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175 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Polícia Federal incinera 4 toneladas de drogas em Mato Grosso do Sul

    As drogas incineradas foram apreendidas em Três Lagoas e região nos últimos meses. A Polícia Federal incinerou, nesta sexta-feira (05/12) e sábado (06/12), em Três Lagoas/MS, aproximadamente 4 toneladas de drogas, entre maconha e cocaína. A carga destruída, compreendendo cerca de 1,33 toneladas de maconha e 2,5 toneladas de cocaína, foi transportada e escoltada por Policiais Federais até um forno industrial da cidade. As ações foram autorizadas pela Justiça e acompanhadas por representantes da Vigilância Sanitária. Comunicação Social da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul  Fonte: Polícia Federal

  • Governo de MS investe mais de R$ 123 milhões em obras que beneficiam a população nas Moreninhas

    Com anúncio de obras, entrega de títulos de regularização e plantio de árvores, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul participou das festividades dos 44 anos das Moreninhas, um dos bairros mais antigos e populosos de Campo Grande. Atualmente o bairro tem investimentos que somam R$ 123 milhões (em obras concluídas, em execução e em andamento). O governador Eduardo Riedel participou do evento na noite deste domingo (7), quando assinou a ordem serviço para início de obras que vão melhorar a vida da população – levando esporte e cultura para o bairro –, entre elas a construção da pista de skate e vestiário das Moreninhas, com investimento de R$ 1,4 milhões. “É uma alegria comemorar os 44 anos das Moreninhas. A gente trabalha junto com 79 prefeituras do Estado, e queremos ver os municípios se desenvolverem, crescerem, melhorarem a qualidade de vida para a sua gente. Em parceria com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, nós vamos continuar fazendo as coisas acontecerem para a população”, afirmou Riedel. A região tem execução de obras como implantação, drenagem e restauração asfáltica na Avenida Alto da Serra e do Bairro Moreninha IV. Também estão em andamento outras frentes de trabalho com investimentos de R$ 58,4 milhões, incluindo asfalto, drenagem e resturação de pavimento na Moreninha II e IV, e ainda o acesso ao bairro. Além da entrega de títulos de regularização fundiária realizada pela Agehab (Agência de Habitação Popular do Estado de Mato Grosso do Sul) – para moradores da Moreninha I, II e III –, houve a emissão de RG pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e a formação de lideranças comunitárias pela SEC (Secretaria de Estado da Cidadania). Desde 2023 até agora, 855 famílias foram contempladas com os títulos de propriedade, 252 em 2025 – 100 delas como parte das comemorações do aniversário do bairro. “A Moreninha vai ter definitivamente a saída do Itamaracá, porque nós vamos começar no início do ano essa obra. Além disso, já está licitado para a Moreninha III e IV a total pavimentação dos dois bairros. E até o meio do ano vocês vão poder andar na nova pista de skate. Além disso, a UEMS funciona na Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, e vai continuar. Mas o ano que vem nós vamos começar a pensar num projeto para construir a unidade da UEMS aqui na Moreninha para que os moradores possam ter essa referência do ensino universitário. E dessa maneira a gente vai chegar aos 45 anos da Moreninha, no ano que vem com muitas melhorias para a Moreninha 1, 2, 3 e 4 e os diversos bairros adjacentes, inclusive a Nova Jerusalém”, disse Riedel. O eventou contou com a participação dos secretários Rodrigo Perez (Segov), Jaime Verruck (Semadesc) e Marcelo Miranda (Setesc), além de outras lideranças municipais e estaduais.   Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS Fotos: Saul Schramm / Secom Fonte: Agência de Notícias de Mato Grosso do Sul

  • Boom industrial impulsiona capacitação e coloca Mato Grosso do Sul entre os líderes em emprego

    Estamos vivendo pleno emprego e preparando nossa população para assumir os postos das indústrias que chegam, afirma Walter Carneiro Júnior Mato Grosso do Sul alcançou um dos melhores cenários de emprego do Brasil, liderando a menor taxa de desocupação entre os estados e consolidando um ambiente de negócios cada vez mais competitivo. O resultado é fruto da política de diversificação econômica adotada pelo Governo do Estado, que ampliou setores produtivos, atraiu indústrias e desencadeou uma transformação no mercado de trabalho sul-mato-grossense. O ritmo acelerado do desenvolvimento trouxe benefícios diretos à população, mas também gerou um novo desafio: aumentar a oferta de mão de obra qualificada para suprir as demandas de empresas que chegam ao Estado. Segundo o secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, o Governo tem atuado de forma estratégica para garantir que a população local ocupe as vagas criadas pelo avanço industrial. “Vivemos um momento histórico. Mato Grosso do Sul está entregando pleno emprego e, ao mesmo tempo, construindo caminhos para que o trabalhador sul-mato-grossense esteja preparado para assumir posições estratégicas nas indústrias que estão se instalando aqui. A qualificação virou prioridade absoluta do Governo Eduardo Riedel”, afirmou. Nos últimos dois anos, mais de 450 mil trabalhadores foram capacitados por meio de ações próprias ou em parceria com Sebrae, Famasul, instituições de ensino e o setor produtivo. Esse esforço sustentou conquistas importantes: o Estado é 1º lugar em taxa de desocupação e 2º no ranking de competitividade do trabalho no país. O secretário destaca que a expansão industrial exige novas respostas do poder público. “O Estado está crescendo rápido, e isso traz as dores naturais do desenvolvimento. Algumas regiões já enfrentam dificuldade para suprir vagas técnicas. Por isso, estamos ampliando cursos, fortalecendo o ensino integral e direcionando formações específicas conforme a vocação de cada região”, explicou Walter Carneiro Júnior. Com mais de R$ 80 bilhões em investimentos privados confirmados apenas em 2025, incluindo as duas maiores plantas industriais atualmente em implantação no país, Mato Grosso do Sul vive um ciclo de oportunidades. A estratégia de agregar valor às cadeias produtivas — especialmente proteína animal, florestas plantadas, energia limpa e processos agroindustriais — está elevando a remuneração média e diversificando a economia. “Estamos deixando de ser apenas um grande produtor para nos tornar um grande transformador. Isso melhora o salário, melhora a qualidade dos empregos e melhora a vida das famílias. Esse é o nosso foco: desenvolvimento econômico com desenvolvimento humano”, reforçou o secretário. O Governo segue expandindo cursos técnicos, qualificações rápidas, formações específicas em tecnologia embarcada para máquinas agrícolas, automação florestal, pesquisa e plantio de precisão — sempre alinhados às demandas regionais do setor produtivo. O resultado é um Estado que cresce de forma acelerada, sustentável e com geração de oportunidades reais para sua população. Menor taxa de desocupação Mato Grosso do Sul encerrou 2024 com a menor taxa de desocupação dos últimos 12 anos. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais 2025, divulgada nesta quarta-feira (3) pelo IBGE, a taxa caiu de 4,7% para 3,9% entre 2023 e 2024, alcançando o menor nível da série histórica. No mesmo período, o número de pessoas desocupadas passou de 70 mil para 58 mil, mesmo com uma leve redução na força de trabalho. Educação Na Educação, os avanços reforçam o impacto das políticas públicas. Houve crescimento nos índices de proficiência em Língua Portuguesa e Matemática, elevação das notas no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), além de um amplo processo de modernização da rede estadual — mais de 80% das escolas foram reformadas, e quase 70% já funcionam em tempo integral. Programas como MS Alfabetiza e MS Matemática vêm refletindo diretamente no desempenho escolar e na preparação da futura força de trabalho. Beatricce Bruno, Comunicação Casa Civil Foto de capa: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo Interna: Afrânio Pissini/Casa Civil Fonte: Agência de Notícias de Mato Grosso do Sul

  • Junta Comercial ultrapassa 12 mil registros de novas empresas no Estado em novembro

    A Junta Comercial de Mato Grosso do Sul registrou 917 novas empresas em novembro, totalizando 12.296 cadastros durante o ano. O número já é maior que o total apurado durante os 12 meses do ano passado: 11.164. O setor de Serviços novamente acumula a maior quantidade de registros (691) no mês de novembro, seguido do Comércio (193) e da Indústria (33). No ano, Serviços também lideram o ranking de novas empresas com 9.242, Comércio vem em segundo com 2.611 e Indústria, 443. Na distribuição regional, Campo Grande, a capital do Estado, concentra o maior número de novos registros com 442, seguido de Dourados (102), Três Lagoas (38), Ponta Porã (33), Maracaju (25), Nova Andradina (18), Chapadão do Sul e Naviraí (17), Corumbá (14), Sidrolândia (13), Ribas do Rio Pardo (11), Inocência (10), Aparecida do Taboado (9), Paranaíba e Ivinhema (8). João Prestes, Comunicação Semadesc Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo Fonte: Agência de Notícias de Mato Grosso do Sul

  • Vereadores votam projetos para autorizar R$ 156 milhões em operações de crédito para obras de asfalto

    Vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande votam duas propostas para autorizar o Executivo a contratar operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal no valor de R$ 156 milhões, destinados a investimentos em infraestrutura de obras e serviços públicos. No total, são quatro propostas pautadas para discussão e votação na sessão ordinária desta terça-feira, dia 9. O Projeto de Lei 12.185/25, do Executivo, prevê R$ 136 milhões destinados a investimentos em infraestrutura de qualificação de vias enquadradas no Programa Avançar Cidades – Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades. Os recursos serão destinados ao financiamento de qualificação de vias envolvendo obras de pavimentação asfáltica, de drenagem de águas pluviais, de obras e serviços complementares visando implantação de calçadas com acessibilidade universal, sinalização viária e moderação do tráfego, incluindo corredores de ônibus. Já o Projeto de Lei 12.184/25, do Executivo, prevê R$ 20 milhões destinados a investimentos em infraestrutura de obras e serviços públicos, voltados ao financiamento de obras de pavimentação, de drenagem e de requalificação de vias, de obras e serviços públicos da educação, saúde, cultura, esporte e lazer, assistência social e para atender programas finalísticos da administração pública. A autorização para liberação dos recursos está prevista no âmbito do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal. Consta nos projetos que “o Município de Campo Grande vem buscando implantar medidas de ajuste e de qualificação da gestão fiscal, de modernização administrativa e fortalecimento das receitas, ações que visam assegurar a manutenção de indicadores positivos relativos à Capacidade de Pagamento (CAPAG) e o cumprimento das metas da Lei de Responsabilidade Fiscal”. A prefeitura esclarece que o Município está plenamente habilitado para demandar as operações de crédito pretendidas. Ainda segundo os projetos, “a autorização legislativa almejada se trata de etapa obrigatória para formalização da operação junto à Caixa Econômica Federal e à Secretaria do Tesouro Nacional”. Também será votado, em única discussão, o Projeto de Lei 12.126/25, do Executivo, que dispõe sobre a aplicação da Outorga Onerosa de Alteração do Uso do Solo (Ooaus). A proposta atende a um processo administrativo visando alteração de perímetro de rural para urbano, no local onde ocorrerá a implantação de loteamento na região norte da cidade. A previsão é de 1,7 mil novos moradores na região. No projeto constam todos os trâmites realizados, incluindo discussão com a sociedade civil organizada durante sessão do Conselho Municipal da Cidade e audiência pública na Planurb, discutindo o Estudo de Impacto de Vizinhança. O empreendimento dará contrapartidas. Já em segunda discussão, será votado o Projeto de Lei N. 11.829/25, de autoria do vereador Maicon Nogueira, que institui o Dia Municipal da Conscientização sobre a Insuficiência Istmo-cervical, a ser celebrado anualmente no dia 15 de junho. Trata-se de uma doença que pode gerar abortos tardios e partos prematuros, em decorrência de uma fragilidade do colo uterino, que impede a sustentação do peso do feto. Palavra Livre – Na Tribuna, durante a sessão, segurança contra incêndios e outras emergências será o tema abordado por Ricardo Bittencourt, formado em Administração de Empresas e Arquitetura e urbanismo. Ele é sargento da reserva do Corpo de Bombeiros Militar, onde atuou por mais de 20 anos em combate a incêndios, resgate em altura e mergulho. O convite para falar do tema foi feito pelo vereador Dr. Lívio. Acompanhe – A sessão ordinária inicia às 9 horas e pode ser acompanhada presencialmente ou nas transmissões ao vivo pela TV Câmara, no canal 7.3, e no Youtube da Casa de Leis. Milena Crestani Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande

