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TCU aponta repasses de R$ 15,7 milhões do Sesi e Senai para a gestão de Sérgio Longen na Fiems

  • há 13 horas
  • 2 min de leitura
Sérgio Longen, presidente da Fiems. (Madu Livramento, Midiamax)
Sérgio Longen, presidente da Fiems. (Madu Livramento, Midiamax)

Valores transferidos entre 2023 e 2025 são frutos de cotas de administração superior; entidade patronal também administra dezenas de milhões em verbas parafiscais e está sob o radar de órgãos de controle.


Um levantamento oficial do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que o Sesi-MS e o Senai-MS repassaram um total de R$ 15.757.150,79 para a Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) entre os anos de 2023 e 2025.


Os dados, obtidos por meio de solicitação parlamentar, detalham que os repasses anuais para a federação — comandada por Sérgio Longen — saltaram de R$ 4,5 milhões em 2023 para R$ 5,8 milhões em 2025. O montante é proveniente das chamadas "cotas de administração superior", repasses compulsórios regulamentados por decretos federais em que o Sesi transfere 7% de sua arrecadação e o Senai destina até 1% para manter a estrutura da federação patronal.


Financiamento público e falta de transparência

Além das cotas das entidades do Sistema S, a Fiems é sustentada por recursos parafiscais, de natureza pública, arrecadados compulsoriamente por meio de taxas incidentes sobre a folha de pagamento das empresas e recolhidas com o apoio da Receita Federal. A arrecadação projetada para o setor neste ano alcança a marca de R$ 60 milhões.


Apesar da origem tributária e do forte interesse público envolvido, a instituição não conta com um Portal da Transparência dedicado a detalhar o destino e a aplicação dessas verbas. O volume de recursos administrados é expressivo: o portal de licitações da própria Fiems aponta que foram realizadas mais de R$ 120 milhões em compras nos últimos 12 meses.


Monitoramento da CGU e investigações

O cenário administrativo da entidade tem atraído o escrutínio de órgãos federais. A Controladoria-Geral da União (CGU) passou a monitorar a federação e planeja utilizar investigações e reportagens recentes — para embasar suas ações de controle programadas para 2027.


Em auditorias anteriores realizadas em 2024, a CGU já havia identificado um rombo de R$ 24,7 milhões nas contas do Sesi-MS, além de alertar para a redução na oferta de vagas gratuitas em cursos voltados à população. As apurações também investigam denúncias de fraudes em licitações e contratos, incluindo o uso de relatórios frágeis e atestados de capacidade técnica supostamente falsificados por empresas ligadas a redes de CNPJs para vencer disputas milionárias com o Sistema S.


Procurada reiteradamente desde o início de julho para se posicionar sobre as apurações do TCU e da CGU, a diretoria e a assessoria da Fiems não emitiram respostas até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais da entidade.


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