Operação da Polícia Federal vira marketing no Camelódromo de Campo Grande
- há 16 horas
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Vídeo divertiu os internautas com a estratégia usada para anunciar as promoções
Muitos dizem que o brasileiro já nasce formado em marketing e que aqui a gente perde o amigo, mas não perde a piada. Se isso garantirá o aumento do faturamento, melhor ainda!
Partindo desse pressuposto, um vídeo publicado nas redes sociais do Camelódromo de Campo Grande, na tarde desta quarta-feira (18), divertiu os internautas com a estratégia usada para anunciar as promoções.
Aproveitando que as atenções dos campo-grandenses estavam voltadas ao Camelódromo após a Operação Iscariotes ser deflagrada, na manhã desta quarta, os marqueteiros decidiram fazer do suco uma limonada.
Com imagens de drone da Polícia Federal durante a operação e ao som da música-tema do filme “Tropa de Elite”, o recado foi dado. “Pessoal, muita gente viu a movimentação da polícia hoje cedo aqui no Camelódromo, mas podem ficar tranquilos! Eles também vieram aproveitar as nossas promoções. Faça como eles, venha para o Camelódromo”.
Não demorou para que as reações dos campo-grandenses ganhassem a aba de comentários da publicação: “marketing de milhões, bora às compras”; “arrasou, estamos a todo vapor no camelódromo”; “isso ficou muito bom”.
Confira o vídeo:
Entenda a operação
Foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (18) a Operação Iscariotes, para cumprir mandados de busca e apreensão contra membros de grupo criminoso que recrutava policiais para contrabando de eletrônicos. Com isso, um dos primeiros endereços alvo dos policiais foi o Camelódromo, localizado na Avenida Afonso Pena.
A organização criminosa é especializada na importação fraudulenta de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado. Os eletrônicos eram importados sem documentação fiscal e sem a regularização dos órgãos de controle aduaneiro.
As investigações revelaram que, após ingressarem com os produtos no Brasil, os criminosos distribuíam os eletrônicos, muitos fracionados, escondidos em cargas lícitas, para Campo Grande e outras cidades do país, especialmente no estado de Minas Gerais.
Além disso, a organização criminosa usava veículos adaptados com compartimentos ocultos para facilitar o transporte e a distribuição dos eletrônicos.
Os criminosos também contavam com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública, como aposentados e da ativa, que usavam de suas funções para favorecer a atuação do grupo.
Os agentes forneciam e monitoravam informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais e também atuavam no transporte das mercadorias. Durante as investigações, vários criminosos foram presos em flagrante, inclusive envolvendo a atuação direta de policiais.
Fonte: Midiamax








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