  • Programa AmpliAR: aeroportos regionais da Bahia terão investimentos de R$ 186,4 milhões

    Foto: Divulgação/Secretaria de Turismo de Lençóis Paulo Afonso e Lençóis receberão obras de ampliação e melhorias de segurança para impulsionar a economia local. A concessão foi arrematada pela GRU Airport Dois aeroportos regionais da Bahia ( BA ) receberão R$186,4 milhões em investimentos para obras de modernização . O aporte foi garantido pelo Programa AmpliAR , iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos ( MPor ), em leilão  realizado na B3  no dia 27 de novembro. Os terminais de Paulo Afonso  e Lençóis  foram arrematados pela concessionária GRU Airport , responsável pela administração do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior do país. De acordo com a Pasta, as melhorias previstas devem elevar o padrão de atendimento ao passageiro, ampliar a segurança das operações e fortalecer a conexão de regiões com grande vocação turística e econômica. O ministro Silvio Costa Filho ressaltou que o fortalecimento dos aeroportos regionais é prioridade para o Governo Federal: “o AmpliAr impulsiona as economias locais, gera emprego, movimenta o turismo e prepara o Brasil para um ciclo mais moderno e acessível de transporte aéreo”. Paulo Afonso Entre os 13 aeródromos licitados pelo programa, o Aeroporto de Paulo Afonso será contemplado com o maior volume de investimentos da concessão: R$106,2 milhões . As intervenções permitirão ampliar a capacidade para receber aeronaves de maior porte, aumentar a oferta de voos e garantir operações mais seguras e eficientes. O projeto prevê: modernização completa do terminal de passageiros, com ampliação das áreas de embarque e desembarque; readequação das pistas e pátios; nova sinalização; melhorias no balizamento noturno. atualização dos sistemas de segurança operacional; e  renovação da infraestrutura tecnológica.  Localizada na divisa entre Bahia, Sergipe, Alagoas e Pernambuco, a região de Paulo Afonso reúne atrativos turísticos como os Canyons do São Francisco e se destaca também pelas atividades econômicas ligadas ao setor energético, ao comércio regional e aos serviços.  Para o prefeito Mário Galinho, “Paulo Afonso tem um potencial gigantesco, e com o AmpliAR esse desenvolvimento finalmente ganha condições reais para avançar.” Lençóis  O Aeroporto de Lençóis , porta de entrada da Chapada Diamantina, contará com R$ 80,2 milhões para ampliar a capacidade e atrair novas rotas . A concessionária modernizará o terminal, a pista e os sistemas operacionais para garantir mais segurança e eficiência.  Com a modernização, o município poderá receber mais visitantes, estimular novos investimentos e fortalecer a posição entre os principais destinos turísticos do país. Segundo a prefeita Vanessa Senna, “a modernização do aeroporto é um avanço fundamental para o desenvolvimento de Lençóis e consolida a Chapada da Diamantina como destino estratégico para o país.” Programa AmpliAR O Programa AmpliAR , idealizado pelo MPor, possibilita que concessionárias privadas assumam a gestão de aeroportos regionais deficitários mediante ajustes contratuais , como redução de outorgas ou extensão dos prazos de concessão. A iniciativa tem como objetivo modernizar a infraestrutura aeroportuária, assegurar a estabilidade das operações e viabilizar novas rotas regionais. Fonte: Brasil 61

  • Violência e censura afetam nove em cada dez professores brasileiros

    © Arquivo Agência Brasil Constata pesquisa do ONVE da Universidade Federal Fluminense Nove em cada dez professores e professoras da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país já foram perseguidos diretamente ou presenciaram perseguições e censura contra profissionais da educação. O dado consta da pesquisa inédita A violência contra educadoras/es como ameaça à educação democrática, realizada pelo Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es (ONVE), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o Ministério da Educação (MEC). Participaram do levantamento 3.012 profissionais da educação básica e superior do ensino público e privado de todo o país. O coordenador da pesquisa, professor Fernando Penna, da UFF, explicou à Agência Brasil que o trabalho teve como foco principal violências ligadas à limitação da liberdade de ensinar, tentativa de censura, perseguição política, embora tenha envolvido também a possibilidade de o professor registrar caso de violência física, embora esse não fosse o foco do relatório. De acordo com Penna, o objetivo do trabalho foi identificar violências no sentido de impedir o educador de ensinar uma temática, de usar um material, ou seja, perseguição política. “É mais uma censura de instituições em relação aos professores. E não são só instituições. Entre os agentes da censura, estão tanto pessoas dentro da escola, quanto de fora, figuras públicas”, informou. Censura Segundo o professor, um primeiro “dado preocupante” constatou que a censura se tornou um fenômeno disseminado por todo o território brasileiro e em todos os níveis e etapas da educação, englobando não só o professor, em sala de aula, mas todos que trabalham com educação. A pesquisa mostrou um percentual alto de professores vítimas diretas da violência. Na educação básica, o índice registrou 61%, e 55% na superior. “Na educação superior, foi 55%, um pouquinho menor, mas, ainda assim, está acima de 50%”, destacou Penna. Entre os educadores diretamente censurados, o levantamento constatou que 58% relataram ter sofrido tentativas de intimidação; 41% questionamentos agressivos sobre seus métodos de trabalho; e 35% enfrentaram proibições explícitas de conteúdo. Os educadores também relataram casos de demissões (6%), suspensões (2%), mudança forçada do local de trabalho (12%), remoção do cargo ou função (11%), agressões verbais e xingamentos (25%), e agressões físicas (10%). Temáticas Fernando Penna analisou que os dados mostraram ainda que a violência e a censura já estão enraizadas no Brasil, nas instituições de educação básica e superior. “Isso é preocupante porque a gente está falando aqui de temáticas obrigatórias”. Coordenador da pesquisa, professor Fernando Penna, da UFF, explicou à Agência Brasil que o trabalho teve como foco principal violências ligadas à limitação da liberdade de ensinar, tentativa de censura, perseguição política Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado - Edilson Rodrigues/Agência Senado Ele citou, como exemplo, o caso de uma professora do interior do estado do Rio de Janeiro, cujo um colega, durante a pandemia da Covid 19, pegou um material do Ministério da Saúde, com orientações sobre medidas sanitárias e a importância da vacinação, mas foi impedido sob argumento de “doutrinação”. “E quando ele foi entregar isso à diretora da escola, ela disse para ele que na escola não ia ter doutrinação de vacina”. A pesquisa identificou ainda professores proibidos de tratar, na sala de aula, temas como o da violência sexual, em que alerta o aluno sobre o fato desse tipo de violência ocorrer dentro de casa. “E é depois de algumas aulas na escola sobre orientação sexual, gênero, sexualidade, que esse jovem que tem uma violência naturalizada acontecendo no espaço privado denuncia o autor disso”, explicou Pena, ao ressaltar a importância de o tema ser tratado no ambiente escolar. “Mas essa temática, que é a discussão dos temas envolvendo gênero e sexualidade, é que os professores mais indicaram como sendo o motivo da violência que eles sofreram”. O professor disse ainda que o estudo deixa claro que essa violência não impacta só os educadores, mas a liberdade de ensinar e a liberdade de aprender. “Estudantes estão deixando de discutir temáticas vitais para a sua formação”, acrescentou. Outro exemplo de tema óbvio, que é motivo de questionamentos de pais contra professores de ciência, é o da teoria da evolução. Alguns preferem que se discuta dentro da escola o criacionismo e não a teoria da evolução. “Então, professores que tentam fazer o trabalho de levar o conhecimento às crianças e adolescentes acabam sendo demitidos, transferidos”. A proporção de professores que passaram diretamente por esse tipo de violência ficou em torno de 49% a 36%. A maior parte dos educadores disse que o episódio ocorreu quatro vezes ou mais. Segundo o levantamento, os temas que motivaram o questionamento à prática do educador foram liderados por questões políticas (73%), seguidos por questões de gênero e sexualidade (53%), questões de religião (48%) e negacionismo científico (41%). Polarização A pesquisa pediu também que os educadores respondessem os anos que essa violência ocorreu, “porque uma das nossas hipóteses é que essa violência tem relação com a polarização política que nós vivemos. E quando eu falo polarização, eu estou dizendo extrema direita, extrema esquerda. É uma polarização assimétrica entre uma extrema direita e uma centro-esquerda, no máximo”. “Os dados configuraram um gráfico que revela que a violência contra educadores sobe a partir de 2010 e tem um pico em 2016, em 2018 e em 2022, que são os anos do ‘impeachment’ e de duas eleições presidenciais”, destacou Penna, frisando que essa “tensão política que o país vive está, infelizmente, entrando nas escolas”. Agentes da violência Quando perguntados sobre quem foram os agentes da violência, os educadores citaram os próprios membros da comunidade interna da escola ou da universidade. Ou seja, a própria direção, coordenação, membros da família, estudantes. “Isso é muito grave porque traz um dado de pesquisa que mostra que essa violência pode ter partido de figuras públicas, de uma atenção política mais ampla, mas, infelizmente, ela já está dentro das comunidades educativas”. A pesquisa identificou que são os próprios membros da comunidade educativa interna que estão levando essa violência para dentro da escola, liderados pelos profissionais da área pedagógica (57%), familiares dos estudantes (44%), estudantes (34%), os próprios professores (27%), profissional da administração da instituição (26%), funcionário da instituição (24%) ou da secretaria de educação (municipal ou esta- dual) ou reitoria, no caso das universidades (21%). Perseguição De acordo com o coordenador do estudo, esse quadro de perseguição e violência envolve tanto a política institucional, quanto a política partidária, mas também abre espaço para se pensar em dimensões políticas da vida comum. Então não é surpresa que o crescimento da violência que foi observado esteja mais vinculado ao dado político do momento. “Ele é um tema que realmente tenciona muito”. A perseguição a educadores foi relatada como extremamente impactante para 33% dos educadores tanto na vida profissional como pessoal, e bastante impactante para 39% na profissão e também no lado pessoal. A consequência em muitos casos foi que grande parte dos professores que vivenciaram esses casos de violência acabaram deixando de ser educadores, o chamado apagão dos professores, confirmou Penna. “Foi uma das ferramentas de manipulação política desse pânico moral usado pela extrema direita nos anos recentes”, afirmou. Impacto Fernando Penna salientou que os educadores nem precisam ter sido vítimas diretas da violência porque, quando ela acontece em uma escola ou universidade, “ela degrada o clima escolar”. Quando perguntados sobre mudanças que esses eventos trouxeram para o seu cotidiano de trabalho, a maioria dos educadores afetados citou insegurança e desconforto. “O desconforto com o espaço de trabalho foi o terceiro maior impacto da censura citado pelos respondentes (53%). Isso levou 20% dos participantes a mudarem de local de trabalho por iniciativa própria. “As pessoas estão com medo de discutir temas. Estão com medo de fazer o seu trabalho como elas foram formadas para fazer e de acordo com seus saberes da experiência. Aí você está falando que o dano para a sociedade é gigantesco. Porque, os professores estão com medo de discutir temas, alguns estão sendo prejudicados e não podem discutir temas, por exemplo, no caso do gênero”, afirmou Penna. Vigiados A pesquisa constatou que em torno de 45% dos professores entrevistados disseram se sentir constantemente vigiados. Fato que leva a censurar sobre o que falam na sala de aula. O coordenador do estudo disse ter encontrado professores que trabalham em escolas privadas e relatam já ter entendido que não podem abordar determinados assuntos sob risco de serem demitidos. “Muitas vezes, esse educador precisa do emprego, mas pode estar sendo ameaçado ali no território onde ele vive”. Penna argumentou que é preciso reconhecer que esse é um problema da sociedade brasileira. “A gente está vivendo em uma sociedade na qual educadores têm medo de falar e de trabalhar de acordo com seu saber profissional”. Ele indicou que todos os profissionais que trabalham com a produção de um conhecimento seguro, ou seja, que podem desmascarar mentiras, teorias da conspiração, ‘fake news’, são vítimas. “Tanto que, em 2023, surgiu o Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es, que é quem fez a pesquisa. Mas também surgiu o Observatório Nacional da Violência Contra Jornalistas, que são outra categoria que sofreu muito durante o governo Bolsonaro. Uma perseguição incrível”. Regiões de destaque O impacto que está ocorrendo nas comunidades educativas, que demonstram medo de discutir abertamente temas importantes para a formação dos estudantes foi mais identificado nas regiões Sudeste e Sul, onde foram registrados casos de professores que passaram por essas situações de violência mais diretamente. O dado não surpreendeu o coordenador da pesquisa. “Tanto que um dos estados que teve mais respondentes no Sul do país foi Santa Catarina, onde a gente sabe de muitos casos de violência. É um estado onde a extrema direita impera”, afirmou. A sondagem apurou que em todas as cinco regiões brasileiras 93% dos educadores tiveram contato com situações de censura, sendo que 59% passaram diretamente por essa situação, 19% souberam que aconteceu com alguém e 15% ouviram falar. Proteção aos professores Fernando Penna afirmou a necessidade de serem criadas ações para proteger os professores, sobretudo em anos de eleição presidencial, quando se sabe que a tendência é essa violência recrudescer, se tornar mais intensa. A pesquisa, até agora, gerou um banco de dados que ainda tem muitos cruzamentos para serem feitos, manifestou o coordenador. “A gente pode fazer análises de estados separadamente. A segunda etapa da pesquisa, que está em curso, e de entrevistas. Do total desses de professores que responderam, a gente vai escolher 20 pelo país para entrevistar”, anunciando que serão divulgados outros relatórios vinculados a essa pesquisa inicial. No relatório completo que está sendo preparado, o Observatório sugere a criação de uma política nacional de enfrentamento à violência contra educadores, como resposta do poder público . Essa política já estaria sendo elaborada no âmbito do MEC. O Observatório tem ainda um acordo de cooperação técnica com o Ministério dos Direitos Humanos. “A gente tem insistido muito que os educadores trabalhem na perspectiva da educação e direitos humanos, porque são justamente aqueles que mais sofrem violência. Então, a gente tem uma demanda de que os educadores sejam reconhecidos como defensores de direitos humanos e incluídos como uma categoria específica nas políticas do ministério. É uma ferramenta de denúncia de violação de direitos humanos”, concluiu Penna. Fonte: Agência Brasil

