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Banco Central e TCU decidiram pela inspeção no caso Master, diz Vital do Rêgo

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • 12 de jan.
  • 2 min de leitura
"O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU", disse Vital - Divulgação / TCU
"O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU", disse Vital - Divulgação / TCU

Ainda segundo o presidente do tribunal, o encontro com Galípolo teve como objetivo dizimar dúvidas sobre a competência para atuar no caso Master


O presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, afirmou nesta segunda-feira (12), que o Banco Central concordou com a realização da inspeção no caso Master. Segundo Vital do Rêgo, essa foi a conclusão da reunião realizada mais cedo na sede da autoridade monetária entre Vital do Rêgo, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e o relator do processo que investiga a liquidação do Banco Master pela autoridade monetária, ministro Jhonatan de Jesus.


“O Banco Central quer o selo de qualidade do TCU. O Banco Central quer a segurança jurídica que o TCU pode dar, porque esse processo não é um processo meramente administrativo. É um processo administrativo e criminal”, disse Vital do Rêgo, em entrevista coletiva à imprensa. O presidente do TCU afirmou que saiu profundamente feliz com o resultado da reunião, e disse que os diretores do BC afirmaram, com unanimidade, valorizar o trabalho do Tribunal.


Ainda segundo Vital do Rêgo, o encontro teve como objetivo dizimar dúvidas sobre a competência do TCU para atuar no caso Master.


Reunião foi realizada após desgaste entre BC e TCU

O encontro estava marcado na agenda oficial. A reunião foi marcada na semana passada, em meio ao desgaste entre BC e TCU por causa da investigação. Jesus autorizou em dezembro o início da apuração, com o objetivo de apurar se houve “precipitação” da autoridade monetária ao decretar a liquidação, no dia 18 de novembro.


O relator chegou a pedir explicações do BC. Com base na resposta, auditores do TCU concluíram, preliminarmente, que a autarquia agiu corretamente no processo que levou à liquidação. No sábado, por meio de nota, Jesus afirmou que o posicionamento dos técnicos não se confundia com uma decisão da corte de contas. Segundo o ministro, foram os próprios auditores do TCU que requisitaram a realização de uma inspeção in loco no BC para ter acesso a documentos sigilosos do caso.


Jesus chegou a autorizar a inspeção na última segunda-feira, 5, mas voltou atrás na quinta-feira, 8. Ele acolheu um recurso do BC e deve submeter a realização da inspeção ao plenário da corte. Além de Galípolo, também participaram da reunião, pelo BC, os diretores de Fiscalização, Ailton Aquino – que recomendou a liquidação do Master -; de Regulação e Organização do Sistema Financeiro e Resolução, Gilneu Vivan; e de Cidadania e Supervisão de Conduta, Izabela Correa.


*Com informações do Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan

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