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Operação policial prende influenciador Eduardo Razuk em Campo Grande por esquema de rifas ilegais e bloqueia patrimônio milionário

  • há 20 horas
  • 2 min de leitura
Veículo apreendido pela polícia. (Reprodução)
Veículo apreendido pela polícia. (Reprodução)

O influenciador digital Eduardo Rezende da Silva, conhecido publicamente como Eduardo Razuk, foi preso na manhã desta terça-feira em Campo Grande durante uma operação da Polícia Civil voltada ao combate à lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. O irmão do influenciador também foi detido no bairro Vilas Boas, onde as equipes policiais apreenderam dois veículos de alto padrão.


Conforme apurado, o esquema operava mediante a venda de cotas com valores acessíveis — a partir de R$ 7,00 — em plataformas digitais para o sorteio de automóveis esportivos. Levantamentos preliminares indicam que as campanhas promovidas desde o final do ano passado ultrapassam a quantia de R$ 13 milhões em prêmios. Entre os veículos anunciados em seu site oficial figuravam modelos de alto luxo, como o Porsche 911 Carrera GTS, avaliado em R$ 1,27 milhão, além de exemplares da Audi, BMW e Ford.


A ação das forças de segurança atingiu diretamente a estrutura financeira do grupo, culminando no bloqueio judicial de mais de R$ 500 milhões em bens e contas ligadas aos alvos. Durante o cumprimento das ordens judiciais na capital e em cidades do interior do estado, os investigadores localizaram um galpão na Vila Morumbi contendo mais de 30 veículos mantidos pelo esquema, cuja frota está estimada em R$ 10 milhões. Entre os bens apreendidos destaca-se um exemplar do Volkswagen Arteon, modelo de extrema raridade no mercado brasileiro e avaliado em até R$ 900 mil.


Com um público superior a 1 milhão de seguidores, Razuk mantinha uma presença constante nas redes exibindo viagens, hospedagens em hotéis renomados e gastronomia de luxo. Esta não é a primeira vez que o influenciador entra no radar das autoridades: em 2020 e 2021, ele já havia sido investigado por rifas clandestinas e infrações de trânsito. A Polícia Civil aponta que os recursos dos sorteios eram canalizados para uma empresa registrada em nome de seu irmão, a qual não possuía autorização legal para realizar jogos de azar. As investigações continuam para apurar a extensão do esquema e possíveis ramificações.


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