  • PF elimina candidatos alvo de investigação por fraudes em concurso público da instituição

    Imagem: Polícia Federal Medida reforça compromisso da Polícia Federal com a lisura e a segurança de seus processos seletivos A Polícia Federal e o Cebraspe informam que seis candidatos que participavam do concurso público para provimento de cargos policiais da instituição foram eliminados nesta segunda-feira (8/12) do certame atualmente em andamento. A eliminação decorre dos desdobramentos da Operação Chiado, deflagrada em 25 de novembro, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes em concursos públicos. A decisão foi tomada em estrita observância às normas previstas no edital e em conformidade com as medidas administrativas da instituição voltadas ao combate de irregularidades em processos seletivos. Os candidatos eliminados foram comunicados pela banca organizadora do certame e podem recorrer da decisão até o dia 10 de dezembro. A PF reforça que acompanha e monitora permanentemente todas as fases de seus concursos, com o propósito de garantir igualdade de condições, lisura e total transparência para todos os candidatos. Além disso, a instituição destaca que a integridade de seu quadro de servidores é prioridade permanente. Para assegurar isso, mantém mecanismos rigorosos de controle e verificação da conduta ética tanto de quem ingressa quanto dos que já integram a corporação. Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal imprensa@pf.gov.br (61) 2024.8142 Fonte: Polícia Federal

  • Paramount comprou a Warner? Veja o que é verdade e o que é mentira no caso

    Paramount comprou a Warner? Veja o que é verdade e o que é mentira no caso — Foto: Reprodução/P21 Entenda tudo que está acontecendo com a compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix que agora está ameaçada por lance agressivo da Paramount Skydance; veja detalhes A Paramount Skydance voltou à briga para adquirir a Warner Bros . Discovery ao oferecer, nesta segunda-feira (8), um lance hostil de US$ 108,4 bilhões (por volta de R$ 587,99 bilhões) que pode estremecer o acordo envolvendo a Netflix . No caso, o streaming vermelho anunciou sua intenção de compra em 5 de dezembro pelo montante de US$ 72 bilhões (em torno de R$ 390,54 bilhões), mas ainda aguarda autorização dos órgãos de regulamentação dos Estados Unidos e do resto do mundo para seguir com a processo. Em paralelo, a longa transação encara resistência do Presidente dos EUA, Donald Trump, e de parte da indústria cinema norte-americana, que teme pelo futuro dos títulos pertencentes a marca. Para esclarecer todos os pontos relacionados a venda da Warner Bros. Discovery, o TechTudo reuniu as principais informações sobre o caso. Confira o que você precisa saber, a seguir! Na matéria a seguir você confere: Paramount já havia realizado uma oferta anterior ao da Netflix Netflix quer pagar US$ 72 bilhões a Warner Bros. Produtores de cinema são contrários ao negócio; Trump também se pronuncia Paramount volta a disputa com oferta superior O que pode mudar para o usuário após a compra? Paramount já havia realizado uma oferta anterior ao da Netflix Anteriormente ao acordo com a Netflix, a Warner Bros. Discovery estava aberta a lances de três empresas: Netflix, Paramount Skydance e Comcast , cujas ofertas foram analisadas pelos acionistas a portas fechadas. Não se sabe exatamente quanto as outras empresas ofereceram ao serviço, mas segundo uma fonte anônima com conhecimento dos negócios, a oferta da Paramount teria sido de quase US$ 24 (aproximadamente R$ 130,18) por ação, em um total de quase US$ 60 bilhões (mais de R$ 325,45 bilhões). Netflix quer pagar US$ 72 bilhões a Warner Bros A oferta da Netflix foi consideravelmente maior, oferecendo US$ 72 bilhões (algo ao redor de R$ 390,54 bilhões), a qual na prática é uma oferta de US$ 82,7 bilhões (pouco acima de R$ 448,58 bilhões) pois irá absorver também as dívidas da Warner Bros. Discovery. O contrato entre as empresas afirma ainda que se a junção não se concretizar por questões de regulamentação, a Netflix teria que pagar uma taxa de US$ 5,8 bilhões (por volta de R$ 31,46 bilhões) para a Warner. Esta seria uma das maiores taxas da história neste tipo de negócio. Produtores de cinema são contrários ao negócio; Trump também se pronuncia As notícias do acordo entre Netflix e Warner Bros. Discovery reverberaram por Hollywood, levantando opiniões contrárias à junção das empresas. Entre eles está o famoso diretor de Titanic (1997) e Avatar (2009), James Cameron, que acredita que a fusão será um desastre, citando uma frase do co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, que disse que filmes para o cinema estavam mortos. O criador da série Parks and Recreation, Mike Schur, comentou que fusões de mídia sempre ferem os escritores, atores, diretores e todos que trabalham na indústria. "Menos companhias significam menos trabalhos, ponto" - segundo ele. O sentimento também foi ecoado pelas filiais do Leste e Oeste da Guilda dos Escritores da América nos Estados Unidos. Entre políticos, a senadora Elizabeth Warren afirmou que a junção é um "pesadelo antimonopólio" que poderia criar uma empresa gigante com controle de quase metade dos usuários no mercado de streaming, capaz de forçar preços mais altos e menos escolhas do que e como assistir. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também demonstrou preocupações sobre o tamanho da empresa formado após a compra e pode pressionar a divisão antitruste do Departamento de Justiça, responsável por garantir capacidade de competição entre empresas, para que acabe impedindo o negócio. Ele comentou que iria acompanhar de perto a negociação. Paramount volta a disputa com oferta superior Quando a compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix já parecia decidida, ao ponto das empresas firmarem um contrato de aquisição, a Paramount retornou com uma oferta hostil de US$ 108,4 bilhões (aproximadamente R$ 587,99 bilhões), superando a da Netflix. Os acionistas da Warner poderão discutir as possibilidades de aceitar esta nova oferta, mas caso desejem encerrar a aquisição da Netflix também precisarão pagar uma taxa de rescisão de US$ 2,8 bilhões (em torno de R$ 15,18 bilhões). O valor no entanto estaria completamente coberto pelos mais de US$ 25 bilhões (R$ 135,60 bilhões) de diferença entre as ofertas. O que pode mudar para o usuário após a compra? A Netflix enviou um e-mail para seus usuários avisando que por enquanto nada mudará nos serviços, tanto Netflix quanto Warner Bros. Discovery permanecem separadas em suas operações, incluindo o serviço de streaming HBO Max . A palavra chave no comunicado obviamente é "por enquanto". Não se sabe quais os planos da Netflix para todos os serviços da Warner e como eles irão se integrar às operações atuais da empresa. É possível imaginar que no futuro Netflix e HBO Max se unam em um único serviço de streaming, o que provavelmente aumentaria o custo das assinaturas para os usuários. O mesmo aconteceu após a compra da 21st Century Fox pela Disney , unificando o catálogo do Star+ com o do Disney+, aumentando o preço para usuários que não tiveram mais a opção de escolher entre assinar apenas um tipo de conteúdo: como desenhos, Marvel e Star Wars no Disney+ ou filmes e séries mais adultos e esportes no Star+. Porém, a extensão das operações da Warner Bros. Discovery é tão grande que a Netflix também teria que decidir o que deseja fazer com estreias de cinema como filmes de Batman ou Harry Potter ou mesmo lançamentos de games como Mortal Kombat , cuja produtora NetherRealm Studios faz parte da Warner. Caso esses elementos façam parte de uma estratégia integrada da Netflix com seus serviços atuais, poderia significar filmes do cinema com menor janela de espera até chegarem ao Streaming. Por exemplo, um filme poderia chegar à Netflix por volta de trinta dias após a estreia no cinema ao invés dos atuais sessenta a noventa dias. Além de que a Netflix Games poderia receber jogos de maior calibre e mais complexos, assim como o recente Red Dead Redemption , lançado para smartphones como parte da assinatura da Netflix. Fonte: techtudo

  • Megaoperação bloqueia R$ 6 bilhões de contas do crime organizado

    © PCSP/Divulgação Quase 50 empresas eram utilizadas somente para lavagem de dinheiro Em São Paulo, uma megaoperação da polícia civil, deflagrada nesta quinta-feira, bloqueou R$ 6 bilhões em contas bancárias do crime organizado. A segunda fase da Operação Falso Mercúrio, que apura um esquema de lavagem de dinheiro de um grupo ligado ao PCC, cumpriu 48 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a seis suspeitos que continuam foragidos.  O delegado-geral de Polícia, Artur Dian, explicou que quase 50 empresas de áreas variadas, como lojas de carro, padarias e fintechs eram utilizadas exclusivamente para lavagem de dinheiro.  Segundo a polícia, o grupo alvo das investigações agia como prestador de serviços para o crime organizado. De acordo com os agentes, a estratégia utilizada é de asfixia financeira e operacional da organização criminosa. A operação bloqueou 257 veículos, três embarcações, 49 imóveis e também as contas bancárias de 20 pessoas e de 37 empresas, em valores que podem chegar a até 98 milhões de reais de cada conta. Entre os beneficiários do esquema está um homem foragido, suspeito de envolvimento no assassinato de Vinicius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, em novembro do ano passado.  Na primeira etapa da Operação Falso Mercúrio, deflagrada em julho, 21 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra os mesmos investigados, que seguem foragidos. Fonte: Jovem Pan

