top of page
Banner_Via_News_03_1920x182.fw.png

Dois bairros de Campo Grande vão de periferia para ‘área de luxo’ em 8 anos

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 7 dias
  • 4 min de leitura
Bairro de Campo Grande teve parcelamento que saltou de perfil baixo para alto em pesquisa socioeconômica. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)
Bairro de Campo Grande teve parcelamento que saltou de perfil baixo para alto em pesquisa socioeconômica. (Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

Estudo reclassificou bairros de Campo Grande e impactou valor do IPTU 2026


Diretamente relacionada à cobrança do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), a nova edição do PSEI (Perfil Socioeconômico Imobiliário) aponta que 44% dos bairros ascenderam em Campo Grande. Enquanto Tiradentes e Santo Amaro lideram os saltos de categoria, os bairros Veraneio e Chácara dos Poderes foram de periferia para o ‘luxo’.


Com nove classificações — de baixo inferior até alto superior —, o estudo define o valor da taxa de lixo cobrada para cada loteamento da Capital.


A Prefeitura alega que a taxa do lixo foi reajustada em 5,32%, de acordo com a inflação do período. Contudo, contribuintes e entidades reclamam e alegam que o valor cobrado tem sido superior a esse percentual.


Outro ponto de queixas sobre o carnê do IPTU foi a redução do desconto de 20%, que era oferecido em anos anteriores, para 10% no pagamento à vista. A Administração Municipal alega que precisa fazer caixa para quitar a taxa do lixo, que chega a R$ 130 milhões anuais, enquanto a arrecadação é de cerca de R$ 50 milhões.


A Prefeitura de Campo Grande chegou a prorrogar em um mês o prazo para o pagamento à vista, passando de 12 de janeiro para 12 de fevereiro. Porém, por enquanto, não há previsão que seja retomado o desconto de 20%.


A Câmara de Vereadores da Capital criou uma comissão especial para investigar o reajuste desses impostos, que supostamente não passou pela Casa de Leis. Os parlamentares estão em recesso, mas foi solicitada à Mesa Diretora a realização de uma sessão extraordinária, na segunda-feira (12), para discutir o tema.


Perfis dos bairros

As classificações do perfil socioeconômico são nove: baixo inferior, baixo médio, baixo superior, normal inferior, normal médio, normal superior, alto inferior, alto médio e alto superior.


Loteamento Lineau Unique subiu de baixo médio para alto inferior.


No Tiradentes, 16 parcelamentos do bairro saíram da categoria “baixo” e foram para “normal”. Na sequência, o Coronel Antonino registrou salto de 13 loteamentos para “normal”.


Carvalho, Novos Estados e Monte Castelo empataram no terceiro lugar, com 12 mudanças de “baixo” para “normal”. Além disso, vale destacar que as reclassificações no bairro Carvalho são de 100%. Ou seja, todos os parcelamentos ascenderam.


Antes x depois



O Mapa de Calor da Proposta de Reclassificação do PSEI mostra que, apesar dos avanços, a maioria dos parcelamentos está nas categorias mais baixas. As áreas de luxo se concentram próximas à região central do município. Algumas surgiram ao longo do tempo, como o loteamento Beirute Residence Park, que saltou de “baixo inferior” para “alto médio”.



Uma praça no parcelamento Estrela do Sul — que saltou da classificação “baixo médio” para “normal inferior” — mostra mudanças na paisagem, como a construção de uma base da GCM (Guarda Civil Metropolitana) e da instalação de uma academia ao ar livre.


Estrela do Sul



Contudo, algumas regiões subiram de categoria — e, consequentemente, no valor dos impostos — sem ver a chegada do asfalto. Um exemplo é a Rua Acatú, localizada no parcelamento Portobello, no bairro Tiradentes. Imagens do Google Maps e consulta ao Sisgran (Sistema Municipal de Indicadores de Campo Grande) mostram que a via contínua de terra.


O mesmo cenário é encontrado em outras regiões da cidade. O Parque Residencial União II subiu de “baixo médio” para “normal inferior” entre os dois levantamentos. Porém, algumas ruas ainda não contam com asfalto, o primeiro serviço que vem à cabeça quando se pensa em IPTU.



Os dados apontados peloJornal Midiamaxnesta matéria são do relatório que subsidiou o cálculo da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares de Campo Grande para o exercício de 2026.


