‘Para onde vai esse dinheiro?’: Camila Jara cobra transparência em repasses federais à Fiems
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Entidade chefiada por Sérgio Longen recebe verbas federais e é alvo de investigação do MP por supostas irregularidades em contratos milionários com empresas
A deputada federal Camila Jara (PT-MS) cobrou transparência da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) em relação ao destino das verbas federais recebidas pela entidade chefiada pelo empresário Sérgio Longen.
A cobrança ocorre em meio às investigações conduzidas pelo Ministério Público sobre possíveis irregularidades na contratação da Fiems de duas empresas com os mesmos sócios, pelo valor de R$ 1,5 milhão. O vereador Landmark citou suposta participação do vice da Fiems, Crosara Júnior, e cobrou abrir a ‘caixa-preta’ da entidade.
Nesta segunda-feira (2), a parlamentar reforçou que irá cobrar investigações junto ao deputado Vander Loubet (PT-MS): “Nós somos deputados federais, a função de deputado federal é investigar as contas públicas. Então, enquanto representante do partido dos trabalhadores, o Vander me acionou e nós iremos aos órgãos necessários para entender o que está realmente acontecendo e vamos pedir investigações”.
Para Camila, toda entidade que recebe recurso federal tem que prestar contas. “Como eles recebem dinheiro federal, a gente tem que saber onde está [Fiems] aplicando esse dinheiro”, pontuou.
A petista reforçou que as autoridades competentes devem investigar a destinação desses repasses milionários: “As investigações sempre têm que ocorrer dentro dos órgãos competentes, o Ministério Público, o Judiciário”.
Por fim, explicou que o PT irá endossar a cobrança junto das autoridades: “Eu sempre defendo essa pauta. E o Vander vai solicitar, junto comigo, a esses órgãos, para que as investigações ocorram”.
Vander diz que PT vai acionar CNI
Na semana passada, o presidente estadual do PT em MS, Vander Loubet, disse ao Midiamax que encaminhará requerimento à CNI (Confederação Nacional das Indústrias).
“Da nossa parte, queremos contribuir para a proposta do vereador Landmark”, pontuou Vander. Assim, disse que, em conversa com Camila Jara (PT), devem propor um requerimento à CNI. “Para ter acesso a informações, como quais foram os valores repassados à Fiems e quais foram as aplicações e a destinação desses recursos”, explicou.

Contratos de R$ 1,5 milhão sob investigação
Os contratos somam R$ 1.502.944,07. Tanto a Multifer como a Inovaseg têm os mesmos donos.
Conforme informações oficiais da transparência do sistema Fiems, a entidade dos industriários firmou três contratos entre julho de 2022 e outubro de 2023 com duas empresas de Campo Grande.
Detentora de dois contratos, a Souza Alves & Cia Ltda. – EPP (CNPJ 07.918.676/0002-99) — com nome comercial de Multifer — firmou o primeiro contrato em julho de 2022, no valor de R$ 641.978,17, para fornecer materiais elétricos. O valor final já considera um aditivo de R$ 127.178,17 autorizado pela Fiems durante a vigência do contrato.
Em dezembro do mesmo ano, a empresa com capital social de R$ 300 mil conquistou novo contrato, dessa vez no valor de R$ 455.965,90, para fornecer EPIs (equipamentos de proteção individual).
Menos de um ano depois, em outubro de 2023, a Inovaseg Comercial de Equipamentos e Serviços Ltda. (CNPJ 37.207.553/0001-20) firmou contrato de R$ 405 mil para fornecer mais materiais elétricos para o Senai — serviço de aprendizagem que pertence à Fiems.
Detalhe é que, além de as duas empresas terem como principal atividade o comércio de ferragens e ferramentas, também possuem os mesmos sócios: Diego de Souza Alves e Evanildo Albuquerque da Rosa. As informações são públicas, conforme consulta no site oficial da Receita Federal.
O inquérito foi instaurado no dia 9 de fevereiro, pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri. Os detalhes do processo estão em sigilo.
Fonte: Midiamax








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