  • CPMI do INSS prepara relatório preliminar para fevereiro

    CPMI do INSS prepara relatório preliminar para fevereiro - Bruno Spada/Câmara dos Deputados Após ouvir 26 testemunhas e mapear 108 empresas ligadas a fraudes, senador Carlos Viana (PODEMOS-MG) apresentará requerimento para estender a duração do colegiado por mais dois meses Depois de mais de três meses de funcionamento, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS  encerrou os trabalhos deste ano com o depoimento de Américo Monte Júnior, presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios – uma das entidades apontadas por realizar descontos indevidos em benefícios previdenciários. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana  (Podemos-MG), informou que o relator, deputado Alfredo Gaspar  (União-AL), deve apresentar um relatório preliminar no início do próximo ano. Em fevereiro, o colegiado deve se reunir para avaliar o documento parcial e definir os próximos passos da investigação. “Em fevereiro, vamos fazer o primeiro balanço do relatório parcial. Caso seja necessário realizar novas oitivas ou convocar personagens adicionais, vamos deliberar e votar os requerimentos”, afirmou Viana. O senador adiantou que apresentará um requerimento para prorrogar por mais dois meses o funcionamento da CPMI. O prazo atual para encerramento das atividades é 28 de março. Balanço Instalada em 20 de agosto, a CPMI realizou 28 reuniões, sendo duas dedicadas apenas à votação de requerimentos e as demais para depoimentos. No total, 26 testemunhas foram ouvidas, incluindo dois ex-ministros da Previdência: Carlos Lupi , que chefiava a pasta quando as irregularidades vieram à tona, e Onyx Lorenzoni , responsável pelo ministério durante o governo Jair Bolsonaro  (2019–2022), período em que teriam começados os desvios. Carlos Viana antecipou alguns resultados que devem integrar o relatório final: – 4.800 documentos oficiais analisados; – 73 requerimentos de informação atendidos; – 48 quebras de sigilo aprovadas; – 108 empresas suspeitas identificadas; – Mais de R$ 1,2 bilhão em movimentações incompatíveis; – Dezenas de milhões de reais retirados mensalmente de aposentados e pensionistas; “Compilamos em um único arquivo o resultado de meses de trabalho. Esse material será parte central do relatório final”, destacou o presidente da CPMI. Viana afirmou ainda que pedirá ao Supremo Tribunal Federal ( STF ) a suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado sob suspeita de irregularidades. Ele criticou o nível de juros cobrados por instituições financeiras: “É um absurdo que bancos cobrem juros de até 22% ao mês de aposentados e pensionistas, que não têm condições de pagar.” *Com informações da Agência Câmara de Notícias Publicado por Nícolas Robert Fonte: Jovem Pan

  • Câncer e menopausa precoce: o tabu que muda a vida de milhares de mulheres

    Muitas mulheres jovens, às vezes entre 30 e 40 anos, entram na menopausa de forma abrupta e sem aviso A maioria das mulheres acredita que a menopausa acontece apenas por volta dos 50 anos. Nesse momento, geralmente já criaram seus filhos (se quiseram tê-los), têm uma carreira mais estabelecida e uma vida mais estável. A menopausa, nesse contexto, pode ser uma transição mais natural, mesmo com os sintomas e desafios que ela traz. Mas, para quem passou por um tratamento de câncer, essa história pode ser bem diferente. Muitas mulheres jovens, às vezes entre 30 e 40 anos, entram na menopausa de forma abrupta e sem aviso, como consequência do tratamento oncológico. E, infelizmente, esse assunto ainda é pouco discutido nos consultórios e na sociedade. Fala-se muito sobre vencer o câncer, com razão, mas quase nada sobre o que acontece depois: as mudanças no corpo, na fertilidade, nos hormônios, na sexualidade e na autoestima. É uma espécie de “luto” invisível, vivido em silêncio por milhares de mulheres. Como o tratamento do câncer mexe com hormônios e fertilidade Os tratamentos contra o câncer têm como objetivo eliminar as células tumorais, mas também podem afetar tecidos saudáveis, como os ovários e o útero. O impacto sobre a fertilidade e os hormônios depende do tipo de câncer, da idade da paciente e das terapias utilizadas. A quimioterapia, especialmente com agentes alquilantes, como a ciclofosfamida, um dos principais medicamentos usados no tratamento do câncer de mama, pode causar dano direto aos ovários, prejudicando a reserva ovariana e interrompendo a produção de estrogênio e progesterona. Isso pode levar à menopausa precoce. A radioterapia na pelve, usada no tratamento de tumores do colo do útero, por exemplo, também pode comprometer os ovários quando aplicada diretamente na região pélvica ou em áreas próximas. Mesmo em doses moderadas, pode danificar permanentemente o tecido ovariano, dependendo da idade da mulher e da dose acumulada. Além disso, a radiação pode afetar o útero, comprometendo futuras gestações, mesmo que a função ovariana seja preservada. Em casos de câncer ginecológico, como tumores de ovário, endométrio ou colo do útero, pode ser necessário realizar cirurgias que envolvem a retirada dos ovários e/ou do útero. Nesses casos, a menopausa é imediata e irreversível. O corpo, de um dia para o outro, deixa de produzir os hormônios sexuais femininos. Em alguns casos, mesmo mulheres com câncer de mama, principalmente com tumores sensíveis a hormônios, recebem medicamentos que “desligam” a função dos ovários como parte do tratamento. O uso de remédios que bloqueiam os ovários, como leuprorrelina, gosserrelina e triptorrelina, é comum para reduzir o estrogênio. Isso pode causar sintomas semelhantes aos da menopausa, como ondas de calor e ressecamento vaginal, mesmo que a mulher ainda tenha os ovários. Além disso, também é frequente a associação com terapia hormonal usando medicamentos como o tamoxifeno ou inibidores da aromatase (letrozol, anastrozol e exemestano), que também reduzem a ação do estrogênio nas células. Menopausa precoce: sintomas físicos e feridas emocionais A menopausa precoce causada pelo tratamento do câncer pode ser mais intensa e abrupta do que a menopausa natural. Isso acontece porque o corpo não tem tempo de se adaptar gradualmente à queda dos hormônios. Os sintomas físicos mais comuns incluem: Ondas de calor e sudorese noturna Ressecamento vaginal e dor durante a relação sexual Insônia e alterações do sono Diminuição da libido Dores articulares Ganho de peso e alteração da composição corporal Queda de cabelo e ressecamento da pele Perda óssea acelerada e maior risco cardiovascular Mas os sintomas emocionais e psicossociais são igualmente importantes e muitas vezes negligenciados: Tristeza e sentimentos de luto pelo fim da fertilidade Medo de perder a feminilidade Vergonha de conversar sobre sexualidade Ansiedade em relação ao futuro e aos relacionamentos Sensação de isolamento e de que “ninguém entende” o que está acontecendo Muitas mulheres relatam se sentir “envelhecidas antes do tempo”. Para quem ainda não teve filhos e deseja ser mãe, a dor do luto reprodutivo pode ser profunda e contínua. Em alguns casos, a infertilidade se torna mais difícil de lidar do que o próprio diagnóstico de câncer. O silêncio dos consultórios e a importância da escuta multidisciplinar Por falta de tempo, preparo ou sensibilidade, muitos profissionais de saúde acabam não abrindo espaço para que essas questões sejam abordadas. O foco principal costuma ser a remissão da doença, algo absolutamente necessário, mas isso não deveria excluir o cuidado com a qualidade de vida e com o bem-estar da mulher. É por isso que a escuta multidisciplinar é tão essencial. Médicos oncologistas, ginecologistas, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas e profissionais de cuidados paliativos podem (e devem) atuar juntos para oferecer acolhimento e soluções práticas para os sintomas físicos e emocionais da menopausa provocada pelo tratamento. Esse cuidado envolve mais do que prescrever medicamentos. É ouvir a história da paciente, validar suas emoções, orientar sobre a sexualidade, discutir fertilidade futura (quando possível), explicar opções de tratamento e acompanhar de forma contínua. Reposição hormonal segura: é possível? A terapia de reposição hormonal pode ser uma aliada importante para reduzir os sintomas da menopausa precoce. No entanto, seu uso deve ser cuidadosamente avaliado caso a caso. Mulheres com histórico de câncer hormônio-dependente (como alguns tipos de câncer de mama e de endométrio) geralmente não devem usar estrogênio. Ainda assim, existem alternativas seguras, como o uso local de estrogênio vaginal em doses baixas, que pode melhorar muito a qualidade de vida sem aumentar o risco de recidiva em situações selecionadas. Em mulheres sem contraindicações, a reposição hormonal, feita de forma personalizada e com acompanhamento regular, pode prevenir complicações como osteoporose e doenças cardiovasculares, além de melhorar sono, libido e disposição. Medicina integrativa: quando o cuidado vai além da prescrição A medicina integrativa olha para o ser humano como um todo. Ela combina os melhores recursos da medicina convencional com práticas complementares baseadas em evidências. Isso inclui: Acupuntura, que pode ajudar a reduzir ondas de calor e dores Meditação e mindfulness, que auxiliam no controle da ansiedade Exercícios físicos adaptados, que melhoram o humor, a energia e a saúde óssea Fitoterapia segura, quando bem orientada Terapias corporais e artísticas, que favorecem a reconexão com o próprio corpo Essas práticas não substituem o tratamento oncológico tradicional, mas complementam e ampliam as possibilidades de cuidado, trazendo mais conforto e qualidade de vida às mulheres em todas as fases do tratamento e da vida após o câncer. Conclusão A menopausa provocada pelo câncer não é apenas uma mudança hormonal: é uma ruptura que afeta o corpo, o emocional, os sonhos e a identidade de muitas mulheres. É urgente trazer esse tema para a luz, romper o tabu, abrir espaço para o diálogo e garantir que cada mulher seja acolhida com empatia. Falar sobre isso é oferecer dignidade. É dizer, com todas as letras: você não está sozinha, e sua saúde vai muito além de uma doença. Dra. Larissa Müller Gomes – CRM/SP 180158 | RQE 78497 Oncologista Clínica Membro Brazil Healt h Referências científicas: Partridge AH et al. Fertility issues in patients with breast cancer. N Engl J Med. 2004;351(19):1928–1937. Salih M et al. Impact of pelvic radiation on ovarian function. Int J Radiat Oncol Biol Phys. 2015;92(5):987–994. Wallace WHB et al. Impact of cancer treatment on female fertility. Nat Rev Endocrinol. 2020;16(4):222–238. Ginsburg ES et al. Premature menopause: diagnosis and management. Obstet Gynecol Clin North Am. 2003;30(4):605–625. Pagani O et al. Adjuvant exemestane with ovarian suppression in premenopausal breast cancer. N Engl J Med. 2014;371(2):107–118. Barton DL et al. Menopausal symptoms in breast cancer survivors. Cancer. 2007;109(8):1740–1748. Faubion SS et al. Management of genitourinary syndrome of menopause in women with or at high risk for breast cancer: Consensus recommendations. Menopause. 2018;25(6):596–608. Avis NE et al. Quality of life among younger women with breast cancer. J Clin Oncol. 2005;23(15):3322–3330. Hickey M et al. Hormone replacement therapy after breast cancer: a review of the evidence. Clin Oncol. 2009;21(4):255–263. Santen RJ et al. Managing menopausal symptoms in breast cancer survivors. J Clin Endocrinol Metab. 2017;102(10):3647–3661. Baber RJ et al. 2016 IMS Recommendations on menopausal hormone therapy. Climacteric. 2016;19(2):109–150. Deng GE et al. Evidence-based clinical practice guidelines for integrative oncology: Complementary therapies and botanicals. J Natl Cancer Inst Monogr. 2014;2014(50):346–358.

