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Alerta de Emergência no Peru: Fenômeno El Niño Ameaça Mais de 1 Milhão de Pessoas

  • há 16 horas
  • 2 min de leitura
Imagem: sítio arqueológico de Machu Picchu, a famosa cidade inca localizada no Peru - Wix
Imagem: sítio arqueológico de Machu Picchu, a famosa cidade inca localizada no Peru - Wix

Autoridades peruanas identificam centenas de áreas de alto risco e declaram estado de emergência para conter impactos na economia, agricultura e infraestrutura.


O avanço do fenômeno climático El Niño acendeu o sinal de alerta máximo no Peru. Com o aumento atípico das temperaturas do oceano e o aumento das chuvas, estimativas governamentais indicam que aproximadamente 1,2 milhão de pessoas estão sob risco direto em áreas vulneráveis a eventos extremos por todo o país.


De acordo com declarações do chefe do Instituto de Defesa Civil (Indeci), Luis Vázquez, a expectativa das equipes de monitoramento é de que o El Niño ganhe força a partir do mês de novembro. Essa intensificação deve provocar temporais severos, inundações e deslizamentos de terra, atingindo pelo menos dez regiões do país.


Para antecipar o impacto da crise, o governo peruano mapeou 536 "pontos críticos" prioritários para ações imediatas de contenção e mitigação de danos. Além disso, o estado de emergência foi oficializado em 796 distritos devido à ameaça de tempestades e enchentes, enquanto outros 607 distritos entraram em regime de exceção pelo risco oposto: a escassez de água severa nas áreas mais altas.


Impactos econômicos e transtornos pelo país

A instabilidade do clima já se reflete na economia local, afetando diretamente a produtividade da pesca e da agricultura — com destaque para as províncias agrícolas do norte, que enfrentam ameaça direta de perdas na safra. No sul andino, a principal preocupação das autoridades volta-se para a probabilidade de secas prolongadas.


Os transtornos causados pelo clima já começaram a ser sentidos na prática. Recentes temporais associados ao fenômeno provocaram o alagamento de residências na capital, Lima, e o bloqueio de vias expressas no sul do país. A interrupção do tráfego rodoviário paralisou comboios de caminhões de carga e ônibus de passageiros, além de ter suspenso temporariamente o fluxo de visitantes em direção ao complexo arqueológico de Machu Picchu.


Diante do cenário crítico, os órgãos de Defesa Civil do Peru trabalham contra o tempo para reforçar infraestruturas de drenagem e garantir suporte preventivo às populações de maior risco antes do pico de intensidade do fenômeno no final do ano.

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