Campanha presidencial: Lula aposta em educação e escala 6x1, enquanto Flávio Bolsonaro foca em segurança e inflação na estreia no rádio
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Com tempos de 5 minutos e 31 segundos e 4 minutos e 20 segundos, respectivamente, os candidatos iniciaram neste sábado (29) os programas no horário eleitoral gratuito, marcados por propostas distintas e trocas de acusações.
A corrida pela Presidência da República ganhou um novo capítulo neste sábado (29) com a estreia dos programas eleitorais de rádio e televisão. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL) aproveitaram o primeiro dia de exibição para delinear estratégias bem diferentes na disputa pelo voto dos eleitores, alternando a apresentação de propostas com duras críticas aos oponentes.
Educação e jornada de trabalho no centro da campanha de Lula
Com o maior tempo de exposição no horário gratuito — 5 minutos e 31 segundos diários —, a coligação de Lula (formada por PSB, PDT, Federação Brasil da Esperança e Federação PSOL/Rede) centrou sua primeira inserção em conquistas sociais e pautas de apelo popular.
Na primeira parte do programa, o atual presidente destacou investimentos em institutos federais, universidades e a expansão do programa Pé-de-Meia voltado para o ensino médio. Outro destaque da propaganda foi a defesa do fim da jornada de trabalho na escala 6×1, apresentada como uma iniciativa do governo atual.
Com o slogan "Brasil pronto para mais" embalado por ritmo sertanejo, o programa também buscou resgatar o discurso voltado à proteção de populações vulneráveis. Em contrapartida, a campanha petista utilizou parte de seu tempo para atacar o principal adversário, reproduzindo áudios de Flávio Bolsonaro associados a pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro e relembrando investigações passadas, como o caso das rachadinhas.
Segurança pública e aproximação com o eleitorado feminino na mira de Flávio Bolsonaro
Do outro lado, o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, dispõe de 4 minutos e 20 segundos de tempo diário na propaganda eleitoral. Em sua estreia, o foco estratégico recaiu sobre a segurança pública, o controle da inflação e o endividamento das famílias, abordados nessa ordem.
Buscando ampliar sua base de apoio, a campanha do liberal investiu em uma estratégia para se aproximar do eleitorado feminino, destacando a atuação conjunta de Flávio com Michelle Bolsonaro em vídeos recentes, após o atrito público ocorrido em junho. O candidato também procurou humanizar sua imagem ao introduzir relatos sobre sua família, esposa e filhas, mantendo a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro presente, mas sem centralizar os holofotes nele.
Entre as propostas apresentadas, Flávio destacou a escolha do médico Claudio Lottenberg para assumir o Ministério da Saúde em um eventual governo. No campo das críticas ao atual governo, o PL evitou menções diretas a investigações envolvendo o filho mais velho de Lula, preferindo concentrar as críticas nos gargalos da segurança pública e na alta dos preços dos alimentos, sintetizadas pelo lema de que o governo atual "mostra cenas bonitas", enquanto a oposição "mostra o Brasil real".
Panorama do horário eleitoral
A propaganda eleitoral gratuita do primeiro turno seguirá em exibição até o dia 1° de outubro, ocupando dois blocos diários de 25 minutos nas emissoras de rádio e televisão às terças, quintas e sábados.
Além de Lula e Flávio Bolsonaro, apenas outros dois nomes conseguiram tempo de exibição na grade por atenderem às cláusulas de desempenho eleitoral: a campanha de Ronaldo Caiado (PSD), que conta com 2 minutos e 2 segundos, e o Avante, do candidato Augusto Cury, com 35 segundos de programa. Os demais postulantes não atingiram os requisitos mínimos de representatividade na Câmara dos Deputados para ter acesso ao tempo gratuito.








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