  • Ciência, Tecnologia e Inovação cria 2 novas linhas de investimento

    © Valter Campanato/Agência Brasil Também foi apresentada a estratégia nacional do setor para a década Representantes do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia apresentaram nesta quinta-feira uma proposta para a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação para próxima década. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Luís Fernandes, secretário executivo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação detalhou o papel da estratégia e o passo seguinte para organizar as prioridades federais na área. Ao apresentar um balanço das ações do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a  ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou a criação de duas novas linhas de investimento e a integração dos projetos ao Novo PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. Também destacando o papel dos investimentos em ciência e tecnologia para o desenvolvimento nacional, o presidente Lula celebrou o avanço da estratégia proposta pelo conselho. Entre as recomendações do texto, a nova estratégia quer fortalecer e articular o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação,  ampliando sua capilaridade e capacidade de resposta aos desafios nacionais, e alavancar a base produtiva nacional. Fonte: Rádio Agência Nacional

  • Megaoperação bloqueia R$ 6 bilhões de contas do crime organizado

    © PCSP/Divulgação Quase 50 empresas eram utilizadas somente para lavagem de dinheiro Em São Paulo, uma megaoperação da polícia civil, deflagrada nesta quinta-feira, bloqueou R$ 6 bilhões em contas bancárias do crime organizado. A segunda fase da Operação Falso Mercúrio, que apura um esquema de lavagem de dinheiro de um grupo ligado ao PCC, cumpriu 48 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a seis suspeitos que continuam foragidos.  O delegado-geral de Polícia, Artur Dian, explicou que quase 50 empresas de áreas variadas, como lojas de carro, padarias e fintechs eram utilizadas exclusivamente para lavagem de dinheiro.  Segundo a polícia, o grupo alvo das investigações agia como prestador de serviços para o crime organizado. De acordo com os agentes, a estratégia utilizada é de asfixia financeira e operacional da organização criminosa. A operação bloqueou 257 veículos, três embarcações, 49 imóveis e também as contas bancárias de 20 pessoas e de 37 empresas, em valores que podem chegar a até 98 milhões de reais de cada conta. Entre os beneficiários do esquema está um homem foragido, suspeito de envolvimento no assassinato de Vinicius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, em novembro do ano passado.  Na primeira etapa da Operação Falso Mercúrio, deflagrada em julho, 21 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra os mesmos investigados, que seguem foragidos. Fonte: Rádio Agência Nacional

  • Três empresas de mineração participam de reunião sobre licitação da Malha Oeste

    Três empresas de mineração participam de reunião sobre licitação da Malha Oeste - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado Objetivo é apresentar rotina de inspeções para garantir prestação de serviços pela concessionária que vencer o processo Três empresas da área de mineração e celulose instaladas em Mato Grosso do Sul que podem usar a Ferrovia Malha Oeste para escoar sua produção vão participar de reunião na tarde de hoje (03) na qual a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) vai apresentar uma rotina de inspeções para garantir a prestação dos serviços pela nova concessionária aos usuários. O objetivo é mostrar que a vencedora da licitação terá de assegurar “as condições mínimas de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas”. Esse encontro é necessário porque nos últimos anos a atual concessionária, a Rumo, abandonou a linha férrea ao deixar de fazer a manutenção dos trilhos, dos dormentes, dos prédios, tanto que foi atuada 74 vezes em dois anos pela Agência. Isso fez com que o transporte de carga fosse interrompido por falta de trafegabilidade e a Rumo descumprisse contratos. Em parecer da autarquia é afirmado  que as péssimas condições da ferrovia causaram a interrupção da prestação do serviço público de transporte ferroviário de cargas no trecho Três Lagoas-Indubrasil desde junho de 2023, violando o aditivo do contrato de concessão. Uma das empresas afetadas foi a Arcelor Mittal Brasil S.A., que teve interrompido o transporte de 144 mil toneladas anuais, que deveria persistir até 2026, para o fluxo de vergalhão, de Bauru (SP) até Corumbá.  Por esse motivo a empresa foi convidada para a reunião de hoje à tarde.  Além dela foram chamadas a LHG Mining (explora jazidas de minério em Corumbá) e a Suzano ( que produz celulose), que confirmaram presença, e mais nove companhias que podem ser beneficiadas pelas ferrovias Malha Oeste e Malha Norte, com o objetivo da autarquia apresentar “uma nova rotina de inspeções voltadas para a avaliação da prestação dos serviços ferroviários pelas concessionárias aos usuários”, segundo o convite da ANTT, no qual foi anexado uma nota técnica. Neste documento é afirmado que “verifica-se que a compreensão do conceito de serviço adequado para o transporte ferroviário de cargas exige a articulação entre fundamentos constitucionais e legais, normas regulatórias específicas da ANTT e as cláusulas contratuais de cada concessão. A consolidação dos parâmetros aqui apresentados tem como finalidade orientar, de forma prática e fundamentada, a atuação das equipes de inspeção e fiscalização, para que as inspeções de prestação de serviços aos usuários sejam mais eficazes, padronizadas e coerentes com os objetivos institucionais da Agência e com a responsabilidade constitucional legada face à exploração indireta do serviço público de transporte ferroviário.” É destacado que “o serviço de transporte ferroviário é um serviço público, cuja prestação somente pode ser considerada adequada quando estão satisfeitas as condições mínimas de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas”, além das obrigações contratuais assumidas para cada outorga de concessão. Fonte: Correio do Estado

  • Congresso cobra Exército na fronteira e pressiona por sistema contra facções

    Militares em treinamento na fronteira com o Paraguai (Foto: Divulgação) Livre da tutela militar que remonta ao período colonial e se encerrou simbolicamente este ano, com a condenação e prisão de oficiais envolvidos na tentativa de golpe de 2022, o Congresso decidiu, enfim, legislar sobre o papel das Forças Armadas como participante do esforço institucional para enfrentar o avanço das facções criminosas que transformaram o Brasil, especialmente Mato Grosso do Sul, em corredor de drogas. Especialistas e parlamentares ouvidos pelo Campo Grande News são unânimes ao defender atuação mais efetiva do Exército nas fronteiras com países produtores de cocaína (Bolívia, Colômbia e Peru) e o Paraguai, onde se abrigam facções e operam entrepostos de drogas. Nesse contexto, o uso do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) é apontado como ferramenta essencial para auxiliar ações de polícia. Relator do PL (Projeto de Lei) Antifacção e da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou ao Campo Grande News que as Forças Armadas não atuarão diretamente no combate à criminalidade em geral, mas considera urgente reforçar a presença do Exército nos corredores por onde passam armas e drogas. “As Forças Armadas têm atribuição de proteção das fronteiras, e é justamente por elas que ingressam armas e drogas”, disse. Ele lembra que o Exército tem legitimidade para agir nos 150 quilômetros da faixa de fronteira terrestre e pode integrar forças-tarefa quando necessário. “Isso não impede cooperação. Vamos deixar isso mais claro no texto: o formato que desenhamos é o preferencial, e outras atividades podem acontecer. Elas têm papel fundamental nas fronteiras. E esse papel exige investimento, mais qualificação, mais pessoal e tecnologia.” Na costura política para oferecer ao governo alternativas consistentes de enfrentamento, o relator evita criar hierarquia ou subordinação entre órgãos: “Não existe subordinação das Forças Armadas à Polícia Federal. Existe coordenação administrativa. Cada força tem autonomia, vivemos num pacto federativo.” R$ 5 bilhões extras e a promessa de destravar o Sisfron O Congresso já destinou R$ 5 bilhões extras ao orçamento do Ministério da Defesa para 2026, recursos que devem impulsionar o Sisfron, ainda precário apesar de cerca de R$ 11 bilhões já investidos em equipamentos, muitos deles obsoletos. “Se os R$ 5 bilhões já destinados não forem suficientes, o Congresso vai realizar o processo necessário”, assegura Vieira. Parte dessa cobrança ganhou força a partir de depoimentos na CPI. O senador Angelo Coronel (PSD-BA), que acompanha a execução do Sisfron, afirma que o sistema está “com apenas 30% do cronograma inicial” cumprido e, no ritmo atual, pode terminar “lá pelo ano de 2065”. Coronel considera inaceitável: “Se o nosso problema é a droga entrando no Brasil, se são as facções, não entendo por que o governo não ataca o problema. Todo mundo sabe onde está o foco”. Para ele, a conclusão do Sisfron, com satélites e pontos físicos de vigilância em localidades estratégicas, é condição para “ações pontuais e mais efetivas”. O senador Nelsinho Trad, suplente da CPI, também vê o Sisfron como essencial, mas ressalta que o sistema somente terá impacto real quando concluído e integrado às demais instituições. “É muito bom. A inteligência é fantástica. Mas não está funcionando porque precisa ser concluído.” O fundo das bets e o financiamento do combate às facções A grande novidade do relatório apresentado nesta quarta-feira (03 de novembro) — e que deve ser consolidada na conclusão da CPI — é a criação de uma Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre as bets. Já pactuada com a área econômica do governo federal, a nova cobrança tem potencial de gerar cerca de R$ 30 bilhões por ano, recursos exclusivos para o combate ao crime organizado pela Polícia Federal, polícias estaduais, polícias militares e demais órgãos de inteligência e investigação. “Sem orçamento não adianta falar em segurança pública”, afirma o relator. Vieira destaca que o fundo traz “dinheiro novo em volume muito mais alto do que qualquer outro”. E que, ao vinculá-lo diretamente à repressão de facções, elimina a captura corporativa: “Questões salariais e demandas internas devem ser atendidas no orçamento regular. Aqui tratamos de medidas especiais para combater o crime organizado.” Equipamentos para ativação do Sisfron (Foto: Divulgação) Militares nas fronteiras: unanimidade nas entrevistas O consenso político em torno da participação militar nas fronteiras aparece com clareza nas declarações reunidas pelo Campo Grande News. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), general de Exército da reserva e ex-comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva, defende a ampliação da atuação do Exército no apoio às ações contra o tráfico. Ele lembra que as Forças Armadas já atuam na faixa de fronteira, com poder de polícia formalmente legalizado. "Sempre podemos evoluir e apoiar mais as demandas do país, sem esquecer que a missão principal é a defesa da pátria.” Mourão pondera que, nas áreas sensíveis, o Exército busca manter maior proporção de profissionais do que de recrutas e conclui: “Julgo que as Forças Armadas terão que dar uma contribuição maior do que têm dado hoje.” O deputado Vander Loubet, do PT-MS, segue a mesma linha. Para ele, a participação de Exército, Marinha e Aeronáutica é “importante e necessária”, sobretudo para compensar o déficit de efetivos e a dificuldade de patrulhamento contínuo. Ele frisa que foi o presidente Lula quem sancionou, ainda em 2010, a lei que ampliou a atuação militar em patrulhamento e fiscalização. A senadora Tereza Cristina (PP) concorda, mas ressalta que o Exército não pode ser subordinado institucionalmente à Polícia Federal: integração, sim — vinculação, não. Cooperação, retaguarda e inteligência Nas palavras do deputado Dr. Luiz Ovando (PP), a atuação militar não pode ser confundida com protagonismo policial. Ele defende o Exército como “retaguarda”, capaz de oferecer informações privilegiadas e reforço de vigilância. Ovando também aponta o Sisfron como instrumento para aproximar militares da realidade das operações. No campo técnico, a visão convergente vem do professor Francisco Teixeira, da UFF (Universidade Federal Fluminense). Segundo ele, a legislação brasileira já atribui às Forças Armadas papel de proteção na faixa de fronteira, contemplando crimes transfronteiriços como tráfico, contrabando e exploração ilegal de recursos. Mas o papel é complementar, jamais substitutivo: “O Exército não é preparado para função policial. Soldado não prende, não usa algema.” Ele vê o emprego militar nas funções de inteligência, monitoramento aéreo, logística e vigilância como adequado e necessário. Teixeira chama atenção para uma fragilidade estrutural decisiva: a falta de recursos nos quartéis. Quando o orçamento mensal se esgota, quadrilhas e contrabandistas “operam com folga”. E alerta que, hoje, a principal rota já não é só o eixo do Mato Grosso do Sul, mas a Rota do Solimões, controlada pelo Comando Vermelho e pela Família do Norte. “É essa rota que precisa ser vigiada pelo Exército e pela Polícia Federal.” Diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno (Foto: Reprodução) Ceticismo e alerta de entidades de segurança Na outra ponta do debate, a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, disse, em entrevista ao Estadão, que o Exército “se recusa na prática” a atuar de forma integrada e efetiva com as forças de segurança locais. Para ela, o controle fronteiriço passa por investimento e ampliação dos efetivos da PF (Polícia Federal) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal), mas também por engajamento militar mais profundo. O historiador Francisco Teixeira ressalva, no entanto, que o Exército não quer é assumir o papel da polícia. O delegado federal Leandro Almada, diretor de inteligência da PF, adotou postura intermediária no depoimento que prestou à CPI do Crime Organizado. Ele considera os militares “parceiros” e reconhece seu “poder legal e legítimo” para atuar nos 150 km de fronteira. Mas alerta que o combate ao crime transnacional não se resolve com soluções físicas ou militarizadas. “É inteligência, cooperação e fortalecimento das polícias. Isso exige recursos, investigação estruturada e responsabilidade compartilhada, sem terceirizar o problema às Forças Armadas.” O CCPI (Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia), coordenado pela PF, reúne instituições nacionais e estrangeiras na prevenção e investigação de crimes na região amazônica. O Exército participa, mas na condição de “outra agência”. A estrutura não confere papel central à única instituição que possui efetivo físico permanente ao longo de 17 mil quilômetros de fronteira. A presença militar fica restrita a operações conjuntas contra crimes ambientais, garimpo e ilícitos específicos. Inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil) A CPI e o desenho do modelo militar O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, evita antecipar posição pessoal, mas admite que a comissão discutirá o tema e que deve apresentar recomendações. “Se não for propositiva, vira palanque político. Tem que propor, endurecer penas, articular Executivo, União, Estados e Municípios. Segurança pública exige orçamento.” Nelsinho Trad complementa: “Tudo que vier para aumentar a segurança e endurecer contra facções, eu sou a favor. Mas precisa organizar o comando.” O movimento do Congresso, alinhado a uma mudança de entendimento no Palácio do Planalto sobre o real poder das facções, também responde ao alerta continental verbalizado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo quem nenhum país que permita o fluxo de drogas para território norte-americano está livre de ataques como os realizados contra a Venezuela. No mesmo dia, em negociação sobre retirada de tarifas americanas para produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a Trump um acordo de cooperação internacional contra o crime, gesto elogiado por Vieira: “Vejo com bons olhos a manifestação pública do presidente pedindo cooperação com governos estrangeiros, especialmente os Estados Unidos.” Em declarações recentes, Lula faz seu próprio limite: “Não quero as Forças Armadas na favela brigando com bandido. Não é esse o papel das Forças Armadas. Enquanto eu for presidente, não tem GLO.” Militares contra o crime pelo mundo A força militar do Estado de Michoacán, no México, participante da guerra contra o narcotráfico. (Foto: Agência Brasil)) O debate brasileiro sobre o papel das Forças Armadas nas fronteiras não acontece isoladamente. Em diversos países, a presença militar em operações contra narcotráfico e crimes transnacionais tornou-se resposta consolidada, ainda que cercada de críticas e dilemas institucionais. México e Colômbia são os dois exemplos mais emblemáticos: desde meados dos anos 2000, ambos empregam tropas em ações de vigilância, inteligência, cerco territorial, apoio logístico e cooperação com polícias federais no enfrentamento de cartéis e organizações criminosas. No Peru, em zonas amazônicas e áreas de fronteira, Forças Armadas também são acionadas para conter fluxos ilícitos quando a estrutura civil não dá conta da capilaridade do território. Esse movimento não se limita à América Latina. Nos Estados Unidos, a guinada da administração Donald Trump recolocou meios militares no centro de operações antidrogas, classificando cartéis como “organizações terroristas” e autorizando ações navais e aéreas contra embarcações suspeitas no Caribe e no Pacífico. O modelo rompeu com o paradigma tradicional, historicamente ancorado na DEA (Drug Enforcement Administration), agência antidrogas norte-americana, e reacendeu a discussão global sobre militarização de fronteiras e seus limites jurídicos. Apesar dos formatos distintos, há um ponto de convergência: quando se trata de rotas internacionais, contrabando, tráfico de armas, droga e biomassa ilegal, os países tendem a acionar a capacidade tecnológica, logística e territorial das Forças Armadas. Satélites, radares, inteligência, transporte aéreo, controle de pistas clandestinas e monitoramento de rios e selvas aparecem como funções recorrentes — enquanto a repressão direta, prisões, investigação e contato com o crime organizado permanecem sob responsabilidade de polícias especializadas. No Brasil, porém, o limite político foi verbalizado diretamente por Lula. A fronteira é vista como espaço de responsabilidade militar e de cooperação com órgãos civis, mas o emprego na repressão urbana é rejeitado com veemência: “Não quero as Forças Armadas na favela brigando com bandido.” O consenso ouvido pela reportagem confirma essa lógica. Mesmo entre parlamentares que pedem reforço militar e ampliação da presença nas linhas de fronteira, não se fala em militarização da segurança pública. O papel é o de apoio, monitoramento, inteligência, cooperação e logística, nunca substituição do trabalho policial ou transferência de competências que pertencem à PF e às polícias estaduais. Uma disputa estratégica: integração ou militarização? Da ala técnica à ala política, um ponto se impõe com força: o Exército não substituirá a polícia. A fronteira militarizada pelo combate direto não encontra respaldo técnico, doutrinário ou jurídico entre os entrevistados. E se há divergências pontuais, a maior parte dos especialistas e parlamentares converge numa solução: investir em Sisfron, inteligência, compartilhamento de dados, operações conjuntas, mais qualificação e presença constante nos corredores do tráfico. O professor Francisco Teixeira vai além: a demanda brasileira é o motor que alimenta a desestabilização na Bolívia e no Paraguai. Para ele, sem mudança estrutural, rotas mudam e facções se adaptam. Alessandro Vieira, no centro do debate legislativo, sintetiza o desafio sem euforia: endurecer penas não basta. Marcola, lembra ele, já tem mais de 300 anos de condenação, e nada mudou. “Só muda se houver financiamento e integração no combate. Aí sim fazemos asfixia da facção”, afirma. Fonte: Campo Grande News

