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Justiça condena Neno Razuk a 15 anos de prisão por liderar jogo do bicho em MS

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • 16 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura
Em 3 de dezembro, Neno Razuk falou com a imprensa pela primeira vez após operação que prendeu pai e irmãos do deputado. (Leonardo de França, Jornal Midiamax)
Em 3 de dezembro, Neno Razuk falou com a imprensa pela primeira vez após operação que prendeu pai e irmãos do deputado. (Leonardo de França, Jornal Midiamax)

Decisão também condena outros 11 implicados em ação contra organização criminosa


O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) condenou o deputado estadual Roberto Razuk Filho, o Neno Razuk (PL), a mais de 15 anos de prisão. O parlamentar responde ação sobre esquema de jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Outras 11 pessoas também foram condenadas.


A decisão é da 4ª Vara Criminal de Campo Grande. O juiz José Henrique Kaster Franco assina a sentença.


Ao deputado, foram atribuídos os crimes de formação de organização criminosa armada, exploração de jogos do bicho e roubos. “Nenhum desses delitos têm a mais remota ligação com o exercício das atribuições constitucionais esperadas e exigíveis de um deputado estadual”, destacou o magistrado.


Apelação em liberdade

Neno está no segundo mandato da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul). “Não há nexo entre o exercício do cargo e os delitos a ele atribuídos”, reforçou o juiz.


Franco ainda pontuou a necessidade da condenação. “Não cabe aqui, em outras palavras, proteger a pessoa do réu em face do livre exercício do cargo, mas justamente o contrário, proteger o exercício do múnus público dos crimes tributados a ele”, diz a decisão.


Assim, segundo o juiz, o deputado poderá apelar em liberdade. O Jornal Midiamax acionou a assessoria do parlamentar, bem como o advogado de defesa. No entanto, não houve retorno até a publicação da matéria.


Demais implicados

Além disso, a Justiça concedeu o mesmo direito de apelação em liberdade a três outros condenados. São eles: Diogo Francisco, Edilson Rodrigues Ferreira, Julio Cezar Ferreira dos Santos e Valnir Queiroz Martinelli.


José Eduardo Abdulahad, apesar da condenação em regime fechado, permanecerá em casa com monitoramento eletrônico. O recolhimento domiciliar ocorre devido ao estado de saúde do réu.


Três pessoas foram absolvidas com a decisão e terão os mandados de prisão revogados: Tiano Waldenor de Moraes, Diego de Sousa Nunes e Luiz Paulo Bernardes Braga.


Confira a lista completa de réus condenados e as penas aplicadas:

  • Roberto Razuk Filho: 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão; 5 meses de detenção; 559 dias-multa.

  • Gilberto Luis dos Santos: 16 anos, 4 meses e 29 dias de reclusão; 6 meses de detenção; 661 dias-multa.

  • Manoel José Ribeiro: 13 anos, 7 meses e 1 dia de reclusão; 5 meses de detenção; 465 dias-multa.

  • Carlito Gonçalves Miranda: 10 anos, 9 meses e 24 dias de reclusão; 360 dias-multa.

  • José Eduardo Abdulahad: 4 anos e 1 mês de reclusão; 4 meses de detenção; 95 dias-multa.

  • Edilson Rodrigues Ferreira: 3 anos e 6 meses de reclusão; 4 meses de detenção; 55 dias-multa.

  • Diogo Francisco: 3 anos e 6 meses de reclusão; 4 meses de detenção; 55 dias-multa.

  • Valnir Queiroz Martinelli: 3 anos e 6 meses de reclusão; 4 meses de detenção; 55 dias-multa.

  • Wilson Souza Goulart: 4 anos, 2 meses e 22 dias de reclusão; 5 meses de detenção; 146 dias-multa.

  • Julio Cezar Ferreira dos Santos: 3 anos e 6 meses de reclusão; 4 meses de detenção; 55 dias-multa.

  • Taygor Ivan Moretto Pelissari: 4 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão; 6 meses de detenção; 243 dias-multa.

  • Mateus Aquino Junior: 11 anos e 7 meses de reclusão; 4 meses de detenção; 298 dias-multa.


Neno é apontado como líder

Já Neno é apontado pelo Gaeco como o líder operacional do grupo. No entanto, a investigação reforça que tudo tinha que passar pelo aval do pai, Roberto Razuk.


Em 25 de novembro de 2025, o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul) deflagrou a quarta fase da Operação Successione, contra uma organização criminosa que explora jogos ilegais.


As investigações do Gaeco apontam que Roberto Razuk era o chefe do grupo criminoso que explora o jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. Preso preventivamente na operação, o ex-deputado conseguiu decisão na Justiça para cumprir em prisão domiciliar. Agora, em estado gravíssimo de saúde, foi internado.


Conforme documentos obtidos com exclusividade pelo Jornal Midiamax, o patriarca do clã Razuk é quem detinha a decisão final sobre as questões mais relevantes do grupo, inclusive estando acima na hierarquia em relação ao filho, o deputado estadual Neno Razuk.


O papel de Roberto pai era decidir sobre questões como expansão do grupo, investimentos e articulações importantes.


Fonte: Midiamax



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