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Apesar de tarifaço, exportações do Brasil batem recorde histórico e somam US$ 349 bi em 2025

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura
Apesar de tarifaço, exportações do Brasil batem recorde histórico e somam US$ 349 bilhões em 2025 - Diego Baravelli/Ministério da Infraestrutura
Apesar de tarifaço, exportações do Brasil batem recorde histórico e somam US$ 349 bilhões em 2025 - Diego Baravelli/Ministério da Infraestrutura

Dados do MDIC apontam crescimento de 5,7% no volume exportado, superando projeções globais, com a balança comercial somando US$ 629 bilhões na corrente de comércio


As exportações brasileiras alcançaram um marco inédito em 2025, totalizando US$ 348,7 bilhões, o maior valor já registrado na história. Os números, divulgados nesta terça-feira (06) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), confirmam que o país superou em US$ 9 bilhões o antigo recorde de 2023, consolidando os últimos três anos como os melhores da série histórica para o comércio exterior nacional.


Mesmo diante de um cenário internacional desafiador, o Brasil registrou um aumento de 3,5% em valor e expressivos 5,7% em volume nas vendas externas em comparação a 2024. O desempenho em volume chama a atenção por ser mais que o dobro da previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento global, que era de apenas 2,4%.


O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, celebrou o resultado, atribuindo o sucesso à resiliência do setor produtivo e às políticas governamentais. “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, afirmou Alckmin. Ele destacou programas como a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano Brasil Soberano como vetores de aumento da produtividade e competitividade das empresas nacionais.


Recordes generalizados e abertura de mercados

O dinamismo do comércio exterior não se restringiu apenas às vendas. As importações também bateram recorde, somando US$ 280,4 bilhões (alta de 6,7%), o que impulsionou a corrente de comércio (soma de exportações e importações) para o patamar inédito de US$ 629,1 bilhões. O superávit comercial encerrou o ano em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da história.


Mais de 40 países registraram compras recordes de produtos brasileiros, incluindo mercados exigentes como Canadá, Suíça e Noruega, além de parceiros estratégicos como Índia, Turquia e vizinhos do Mercosul (Paraguai e Uruguai).


Desempenho setorial e parceiros comerciais

A pauta exportadora mostrou vigor em diversos frentes:

  • Indústria de transformação: Atingiu o recorde de US$ 189 bilhões, com destaque para veículos, carnes (bovina e suína), café torrado e máquinas;

  • Agropecuária: O café verde bateu recorde de valor (US$ 14,9 bi), enquanto a soja e o algodão atingiram volumes históricos de embarque;

  • Indústria extrativa: Registrou recordes no embarque de minério de ferro e petróleo;


Entre os principais destinos, a China manteve a liderança, comprando US$ 100 bilhões (+6%), impulsionada por soja, carne e açúcar. As vendas para a Argentina dispararam 31,4%, puxadas pelo setor automotivo. Em contrapartida, as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6% no acumulado do ano, reflexo de tarifas impostas, embora tenham mostrado recuperação em dezembro.


O mês de dezembro de 2025, isoladamente, também foi histórico, registrando exportações de US$ 31 bilhões e um superávit recorde para o mês de US$ 9,6 bilhões.



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