  • Mulher é encontrada morta com tiro na cabeça às margens da BR-262 na Capital

    Equipes da perícia e polícia no local onde corpo foi encontrado (Foto: Clara Farias) Mulher ainda não identificada, de aproximadamente 40 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça e outro no ombro. O corpo da vítima foi localizado na tarde desta quarta-feira (3), às margens da BR-262, na região do anel viário, em Campo Grande. Conforme apurado pela reportagem, uma pessoa que passava pelo local viu o corpo da mulher caído em uma área de vegetação às margens da rodovia. A testemunha acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local. Equipes do Corpo de Bombeiros também foram acionadas, mas, quando os socorristas chegaram, a mulher já estava sem vida. De acordo com o delegado Gabriel Desterro, da 7ª Delegacia de Polícia Civil, a vítima foi morta a tiros. “No mínimo, dois disparos de arma de fogo: um na cabeça e um no ombro, com saída na axila. Não localizamos projétil nem cápsula”, informou o delegado. O delegado ainda afirmou que, pelo local em que o corpo foi encontrado, a hipótese mais provável é de que a execução tenha ocorrido no próprio local. "Pelo jeito que o corpo foi encontrado, possivelmente foi uma execução aqui mesmo. Se fosse uma questão de 'desovar' o corpo, provavelmente teriam descido para deixá-lo mais abaixo, jogando-o na ribanceira. Acreditamos que o crime tenha ocorrido aqui", disse. Delegado Gabriel Desterro responsável pelo atendimento da ocorrência (Foto: Clara Farias) Ele também destacou que, embora não seja possível precisar o horário exato da morte devido à falta de câmeras de segurança no local, a vítima foi morta recentemente. "Foi recente, com certeza menos de 12 horas, talvez 4 ou 6 horas atrás. O corpo estava pouco rígido ainda. E também pelo local, que já estava claro o dia inteiro", afirmou o delegado. Ele acrescentou que a equipe foi chamada por volta das 14h. O corpo da vítima foi encontrado no lado direito da pista, no sentido Indubrasil, a cerca de 300 metros da Pedreira São Luís. Ela usava um vestido florido. O corpo da vítima foi encaminhado pela Pax ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal), onde passará por exame necroscópico para determinar a causa da morte. A área foi isolada pela Polícia Militar para o trabalho da perícia. O caso será investigado pela Polícia Civil. A princípio, o caso será investigado como o 38º feminicídio de 2025 em Mato Grosso do Sul, conforme explicou o delegado. Ele afirmou que a vítima não apresentava lesões de defesa nem sinais de roubo, já que estava com cordão, aliança e outros pertences, o que torna essa linha inicial a mais plausível pelas circunstâncias da morte. "Estamos trabalhando com essa linha inicial por ser a mais plausível pelas circunstâncias da morte, mas não há nada concreto". Fonte: Campo Grande News

  • Rota Bioceânica: MS terá novo porto multifuncional para expansão de ligações comerciais

    Como resultado das ações de infraestrutura e desenvolvimento regional do Governo de Mato Grosso do Sul, aliadas ao avanço das obras de conclusão da Rota Bioceânica, a cidade sul-mato-grossense de Porto Murtinho vai receber um porto multifuncional, conforme anunciado pela delegação argentina da província de Entre Ríos que visitou nesta quarta-feira (3) o governador Eduardo Riedel e o secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). No encontro, realizado na sala de reuniões da Governadoria sul-mato-grossense, foi formalizada a entrega do licenciamento ambiental e da licença de instalação para construção do porto multifuncional em Porto Murtinho, que tem um investimento previsto na ordem dos R$ 180 milhões, segundo explica Verruck. A empresa que fará o aporte é a PTP Group, devendo iniciar as obras já no próximo ano. Assim que pronto este empreendimento, o município murtinhense deve somar três portos em operação. "A gente chama [o porto] de multiuso, então ele vai trabalhar com fertilizantes, grãos e com containers. A hidrovia é uma conexão com a Rota Bioceânica. Então, a gente tem que olhar a Rota e essa potencialidade também da hidrovia. É mais um investimento que está vindo para o Estado, em Porto Montinho, e nessa transição logística que o Mato Grosso Sul passa", disse Verruck. O projeto vai contribuir para transformar a região em um grande hub logístico, integrando uma gama de empreendimentos do mesmo PTP Group, maior operador no rio Paraguai. O grupo ainda conta com uma série de portos em países como Paraguai, Argentina, Uruguai, Espanha e o próprio Brasil. "A PTP é uma empresa portuária que opera em toda a hidrovia, na Argentina e Uruguai. E agora vai fazer um investimento no Brasil. A hidrovia só funciona se nós tivermos estrutura portuária. E a gente começaria essa relação entre Mato Grosso do Sul e Entre Ríos, que vai ser uma base de entrada de produtos, e esse é o grande foco da hidrovia. Nós temos muita coisa na exportação, como minério e grãos, então a ideia é aumentar o fluxo de entradas de mercadorias também para o Brasil, se conectando à Rota Bioceânica", complementa Verruck, que segue. "A estruturação dessa hidrovia é positiva, e a curto prazo é mais investimento e uma estrutura portuária, de uma empresa já consolidada no âmbito da hidrovia", finaliza. Delegação de Entre Ríos e da PTP Group é recebida no gabinete da Governadoria Com foco na expansão portuária, o Governo de Mato Grosso do Sul já planejava incrementar as operações na região, tendo como principal norte a Rota Bioceânica e o diferencial da ligação rodoviária e hidroviária. "Então todo o circuito passa a ser mais competitivo, mais barato para o produtor, que vai ter a possibilidade de ter melhor preço para seus grãos e comprar os fertilizantes mais barato que com as opções atuais", disse o CEO da PTp Group, Guillermo Misiano. Ponte Bioceânica A ponte binacional da Rota Bioceânica e aos acessos nos dois lados da fronteira, entre a cidade brasileira de Porto Murtinho e a paraguaia Carmelo Peralta, está com obras em execução. O empreendimento é considerado estratégico para a integração sul-americana aos mercados asiáticos, por meio dos portos do Chile, no Pacífico. No lado brasileiro, avança também a construção do acesso que ligará a BR-267 à ponte. Essa obra federal está orçada em R$ 472 milhões. Além da alça de 13,1 km, que ligará a rodovia à ponte, também está sendo construído o contorno rodoviário em Porto Murtinho e o Centro Aduaneiro, que fará o controle do acesso entre o Brasil e o Paraguai. O prazo de conclusão é de 26 meses. Em uma viagem para a China, por exemplo, pode-se reduzir o tempo em 23%, cerca de 12 a 17 dias a menos. Diante dessa realidade, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, reforçou a importância estratégica do empreendimento para os dois países e para toda a região. A principal obra da estrada que ligará o Brasil ao Chile já tem 80% dos trabalhos concluídos. Mais de 400 trabalhadores atuam no canteiro de obras, que deve ser finalizado até o primeiro semestre de 2026. Construída entre Porto Murtinho e a paraguaia Carmelo Peralta, a ponte é executada por consórcio binacional, com investimento de R$ 575,5 milhões (US$ 93 milhões), financiado pela administração paraguaia da Itaipu. Em Porto Murtinho, o Governo de Mato Grosso do Sul mantém ainda investimentos robustos de cerca de R$ 80 milhões da atual gestão em obras de infraestrutura, saúde e educação. "Nós temos duas vertentes de desenvolvimento, a Rota Bioceânica e o rio Paraguai. E esses grandes empresários argentinos estão vendo isso, e olhando que o Mato Grosso é muito importante nesse cenário nacional juntamente com este novo corredor", afirmou o prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra. Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS Foto de capa: Chico Ribeiro/Arquivo Fonte: Agência de Notícias de Mato Grosso do Sul