Mudanças em mais da metade dos bairros

O estudo, publicado pela Prefeitura de Campo Grande em setembro de 2025, analisou 478.769 inscrições imobiliárias por meio de SIG (Sistema de Informação Geográfica). Responsável pelo perfil, a GCar (Gerência de Cartografia da Divisão de Avaliação e Geoprocessamento) também usou dados da concessionária sobre o serviço de coleta de lixo.


Assim, os dados atualizam o cenário anterior, de 2017. A conclusão é de que 61,6% dos parcelamentos de bairros sofreram alterações. A maioria ascendeu na classificação do PSEI. Contudo, outros 16,9% retrocederam.Logo, 38,3% dos parcelamentos de bairros permaneceram na mesma classificação ao longo destes oito anos.


Maiores ascensões

Na Capital, dois bairros registraram as maiores ascensões. Um loteamento do Veraneio e outro do Chácara dos Poderes foram direto de “baixo” para “alto”.


O parcelamento do Beirute Residence Park, no Bairro Veraneio, saltou de “baixo inferior” para “alto médio”. Enquanto o parcelamento do Lieu Unique, no bairro Chácara dos Poderes, saltou de “baixo médio” para “alto inferior”.


Variação

A reclassificação impacta o VUT (Valor Unitário de Taxação) por metro quadrado, usado como base para o cálculo da taxa de lixo. Portanto, foram cerca de 25% de reajustes nos valores unitários, ainda multiplicados de acordo com a metragem do imóvel.


Um imóvel residencial de 44m² em loteamento que saltou de “baixo” para “alto”, no Veraneio, por exemplo, passou de R$ 38,28 no “baixo inferior”, em 2017, para R$ 40,48 no “alto médio”, na cobrança de 2026.

PSEI

TERRITORIAL (2017 → 2025)

RESIDENCIAL (2017 → 2025)

SERVIÇO MISTO (2017 → 2025)

TEMPLOS (2017 → 2025)

OUTROS (2017 → 2025)

BI

0,20 → 0,25 (+25,0%)

0,87 → 0,92 (+5,7%)

1,31 → 1,63 (+24,4%)

0,30 → 0,39 (+30,0%)

1,53 → 1,90 (+24,2%)

BM

0,28 → 0,35 (+25,0%)

1,24 → 1,31 (+5,6%)

1,88 → 2,34 (+24,5%)

0,43 → 0,55 (+27,9%)

2,18 → 2,71 (+24,3%)

BS

0,37 → 0,46 (+24,3%)

1,41 → 1,33 (-5,7%)

2,13 → 2,65 (+24,4%)

0,51 → 0,63 (+23,5%)

2,56 → 3,18 (+24,2%)

NI

0,53 → 0,66 (+24,5%)

1,80 → 1,37 (-23,9%)

2,72 → 3,38 (+24,3%)

0,62 → 0,77 (+24,2%)

3,11 → 3,87 (+24,4%)

NM

0,62 → 0,77 (+24,2%)

2,49 → 3,10 (+24,5%)

3,77 → 4,69 (+24,4%)

0,83 → 1,03 (+24,1%)

4,16 → 5,17 (+24,3%)

NS

0,73 → 0,91 (+24,7%)

3,42 → 4,25 (+24,3%)

4,73 → 5,88 (+24,3%)

1,07 → 1,34 (+25,2%)

5,38 → 6,69 (+24,3%)

AI

0,86 → 1,07 (+24,4%)

4,46 → 5,54 (+24,2%)

6,20 → 7,71 (+24,4%)

1,41 → 1,75 (+24,1%)

7,06 → 8,78 (+24,4%)

AM

0,95 → 1,18 (+24,2%)

4,76 → 5,92 (+24,4%)

7,14 → 8,88 (+24,4%)

1,66 → 2,06 (+24,1%)

8,30 → 10,32 (+24,3%)

AS

1,05 → 1,31 (+24,8%)

5,24 → 6,51 (+24,2%)

7,85 → 9,76 (+24,3%)

1,82 → 2,27 (+24,7%)

9,13 → 11,35 (+24,3%)

(Fonte: Lei Complementar nº 308 DE 28/11/2017 e Decreto nº 16402 DE 29/09/2025)


Fonte: Midiamax

Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html