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Pagamento destrava retorno gradual de anestesistas, mas fila de cirurgias persiste na Santa Casa

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura
Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)
Santa Casa de Campo Grande. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

Atualmente, nenhuma categoria da Santa Casa está totalmente paralisada


Os anestesistas da Santa Casa de Campo Grande têm retomado os atendimentos de forma gradativa, após o pagamento quase integral das competências de janeiro. Ainda não há uma data definida para o retorno total dos serviços, mas a expectativa é de que a situação seja regularizada o mais breve possível.


A informação é da diretora-clínica da Santa Casa, a médica Izabela Falcão, que também integra a diretoria do Sinmed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul).


Por enquanto, pacientes que aguardam procedimentos cirúrgicos na unidade não devem perceber um desafogamento significativo da demanda, já que os serviços não foram retomados em sua totalidade.


“Foi acordado entre promotores e procuradores que a dívida com os PJs [pessoas jurídicas] seria paga de forma parcelada até março: três competências em janeiro, duas em fevereiro e duas em março. As dívidas de janeiro foram quitadas quase totalmente, praticamente 100%. Diante disso, algumas equipes optaram por retornar quanto antes, ao perceberem que a Santa Casa e a Sesau estão cumprindo o acordo”, explica Izabela.

Segundo ela, outras equipes decidiram retomar as atividades de forma gradual.


“Outras equipes resolveram retomar gradativamente, não só pelo dinheiro, mas porque o hospital está superlotado e há uma demanda reprimida muito grande”, pontua.

Com a retomada dos trabalhos, a prioridade de atendimento será para pacientes em situação de urgência e emergência, além dos mais vulneráveis, como crianças e idosos.


“A preferência é para urgência, emergência, pacientes com risco de óbito, crianças e idosos. Essa retomada será parcial, principalmente no centro cirúrgico. Não tem como retomar tudo rapidamente, porque existe uma demanda reprimida”, enfatiza.

Atualmente, nenhuma categoria da Santa Casa está totalmente paralisada; as suspensões ocorrem apenas de forma parcial.


Entenda

Novo acordo firmado na segunda-feira (2), entre médicos prestadores de serviço na Santa Casa de Campo Grande, MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) e SES (Secretaria Estadual de Saúde), visava possibilitar a retomada normalizada dos atendimentos no hospital ainda nesta semana.


Um acordo anterior havia decidido que, em janeiro de 2026, pagamentos referentes a três competências em atraso seriam quitados até o dia 30 do referido mês. No entanto, apenas duas foram pagas, fazendo com que o mês se encerrasse com uma parte do acordo, no valor de R$ 6 milhões, em aberto.


Segundo a diretora-clínica, o repasse para pagamento da última parcela das três competências deveria ter sido feito pelo Ministério da Saúde.


Como o dinheiro não caiu na conta, a Prefeitura de Campo Grande cobriu o valor, repassando à Santa Casa parte dos recursos ainda ontem, segunda-feira (2), e finalizando o pagamento nesta terça-feira (3).


Novo acordo para pagamento de PJs

Parte do corpo de médicos da Santa Casa é composta por prestadores de serviço, ou seja, profissionais sem vínculo trabalhista com a unidade de saúde e, portanto, contratados via PJ (pessoa jurídica).


Diante da crise financeira do hospital, anestesiologistas e outros profissionais terceirizados ficaram sem receber por mais de 7 meses, conforme amplamente abordado pelo Jornal Midiamax. A situação impactou e ainda impacta diretamente o funcionamento do hospital e o atendimento aos pacientes.


Fonte: Midiamax


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