Caso Conveniência: Nova vítima é identificada em audiência sobre tiroteio que vitimou bebê em Campo Grande
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Promotoria deve aditar denúncia após constatação de quarto ferido no ataque no Jardim Noroeste; acusação e defesa apresentaram depoimentos no Tribunal do Júri.
Um novo desdobramento marcou a audiência de instrução do processo que apura a morte de uma criança de 2 anos, atingida por disparo na cabeça em maio deste ano, no bairro Jardim Noroeste. Durante a sessão realizada no Plenário do Tribunal do Júri, em Campo Grande, surgiu uma nova vítima do ataque que não constava na denúncia inicial formulada pelo Ministério Público.
O jovem atingido estava sentado na área externa do estabelecimento no momento dos disparos. Com a inclusão desse novo ferido, o ataque passa a contabilizar quatro pessoas baleadas, além do homicídio da criança. A Promotoria informou que analisará o aditamento formal da acusação para inclusão do fato no processo.
Depoimentos e Pedidos de Liberdade
Na audiência acompanhada por acadêmicos de Direito, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação, incluindo a mãe do bebê, que se emocionou ao prestar depoimento. Os advogados dos réus solicitaram a revogação da prisão preventiva de três dos quatro acusados — Adriel, Gislaine e Thayanne —, argumentando que os depoimentos das testemunhas não confirmaram a tese de planejamento prévio ou suporte logístico na fuga.
O pedido de soltura não abrangeu Mayke Joulson dos Anjos Campos, apontado pelas investigações como o autor dos disparos.
Teses Conflitantes
Versão da Investigação: Mayke e Thayanne teriam deixado o local após uma discussão no bar e retornado em uma motocicleta. Mayke teria efetuado múltiplos disparos contra a calçada, contando com o apoio de Adriel e Gislaine.
Versão da Defesa: Sustenta que Mayke agiu de forma impulsiva após ser tirado de sério por um homem que teria importunado sua esposa e filhas. A defesa nega associação criminosa e alega que a falta de habilidade com a pistola .40 fez com que o recuo da arma provocasse disparos em série não intencionais.
Os quatro acusados permanecem presos preventivamente e serão interrogados na próxima audiência agendada para o próximo mês, fase final que antecede a decisão do juiz sobre o envio do caso a julgamento por júri popular.









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