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Tarcísio dá início a último ano de mandato focado em reeleição e em meio a tensão com PP

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 7 dias
  • 4 min de leitura
Até o início de abril, Tarcísio tem algumas decisões importantes para tomar - Paulo Guereta / Governo do Estado de SP
Até o início de abril, Tarcísio tem algumas decisões importantes para tomar - Paulo Guereta / Governo do Estado de SP

Após 17 dias de férias, governador de São Paulo volta ao Palácio dos Bandeirantes


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), retorna às atividades nesta segunda-feira (12) após período de férias nos Estados Unidos. Com isso, o chefe do Executivo paulista dá o pontapé inicial no último ano de mandato. Para 2026, ainda há incertezas a respeito do futuro, pressão de partidos até então aliados, trocas importantes no secretariado e insatisfação de prefeitos.


Até o início de abril, Tarcísio tem algumas decisões importantes para tomar. Uma delas é o cargo ao qual vai concorrer na eleição deste ano. Apesar de nunca ter colocado publicamente uma vontade de disputar a Presidência da República, ele passou boa parte do ano passado como queridinho e favorito da centro-direita para tal – o que mudou após o anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). Mesmo assim, internamente entre aliados e no Palácio dos Bandeirantes, a ordem é “jogar parado”: o governador de São Paulo segue com a campanha ao Planalto na manga, como plano B, mas focado nos planos do Estado.


Como já mostrou a coluna, o entendimento é que Flávio poderia recuar da disputa a partir de março. Até lá, Tarcísio esperar. A avaliação de auxiliares é o chefe do Executivo paulista está em posição confortável, já que tem boa avaliação e aprovação no Estado e grandes chances de reeleição, caso a corrida presidencial não ocorra.


Enquanto isso, também com prazo até início de abril – que é a data estipulada pelo Tribunal Superior Eleitoral para pessoas com cargo no Executivo abandonarem os postos para disputarem outros cargos na eleição -, o governador de São Paulo precisa definir qual será o time que vai concorrer ao Estado com ele. Até agora, três trocas de secretários já foram feitas: Segurança Pública, Políticas para Mulheres e Agricultura.


Mas cerca de outras três mudanças ainda devem estar por vir: a principal delas na pasta de Relações Institucionais. O comandante da pasta, Gilberto Kassab (PSD), vai deixar o cargo mirando o pleito deste ano. Segundo interlocutores de Tarcísio, o governador já tem o nome do substituto, mas detalhes ainda devem ser acertados. Kassab é presidente nacional do PSD e uma troca grande no governo, já que é responsável por muitas articulações. Nos bastidores, ele não esconde a vontade de disputar como cabeça de chapa o governo de São Paulo e afirma publicamente que retiraria os nomes de seus pré-candidatos à presidência (Ratinho Jr., do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul) para apoiar Tarcísio.



TENSÃO COM PP

Como tem mostrado a coluna, o retorno de Tarcísio também é marcado por tensões com a alta cúpula do Progressistas (PP). No fim do ano passado, o partido divulgou uma nota ameaçando lançar um candidato próprio ao governo do Estado mesmo que Tarcísio concorra à reeleição. A sigla tem feito reuniões com potenciais candidatos e também citou grande insatisfação de prefeitos com a atuação do governador. Em contrapartida, o União Brasil, que está para fechar federação com o PP, reforçou o apoio ao chefe do Executivo paulista. As conversas devem se intensificar agora no retorno.


PROJETOS EM ABERTO

Falando da gestão estadual, Tarcísio também abre o ano com algumas entregas e projetos para tirar do papel. Há uma expectativa, por exemplo, para a assinatura do contrato de concessão do túnel Santos-Guarujá. A empresa portuguesa Mota-Engil, vencedora do leilão, solicitou ao Governo de São Paulo a prorrogação do prazo para assinatura do contrato de concessão no início de dezembro. Agora, a expectativa é que o documento seja assinado até o fim de janeiro de 2026.



Na agenda, também há expectativa de inauguração das Linhas 6–Laranja e 17–Ouro do Metrô, obras herdadas de gestões tucanas que enfrentaram anos de atraso. O início das operações da Linha 17 está previsto ainda para o primeiro semestre – com oito estações, ligará o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi. Já a Linha 6 vai ligar a região da Brasilândia, na zona norte, à Estação São Joaquim, no centro de São Paulo, em um trajeto com 15 estações. A promessa do governo é de que o trecho entre Brasilândia e a Estação Perdizes seja entregue no segundo semestre de 2026. O outro trecho fica para 2027.


Na área de Segurança Publica, tema que deve ser central nas eleições deste ano, há previsão de aceno para a violência contra a mulher com a inauguração de 60 novas salas de Delegacias de Defesa da Mulher e a formatura de mais de 2.500 novos policiais.


Fonte: Jovem Pan

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