado pegou fogo dentro de uma sala de aula, no Complexo Multiuso II.
Entre as principais reivindicações dos estudantes, estão a vistoria técnica no bloco afetado pelo incêndio, manutenção preventiva e fiscalização em todo o campus, criação de protocolos para situações de risco e um posicionamento da Reitoria da universidade em até 15 dias.
O movimento foi encabeçado pelo Movimento Correnteza, que luta por direitos estudantis em universidades públicas e privadas do Estado, junto de centros acadêmicos, associações atléticas, do MUP (Movimento por uma Universidade Popular) e do Mov-NdTB (Movimento Nacionalista dos Trabalhadores Brasileiros).
O grupo preparou um manifesto com caráter de urgência, que foi entregue à reitoria da UFMS. Nele, constam todas as demandas requisitadas. Entre elas, estão:
Vistoria técnica imediata no Complexo Multiúso II, com divulgação dos laudos;
Interdição de áreas com risco até que os problemas sejam resolvidos;
Plano urgente de recuperação estrutural, com cronograma e prazos definidos;
Manutenção preventiva contínua e fiscalização periódica em todo o campus;
Transparência sobre o incêndio, incluindo causas e medidas adotadas;
Plano de evacuação e emergência, com sinalização e treinamentos;
Criação de protocolos claros para situações de risco;
Canal permanente de escuta para a comunidade acadêmica;
Participação de estudantes na fiscalização e no acompanhamento das ações;
Melhoria da iluminação em áreas críticas do campus;
Resposta oficial da Reitoria em até 15 dias, com explicações e encaminhamentos.
Incêndio foi estopim
A UFMS precisou transferir os acadêmicos após o incêndio ocorrido em uma das salas do Complexo Multiuso II, também conhecido como Bloco 6. Os alunos com aulas programadas para a sala foram remanejados para outros espaços.
Porém, para além dessa ocorrência pontual, os estudantes têm demandas muito mais antigas para o bloco, como explica o líder do Movimento Correnteza MS. “É um bloco que, ano após ano, em todas as grandes ou até pequenas chuvas, tem várias goteiras; o bloco alaga, o forro do teto que cai, vários animais acessam por conta do forro cair, morcegos que entram dentro do bloco…”.
O incêndio foi apenas o estopim de diversas situações que precarizam os estudos dos acadêmicos. “Mas não só o bloco 6, a gente tem outros lugares da universidade que são superescuros, têm precariedade. O restaurante universitário mais caro do Brasil, e isso também diz respeito sobre a precarização do ensino”, comenta o aluno.
Posicionamento da universidade
Os estudantes aguardam retorno da Reitoria da UFMS sobre todas as demandas. O Jornal Midiamax acionou a unviersidade em busca de um posicionamento e aguarda resposta.
Fonte: Midiamax








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