Obesidade é doença crônica e lipedema pode estar por trás de dores e inchaço nas pernas
- há 22 horas
- 2 min de leitura

Dor nas pernas, sensação constante de peso, inchaço ao longo do dia, marcas profundas de meia no tornozelo e manchas roxas que surgem mesmo sem pancadas aparentes
Dor nas pernas, sensação constante de peso, inchaço ao longo do dia, marcas profundas de meia no tornozelo e manchas roxas que surgem mesmo sem pancadas aparentes. Para muitas mulheres, esses sinais parecem apenas desconfortos comuns da rotina. No entanto, podem indicar uma condição ainda pouco reconhecida: o lipedema.
O lipedema é uma doença inflamatória crônica que afeta principalmente mulheres e costuma ser confundida com obesidade ou gordura localizada resistente. Muitas pacientes passam anos tentando emagrecer, reduzindo medidas no tronco, mas percebendo que as pernas permanecem volumosas, doloridas e desproporcionais.
Em Campo Grande, o médico Dr. Jonathas Canela (CRM-MS 10.537 | CRM-SP 197.942) é pioneiro na abordagem clínica estruturada da obesidade e do lipedema. Ele explica que o primeiro passo é entender que obesidade não é apenas uma questão estética, mas uma doença crônica, progressiva e multifatorial.
“A obesidade envolve inflamação, alterações hormonais e impacto metabólico. Não se trata de falta de força de vontade. Assim como hipertensão ou diabetes, precisa de acompanhamento contínuo e estratégia adequada”, afirma.

Segundo o médico, em alguns casos a dificuldade persistente para emagrecer determinadas regiões do corpo pode estar associada ao lipedema. Entre os sinais que merecem atenção estão dor à palpação, sensação de peso nas pernas, celulite que não melhora mesmo com perda de peso, facilidade para surgimento de manchas roxas e desproporção entre tronco e membros inferiores.
“Muitas pacientes relatam que emagrecem na barriga, mas as coxas continuam grossas e doloridas. Algumas dizem que parecem não acompanhar o restante do corpo. Isso pode ser compatível com lipedema, mas o diagnóstico depende de avaliação médica individual”, explica.
O médico reforça que o lipedema tem tratamento e que nem sempre a cirurgia é necessária, especialmente quando o diagnóstico ocorre nas fases iniciais. Nesses casos, é possível atuar clinicamente para controlar inflamação, dor e progressão do quadro.
Com base na experiência acumulada ao longo dos anos, foi desenvolvido o Protocolo Canela, uma abordagem estruturada que integra avaliação metabólica detalhada, análise hormonal, estratégia nutricional personalizada e uso criterioso de medicamentos quando indicados, além de acompanhamento médico contínuo.
Ao longo da trajetória da clínica, mais de 15 mil pacientes já passaram por atendimento da equipe, consolidando o trabalho como uma das referências regionais no tratamento clínico da obesidade e do lipedema.
“O que sustenta resultado não é pressa, mas acompanhamento. Cada organismo responde de uma forma e o tratamento precisa respeitar o estágio da doença e a biologia do paciente”, conclui o médico.
A orientação é que pessoas com dificuldade persistente para perda de peso, dor desproporcional nas pernas ou surgimento frequente de manchas roxas procurem avaliação médica especializada para investigação adequada.

Fonte: Midiamax








Comentários