  • Audiência debate necessidade de regras claras para promoção de eventos em Campo Grande

    A necessidade de regras claras sobre a realização de eventos foi um dos pontos debatidos em Audiência Pública na Câmara Municipal, na manhã desta quarta-feira, dia 3. Mudanças em leis e desburocratização na emissão de documentos foram algumas das reivindicações apresentadas. O debate, intitulado Legalize o Rolê: Diálogos sobre a vida noturna em Campo Grande, abordou aspectos sobre lazer, cultura, economia e segurança. A Audiência foi promovida pelo vereador Jean Ferreira, vice-presidente Comissão Permanente da Juventude, que pontuou a importância de  fomento do poder público e organização. Ele ressaltou que de um lado há o interesse econômico, a circulação de renda, porque as pessoas querem consumir esse tipo de atividade comercial e cultural, e do outro lado tem as pessoas que querem o seu sossego e sua tranquilidade. “Temos que encontrar um meio termo nisso, em que a gente consiga garantir o respeito a Campo Grande, à cultura que já temos aqui, mas também fomentar outras matrizes econômicas que podem advir desse meio cultural, do lazer, da vida noturna, como têm em outras capitais e funciona muito bem, em equilíbrio e consonância com a população”. Ele defendeu a revisão de legislações que estão prejudicando empreendedores, donos de bares, restaurante e casas de shows. “A gente precisa flexibilizar para atrair outros tipos de investimento”, citando como exemplo a possibilidade de Campo Grande ter algum festival como ocorre em outros estados. “Precisamos fomentar essas gerações de renda que faltam para o Mato Grosso do Sul e a gente tem público para isso”, afirmou o vereador Jean Ferreira. Além da Lei do Silêncio, as discussões contemplam a necessidade de zonas definidas para cultura e vida noturna na Lei de Uso e Ocupação do Solo; o estudo do impacto sobre o turismo, economia e lazer; a elaboração de protocolos claros para o fechamento de eventos. O vereador Maicon Nogueira, que secretariou a Audiência, ressaltou que o tema é fundamental para quem quer nossa cidade próspera. “A cidade que se fecha a noite inviabiliza o lazer, a cultura e a vida em sociedade”, disse. Ele citou o exemplo de outras capitais onde há vida noturna, que gera empregos e oportunidades. “Você vê vazio no centro e não vê estímulo para esse vazio”, ressaltou o vereador, que elogiou o fato de as comemorações de Natal terem sido levadas para o Centro da cidade neste ano. Desafios  O empresário e produtor de eventos Thalysson Peres trabalha há dez anos na área, gerando empregos. “A gente enfrenta hoje uma falta de clareza e segurança jurídica.  Não temos um processo claro e unificado para trabalhar na lei”, afirmou. Ele esclareceu que as exigências mudam em cada secretaria e o produtor acaba tendo que andar de porta em porta para buscar as documentações necessárias. “Se fosse seguido um protocolo único diminuiria essa arbitrariedade”. O produtor defende como caminhos para o trabalho ocorrer de forma segura, com a aplicabilidade da Lei Fácil Eventos, um balcão único com check list da documentação necessária, com fluxo entre as secretarias, para os procedimentos serem simplificados. Ainda, o protocolo técnico de ruídos, com fiscalização tendo a distância correta do palco, baseada em critérios padronizados, foi outra demanda apresentada. A Lei Fácil Eventos foi criada e aprovada na Câmara, sendo sancionada em 2019. Ela estabelece a centralização de todos os órgãos municipais responsáveis pela emissão de alvarás, licenças, certidões e demais documentos necessários para realização de eventos em Campo Grande, unificando toda essa expedição. O produtor Lucas Roscoe também relatou a burocracia enfrentada. Há cinco anos ele tenta obter o alvará ambiental para o local onde realiza festas e eventos. “O alvará não caminha, resolvo o que precisa, aparece outro comunicado pedindo mais documentos”, exemplificou. Ele falou que obteve o alvará de funcionamento, mas devido à demora para obtenção deste outro documento já foi multado e teve evento cancelado. João Francisco Fornari, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), ressaltou a importância do debate incluindo empresários, poder público e parte da população em busca de meio termo. “A gente fala de uma capital de quase um milhão de habitantes, então é importante modernizar. A gente tem um pouco daquela fama que não tem nada para se fazer à noite, pois a vida noturna de Campo Grande deixa um pouco a desejar, mas a gente precisa entrar num consenso para que se torne algo tanto interessante para a população que está no entorno e também para o empresário que está investindo, gerando empregos e trazendo, inclusive, a segurança para o entorno A vida noturna ela traz isso, ela traz o movimento,  traz essa vida para determinadas regiões”. O vereador Ronilço Guerreiro falou da preocupação com a vida noturna da cidade. “Campo Grande é uma cidade que dorme cedo, onde o Carnaval termina 23h enquanto em outras cidades inicia-se às 23h. Hoje, o povo de Campo Grande, a juventude, muitas vezes, não tem onde ir”, disse. Ele cobrou a necessidade de revisão da Lei do Silêncio, da construção da arena de eventos de Campo Grande e também da implementação do Corredor Cultural da Rua 14 de Julho. “Campo Grande precisa de rolê diferente, com responsabilidade e participação de todos”. Debate A discussão na Câmara também envolveu aspectos técnicos de pesquisadores, profissionais da saúde e da área jurídica.  O major PM Francisco Rogeliano Ferreira Cavalcante, Subcomandante do 9º Batalhão da Polícia Militar, citou que a principal demanda recebida em termos de segurança pública nos bares, especificamente na área central, tratam-se de alguns casos pontuais quanto à perturbação do sossego e também a questão da ordem pública. “Quando há uma grande aglomeração de jovens frequentadores dos bares e, vez ou outra, há uma interdição de via onde a Polícia Militar é chamada para desobstruir, conversar com os bares, os frequentadores e realizar de forma ordeira a desocupação do local. No outro viés, o que nós temos percebido também ali na área central é a presença de alguns ambulantes que, de forma irregular, têm atuado”, disse. Ele citou que houve uma redução de roubos e furtos na região. O auditor fiscal da Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano) Jeferson Vasconcelos destacou o objetivo do Município em construir com todos o instrumento, que trata da Lei do Silêncio e demais normativas relacionadas ao assunto. Ele citou a necessidade de avaliar até onde é possível legislar e avançar no tema. “A lei da parte ambiental verifica que casas de festas e eventos são uma coisa única e não faz distinção para eventos com mil pessoas para outro com dez mil pessoas”, afirmou. Por isso, o objetivo é construir um regramento classificando os eventos de acordo com o porte, como uma das revisões a serem elaboradas. Vasconcelos pontua a necessidade de atualizações para regularização de atividades e termos de referência. Milena Crestani Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande - MS

  • Governo Federal anuncia cerca de R$ 12 bilhões para expansão da Refinaria Abreu e Lima em Ipojuca (PE)

    Foto: Jonilton Lima/MPor Principal obra do Novo PAC em Pernambuco, o projeto de expansão prevê elevar a capacidade de produção da refinaria para 260 mil barris por dia até 2029; evento contou com a presença do presidente Lula e do ministro Silvio Costa Filho O Governo Federal anunciou investimentos que podem chegar a R$ 12 bilhões na Refinaria Abreu e Lima  ( Rnest ), localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca ( PE ). A cerimônia, realizada nesta terça-feira (2), contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Principal obra do Novo PAC  em Pernambuco , o projeto de expansão prevê elevar a capacidade de produção da refinaria para 260 mil barris por dia até 2029. A iniciativa deverá gerar cerca de 30 mil empregos ao longo da construção, considerada histórica para o estado. Durante o evento, Costa Filho destacou a importância da integração entre a Rnest e Suape. “A Refinaria Abreu e Lima é uma das mais modernas do Brasil e depende diretamente de Suape para receber petróleo bruto e distribuir seus derivados. Investir aqui é fortalecer a segurança energética do país e garantir novas oportunidades de desenvolvimento para Pernambuco”, afirmou. O presidente Lula ressaltou o papel estratégico da expansão para o desenvolvimento nacional. “A expansão da Rnest e o crescimento de Suape mostram que o Nordeste voltou a ser prioridade. O que vemos agora confirma a soberania do nosso país e a força da Petrobras, a nossa maior empresa, gerando desenvolvimento, dignidade e benefícios diretos ao povo brasileiro. Quando investimos em energia, logística e indústria, estamos investindo no povo e no futuro do Brasil ”, disse. Infraestrutura energética A Petrobras  vai investir o montante na conclusão do Trem 2 da Refinaria Abreu e Lima e em atividades de manutenção do Trem 1 . As obras devem adicionar 130 mil barris por dia à capacidade de processamento e a produção alcançará 260 mil barris diários até 2029. Atualmente, a construção do Trem 2 mobiliza cerca de 5,7 mil trabalhadores e deve gerar, ao longo do empreendimento, aproximadamente 15 mil postos de trabalho diretos e indiretos.  A ampliação elevará de forma expressiva a produção de derivados, com incremento de 88 mil barris diários de Diesel S10 , além de gasolina , GLP  e nafta. O aumento da oferta contribuirá para reduzir a dependência de importações e ampliar a autonomia energética do país . O projeto segue diretrizes internacionais e incorpora tecnologias de menor impacto ambiental , com foco em: confiabilidade operacional; qualidade dos produtos; baixo custo de manutenção; eficiência energética; uso racional de água; e elevados padrões de segurança. Integração logística Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos ( MPor ), dados recentes reforçam a relevância da usina de refino para o complexo portuário. Em setembro de 2025, o Porto de Suape   movimentou 2,2 milhões de toneladas, alta de 10,33% em relação ao ano anterior .  Já o granel líquido somou 1,4 milhão de toneladas, impulsionado pelo crescimento de 84,48% na movimentação de petróleo bruto, diretamente ligada às operações da Rnest. Fonte: Brasil 61

  • MEC busca que todas escolas do ensino básico tenham horário integral

    © Seduc-Ceará Se depender do Ministério da Educação, todas as escolas do ensino básico no país terão horário integral em 2026. Atualmente, a cobertura está próxima dos 90%. E o objetivo é determinar, ainda neste mês de dezembro, a estratégia para ampliação do modelo. Em entrevista à Agência Brasil, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, explicou que a educação integral precisa pensar no currículo, na programação das atividades, na metodologia de ensino, no uso do espaço e dos materiais, considerando as necessidades de cada região do país. Além disso, segundo ela, há uma série de outros aspectos, como a formação de professores, espaço para a cultura, lazer e esporte, assim como um suporte à saúde. Na regulamentação estabelecida pelo Inep, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o padrão para se reconhecer uma matrícula como de tempo integral é que ela seja de pelo menos 7 horas diárias durante 5 dias da semana, ou 35 horas semanais. Em relação ao acesso das escolas brasileiras à internet, a secretária disse que a perspectiva é chegar a 80% das unidades com conexão para fins pedagógicos até o final do próximo ano. Atualmente, o percentual é de 64%. Também são prioridades alcançar a alfabetização de crianças até o terceiro ano e consolidar o Programa Pé-de-Meia como política educacional, desvinculando a estratégia de uma perspectiva de incentivo financeiro ao estudante do Ensino Médio. *Com informações da Agência Brasil Fonte: Rádio Agência Nacional

