Brasil e EUA retomam conversas comerciais após ligação entre Lula e Trump
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O governo brasileiro deve reiniciar na próxima semana as tratativas econômicas com os Estados Unidos. A decisão ocorre após o contato realizado pelo representante comercial americano, Jamieson Greer, na sequência de uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder norte-americano, Donald Trump.
A data exata do encontro, que reunirá representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério das Relações Exteriores com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), ainda será definida pelas equipes de ambos os países.
Diálogo diplomático e atritos tarifários
A retomada das negociações busca abrir um novo canal de entendimento para amenizar as divergências geradas pelas recentes tarifas impostas pelos Estados Unidos a mercadorias do Brasil.
Durante o telefonema, que durou mais de uma hora e ocorreu em tom cordial, o presidente brasileiro classificou como infundadas as justificativas norte-americanas para a taxação, que envolvem temas como:
Políticas de desmatamento e acordos comerciais preferenciais
Proteção à propriedade intelectual e combate à corrupção
Questões relativas ao Pix, ao etanol e a importações ligadas a trabalho forçado
Lula defendeu que as tarifas prejudicam a economia dos dois países e enfatizou a diplomacia como ferramenta essencial para preservar os laços bilaterais. Por sua vez, Donald Trump concordou com a necessidade de manter vínculos comerciais sólidos e orientou suas equipes a retomarem os contatos.
Cooperação em segurança e cenários globais
Além da pauta econômica, a conversa abordou estratégias conjuntas de combate ao crime organizado. O governo brasileiro apresentou iniciativas voltadas à asfixia financeira de estruturas criminosas — que resultaram na apreensão de cerca de R$ 17 bilhões — e destacou ferramentas como a Lei Antifacção e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia. Trump sinalizou interesse em ampliar a parceria nessa área e designará autoridades de alto escalão para acompanhar o tema.
No âmbito internacional, os dois líderes discutiram os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, reforçando a importância de soluções negociadas por vias diplomáticas para pacificar as regiões.








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