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Após incêndio em bloco, estudantes reivindicam melhor infraestrutura na UFMS

  • há 6 dias
  • 2 min de leitura
Alunos se mobilizaram nesta sexta-feira (24). (Foto: Fala Povo, Jornal Midiamax)
Alunos se mobilizaram nesta sexta-feira (24). (Foto: Fala Povo, Jornal Midiamax)

Infraestrutura, má iluminação e preço do Restaurante Universitário estão entre as demandas dos acadêmicos


Nesta sexta-feira (24), acadêmicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) se mobilizaram em manifestação por melhor infraestrutura do campus, em Campo Grande. Na última semana, um ar-condicionado pegou fogo dentro de uma sala de aula, no Complexo Multiuso II.


Entre as principais reivindicações dos estudantes, estão a vistoria técnica no bloco afetado pelo incêndio, manutenção preventiva e fiscalização em todo o campus, criação de protocolos para situações de risco e um posicionamento da Reitoria da universidade em até 15 dias.


O movimento foi encabeçado pelo Movimento Correnteza, que luta por direitos estudantis em universidades públicas e privadas do Estado, junto de centros acadêmicos, associações atléticas, do MUP (Movimento por uma Universidade Popular) e do Mov-NdTB (Movimento Nacionalista dos Trabalhadores Brasileiros).


O grupo preparou um manifesto com caráter de urgência, que foi entregue à reitoria da UFMS. Nele, constam todas as demandas requisitadas. Entre elas, estão:


  • Vistoria técnica imediata no Complexo Multiúso II, com divulgação dos laudos;

  • Interdição de áreas com risco até que os problemas sejam resolvidos;

  • Plano urgente de recuperação estrutural, com cronograma e prazos definidos;

  • Manutenção preventiva contínua e fiscalização periódica em todo o campus;

  • Transparência sobre o incêndio, incluindo causas e medidas adotadas;

  • Plano de evacuação e emergência, com sinalização e treinamentos;

  • Criação de protocolos claros para situações de risco;

  • Canal permanente de escuta para a comunidade acadêmica;

  • Participação de estudantes na fiscalização e no acompanhamento das ações;

  • Melhoria da iluminação em áreas críticas do campus;

  • Resposta oficial da Reitoria em até 15 dias, com explicações e encaminhamentos.


Incêndio foi estopim

A UFMS precisou transferir os acadêmicos após o incêndio ocorrido em uma das salas do Complexo Multiuso II, também conhecido como Bloco 6. Os alunos com aulas programadas para a sala foram remanejados para outros espaços.


Porém, para além dessa ocorrência pontual, os estudantes têm demandas muito mais antigas para o bloco, como explica o líder do Movimento Correnteza MS. “É um bloco que, ano após ano, em todas as grandes ou até pequenas chuvas, tem várias goteiras; o bloco alaga, o forro do teto que cai, vários animais acessam por conta do forro cair, morcegos que entram dentro do bloco…”.


O incêndio foi apenas o estopim de diversas situações que precarizam os estudos dos acadêmicos. “Mas não só o bloco 6, a gente tem outros lugares da universidade que são superescuros, têm precariedade. O restaurante universitário mais caro do Brasil, e isso também diz respeito sobre a precarização do ensino”, comenta o aluno.


Posicionamento da universidade

Os estudantes aguardam retorno da Reitoria da UFMS sobre todas as demandas. O Jornal Midiamax acionou a unviersidade em busca de um posicionamento e aguarda resposta.


Fonte: Midiamax

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