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Polícia conclui inquérito e aponta feminicídio em morte de fisioterapeuta em Campo Grande

  • há 20 horas
  • 2 min de leitura
João Jazbik Neto, de 78 anos, ao deixar o Fórum de Campo Grande preso, depois de passar por audiência de custódia no sábado (15) (Foto: Juliano Almeida)
João Jazbik Neto, de 78 anos, ao deixar o Fórum de Campo Grande preso, depois de passar por audiência de custódia no sábado (15) (Foto: Juliano Almeida)

Investigação descartou tese inicial de suicídio de Fabíola Marcotti; marido, o médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, teve a prisão preventiva decretada.


A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, e confirmou que a mulher foi vítima de feminicídio no contexto de violência doméstica. O principal suspeito é o marido da vítima, o médico cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, que foi preso preventivamente por determinação da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.


A tragédia ocorreu em 18 de maio, na chácara onde o casal residia. O caso foi registrado inicialmente como possível suicídio, mas o trabalho da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) apontou diversas divergências nessa versão:

  • Laudo necroscópico: A perícia constatou que o disparo na cabeça não deixou resíduos típicos de tiros encostados ou a curta distância, como fuligem ou partículas de pólvora.

  • Lesões corporais: Foram identificados três hematomas recentes pelo corpo de Fabíola — no peito, na mão direita e na coxa.

  • Análise digital: Investigadores detectaram movimentações no celular da vítima minutos após o acionamento do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).


O irmão da vítima, José Flávio Marcotti, classificou o crime como “extremamente cruel” e destacou a atuação técnica dos peritos e da equipe policial para elucidar as circunstâncias da morte. Segundo relatos da família, a fisioterapeuta tentava sair do relacionamento, mas enfrentava dependência financeira.


A defesa do médico, conduzida pelo advogado José Belga Trad, declarou que o cliente se mantém firme na versão de inocência e argumentou que o inquérito policial é um procedimento inquisitivo, sem contraditório pleno, do qual contestará os pontos na fase de resposta à acusação. Em réplica, os familiares de Fabíola manifestaram que a conclusão policial se baseou estritamente em provas periciais e não em especulação ou pressão midiática.

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