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‘Sicário’ de Vorcaro morre em BH após ser preso em operação contra Banco Master

  • há 22 horas
  • 3 min de leitura
Divulgação
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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, um dos presos na Operação Compliance Zero, atentou contra a própria vida


Morreu nesta quarta-feira (4) Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’ de Daniel Vorcaro. Ele era um dos presos na Operação Compliance Zero.


Pela tarde, a Polícia Federal (PF) comunicou que Mourão “atentou contra a própria vida”, enquanto estava custodiado na Superintendência Regional de Minas Gerais. Ele foi um dos alvos da terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master.


A ação aconteceu após ele ser preso preventivamente por suspeita de integrar o grupo que acessou indevidamente sistemas sigilosos da PF, do Ministério Público Federal e da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, na sigla em inglês). Ele e outros alvos da operação teriam corrompido dois servidores do Banco Central.


Luiz Phillipi Mourão seria o coordenador operacional do esquema.

Em nota, a Polícia Federal (PF) informou que prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e que o ocorrido foi comunicado ao gabinete do ministro relator no Supremo Tribunal Federal e entregará todos os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.


Será aberto procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato.


Operação Compliance Zero

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta a terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga a possível prática de crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, supostamente cometidos por uma organização criminosa. Foram presos:


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento dos investigados de cargos públicos e o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões. O objetivo da medida é interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo e preservar os valores que possam ter relação com as ações sob investigação.


Entenda o caso Master

Após identificar indícios de irregularidades financeiras e a grave crise de liquidez, o Banco Central determinou, em 18 de novembro, a liquidação extrajudicial do Banco Master S/A, do Banco Master de Investimentos S/A, do Banco Letsbank S/A e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

Em 21 de janeiro, o Will Bank, braço digital do conglomerado de Vorcaro, também teve o seu encerramento forçado.


O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhado da Operação Compliance Zero. Também em 18 de novembro, a PF deflagrou a primeira fase da ação para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Diante da possibilidade de fuga, Vorcaro foi preso um dia antes. O banqueiro foi solto depois com o uso de tornozeleira eletrônica.


Segundo as investigações, o Banco Master oferecia Certificados de Depósitos Bancários (CDB) com rentabilidade muito acima do mercado. Para sustentar a prática, a instituição financeira passou a assumir riscos excessivos e estruturar operações que inflavam artificialmente o seu balanço financeiro, enquanto a liquidez se deteriorava.


Os episódios do Banco Master e da gestora de investimentos Reag, liquidada em 15 de janeiro, são os mais graves do sistema financeiro brasileiro. Os casos envolvem, além das fraudes, tensões entre o STF e o Tribunal de Contas da União (TCU), bem como com o Banco Central e a PF.


Fonte: Jovem Pan


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