  • Neymar marca 3 gols na vitória sobre o Juventude e dá fôlego ao Santos

    O Santos veio diferente para a etapa final Time de Vila Belmiro chegou aos 44 pontos, diante do adversário já rebaixado Com a melhor atuação de Neymar nos últimos anos, o Santos derrotou o Juventude, esta quarta-feira, em Caxias do Sul, por 3 a 0, e saiu da zona de rebaixamento. Com três gols do camisa 10, o time de Vila Belmiro chegou aos 44 pontos, diante do adversário já rebaixado. Todos os gols foram no segundo tempo. O Juventude mostrou desde o início que o rebaixamento precoce não acabou com o time gaúcho, que, sob o comando do veterano Nenê, tentou atacar o Santos. Já o time de Vila Belmiro contou com a criação de Neymar e assustou o goleiro Jandrei, com Guilherme, logo aos quatro minutos. A partir daí, os times se revezaram no campo de ataque, mas abusaram dos cruzamentos na área, facilitando o trabalho defensivo do adversário. Aos 27, o Juventude tocou rápido e Taliari chegou a fazer o gol, mas o lance foi impugnado por impedimento. Aos 31, o Santos respondeu em uma lance de Neymar, que viu Jandrei adiantado e arriscou do meio do campo. Ao notar o domínio do Juventude, o técnico Jan Pablo Vojvoda mandou o Santos pressionar a saída de bola do Fortaleza e conseguiu incomodar Jandrei de novo em chute de Guilherme, aos 35 minutos. O primeiro tempo ainda teve um momento de emoção. Foi aos 46, quando o Lautaro puxou o contra-ataque. Guilherme e Neymar tiveram a chance, mas demoraram para finalizar. O Santos veio diferente para a etapa final. Passou a dominar o jogo e Neymar passou a organizar as jogadas. Logo aos dois minutos, o camisa 10 quase abriu o placar. Mas aos dez o craque fez o primeiro gol do jogo. A partir daí, só deu Neymar, que voltou a marcar duas vezes, uma de pênalti. Ele foi substituído aos 37 minutos e festejou como se tivesse ganho um título. FICHA TÉCNICA JUVENTUDE 0 X 3 SANTOS JUVENTUDE – Jandrei; Luan Freitas (Giovanny), Rodrigo Sam e Marcos Paulo; Igor Formiga, Jadson, Mandaca, Daniel Peixoto, Nenê (Rafael Bilu) e Marcelo Hermes; Gabriel Taliari. Técnico: Thiago Carpini. SANTOS – Brazão; Igor Vinícius, Adônis Frías, Zé Ivaldo e Souza; Willian Arão, João Schmidt e Neymar (Thaciano); Barreal (Rollheiser), Lautaro Díaz (Zé Rafael) e Guilherme. Técnico: Juan Pablo Vojvoda. GOLS – Neymar aos dez, 19 e 27 minutos do segundo tempo. CARTÕES AMARELOS – Rodrigo Sam, Sousa e Zé Rafael. ÁRBITRO – Wilton Pereira Sampaio (GO). RENDA – R$ 466.705,00. PÚBLICO – 15.343 torcedores. LOCAL – Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS). *Com informações do Estadão Conteúdo Fonte: Jovem Pan

  • Ative já essas 4 defesas do Chrome antes que seja tarde; saiba se proteger

    Imagem: Geralt /Pixabay Habilite esses quatro recursos do Chrome que avisam quando um site pode ser perigoso e reforçam sua segurança, como Navegação Segura, alerta de HTTPS e DNS seguro; confira O Google Chrome oferece várias camadas de proteção que ajudam a identificar golpes , impedir acessos a sites maliciosos e proteger dados antes mesmo de você clicar em um link suspeito. Porém, muitos desses recursos ficam escondidos no menu de configurações e acabam passando despercebidos. Por exemplo, ao ativar a Navegação Segura com proteção reforçada, o navegador passa a verificar páginas em tempo real e bloquear tentativas de fraude. Já os avisos sobre sites sem HTTPS evitam que suas informações pessoais circulem em conexões sem criptografia. Além disso, o DNS seguro adiciona uma camada extra de privacidade às consultas feitas na internet . A seguir, confira como ativar cada uma dessas defesas no Chrome. 1. Navegação segura do Google Navegação segura do Google bloqueia automaticamente sites e downloads perigosos — Foto: Reprodução/Caroline Silvestre A Navegação Segura do Google é o recurso padrão do Chrome que protege contra sites, extensões e downloads perigosos. No centro desse sistema está o Google Safe Browsing , um banco de dados atualizado o tempo todo com páginas conhecidas por espalhar golpes. Sempre que você acessa um link ou digita um endereço, o Chrome compara automaticamente o site com essa lista em segundo plano. Se houver risco, o navegador mostra uma tela de alerta em vermelho avisando que o conteúdo é enganoso ou contém malware para o usuário sair da página imediatamente. Esse recurso ajuda a bloquear, por exemplo, páginas de login falsas até sites de bancos que imitam os originais. Para confirmar se a funcionalidade está ativa, abra as “Configurações” do Chrome, selecione a aba “Privacidade e segurança ”, procure pela opção de “Segurança” e então verifique a seção de “Navegação Segura”. Ela já vem habilitada por padrão, mas confira caso você tenha alterado as configurações de privacidade em algum momento. Além disso, o Chrome também usa detecção de fraudes por IA, apresentada pelo Google em maio de 2025, que permite identificar e alertar sobre golpes mesmo que o site fraudulento seja novo e ainda não esteja em bancos de dados de ameaças. 2. Navegação segura com proteção reforçada Navegação segura com proteção reforçada detecta ameaças em tempo real — Foto: Reprodução/Caroline Silvestre A Navegação Segura com proteção reforçada é a versão mais avançada do sistema de segurança do Chrome. Diferentemente do modo padrão, ela faz verificações em tempo real de sites e downloads, enviando ao Google informações sobre a sua atividade, como URLs visitados e amostras de conteúdo, para detectar e alertar sobre ameaças novas, ainda não presentes no banco de dados tradicional do Google Safe Browsing. O Chrome também avisa quando uma extensão prestes a ser instalada não é confiável, com base nas informações da Chrome Web Store . Além disso, o recurso sinaliza se suas senhas foram expostas em vazamentos ou se houver atividade suspeita envolvendo sua conta do Google. Para ativar essa proteção avançada, é preciso habilitá-la manualmente. Você pode seguir o mesmo caminho de configurações usado para verificar a Navegação Segura padrão ou acessar sua conta do Google em myaccount.google.com . Em seguida, clique em “Segurança e login” no menu lateral, localize a opção “Navegação Segura com proteção reforçada” e ative-a. 3. Avisos sobre sites públicos e privados inseguros O Chrome alerta sobre páginas sem HTTPS para evitar o envio de dados sem proteção — Foto: Reprodução/Caroline Silvestre O Chrome também exibe avisos sobre sites públicos e privados que não usam conexões seguras, ajudando você a evitar o envio de dados pessoais em ambientes vulneráveis. Antigamente, o navegador mostrava um ícone verde indicando que o site usava HTTPS, mas como esse padrão se tornou praticamente universal, o Google adotou a lógica inversa: avisar quando a página não oferece criptografia. O protocolo HTTPS protege a comunicação entre o navegador e o site, criptografando informações como senhas e formulários, o que impede a leitura dos dados mesmo que a conexão seja interceptada. Com essa função ativa, o Chrome alerta e solicita sua autorização antes de carregar páginas que não suportam esse tipo de conexão, reduzindo o risco de exposição a malware , phishing e outros ataques. Para aumentar ainda mais essa proteção, o Chrome oferece uma configuração pouco conhecida que força o uso de HTTPS sempre que possível. Quando ativada, ela tenta automaticamente transformar conexões inseguras em versões seguras e exibe um alerta quando isso não for viável. Para ativar, abra as configurações do navegador, acesse “Privacidade e segurança”, entre em “Segurança” e habilite a opção “Sempre usar conexões seguras”. Depois, selecione se deseja apenas ser avisado sobre sites públicos sem segurança ou também sobre sites públicos e particulares sem segurança. 4. Criptografia de DNS O DNS seguro criptografa as buscas de DNS para manter oculto o que você acessa — Foto: Reprodução/Caroline Silvestre A criptografia de DNS funciona como uma camada extra de proteção na comunicação entre o navegador e os sites que você acessa. O DNS (Sistema de Nomes de Domínio, em português) é responsável por traduzir endereços como techtudo.com em um endereço IP numérico que o computador entende, direcionando sua solicitação ao servidor correto. No entanto, essas consultas são geralmente enviadas em texto simples, sem criptografia, permitindo que provedores, empresas ou terceiros mal-intencionados vejam quais sites você acessa. Para evitar isso, o Chrome oferece o DNS seguro, também chamado de DNS sobre HTTPS, que criptografa essas consultas e dificulta interceptações. Nas configurações do navegador, abra a área de “Privacidade e segurança”, entre em “Segurança”, procure pela opção “Usar DNS seguro” e ative-a. Você pode manter o modo automático ou escolher um provedor personalizado na lista suspensa, como Cloudflare ou Google Public DNS. Por padrão, o Chrome tenta usar DNS seguro e, se houver falha, retorna ao método não criptografado para não interromper sua navegação. Porém, ao selecionar um provedor de DNS personalizado, o navegador deixa de retornar ao modo não seguro por padrão. Fonte: techtudo

  • Câmara aprova isenção de IPVA para veículos com mais de 20 anos

    No primeiro turno, foram 412 votos a favor e 4 contrários; no segundo, 397 votos a favor e 3 contra A Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta do pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores ( IPVA) os veículos terrestres com 20 anos ou mais de fabricação. O texto, do Senado, foi aprovado em dois turnos nessa terça-feira (2) e segue para promulgação. No primeiro turno, foram 412 votos a favor e 4 contrários. No segundo, 397 votos a favor e 3 contra. A PEC 72/23 prevê a isenção para carros de passeio, caminhonetes e veículos mistos com mais de 20 anos. Na prática, a mudança proíbe a cobrança do imposto nesses casos, concedendo a chamada imunidade tributária. A medida não se aplica a micro-ônibus, ônibus, reboques e semirreboques. Segundo o relator na comissão especial que analisou a proposta, deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), a PEC harmoniza a legislação nacional com a prática de estados que já não cobram IPVA de veículos antigos. “A proposta uniformiza a isenção do IPVA para carros antigos, que já é adotada por vários estados, evitando diferenças na cobrança do imposto”, disse Pettersen. A medida deve impactar principalmente estados que ainda não oferecem o benefício, como Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina. Reforma tributária As imunidades tributárias do IPVA não existiam na Constituição Federal antes da aprovação da última reforma tributária (Emenda Constitucional 132, de 2023). Com a reforma, a cobrança do IPVA foi ampliada para alcançar veículos aéreos e aquáticos, mas alguns deles ganharam imunidade tributária. Atualmente, a Constituição Federal isenta de IPVA: aeronaves agrícolas e de operadores certificados para serviços aéreos a terceiros; embarcações de empresas autorizadas para transporte aquaviário; pessoas ou empresas que praticam pesca industrial, artesanal, científica ou de subsistência; plataformas móveis em águas territoriais e zonas econômicas exclusivas com fins econômicos (petróleo e gás); e tratores e máquinas agrícolas. Debate em plenário Durante o debate em plenário, o relator da proposta, deputado Euclydes Pettersen, defendeu federalizar a isenção do IPVA. “Estamos retirando esse tributo para as pessoas que já pagaram outro carro por meio do imposto”, disse ele, ao citar o cálculo do pagamento do IPVA ao longo de duas décadas. O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) lembrou que muitos estados já garantem a isenção. “O Maranhão mesmo beneficia vários automóveis utilizados por pequenos produtores rurais, como as caminhonetes D20 e C10”, afirmou. Para o deputado Domingos Sávio (PL-MG), o projeto beneficia cidadãos mais humildes e sem condições de comprar carros novos. “Se não pagar o IPVA, sobra dinheiro para manter o carro em todas as condições de funcionar bem”, disse. *Agência Brasil Fonte: Jovem Pan

  • PF prende três pessoas e apreende quase 4 toneladas de droga na fronteira

    Ação integrada com as polícias Civil e Militar localizou depósitos em Santa Helena/PR A Polícia Federal, em ação integrada com a Polícia Civil e a Polícia Militar do Paraná, prendeu três pessoas em flagrante e apreendeu aproximadamente 3,8 toneladas de maconha, na tarde da última terça-feira (2/12). A ação ocorreu na região de Santa Helena/PR. A operação teve início após a identificação de embarcações vindas do Paraguai descarregando volumes na margem brasileira. As diligências levaram a duas residências usadas como depósitos. Nos locais, foram apreendidos três veículos ,sendo um com registro de furto e outro adaptado para o transporte de carga ilícita, e uma balança de precisão. Os presos e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu. Os envolvidos poderão responder pelo crime de tráfico internacional de drogas. Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR  cs.foz@pf.gov.br @pffoz Fonte: Polícia Federal

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