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Nove meses após entrega, novo asfalto da Duque de Caxias já tem buracos e causa acidentes

  • há 3 horas
  • 4 min de leitura

Recapeamento de trecho entre a saída para Aquidauana e o Aeroporto, no sentido bairro-Centro, teve mais de R$ 21 milhões em investimentos


Entregue com festa em agosto de 2025, durante as comemorações dos 126 anos de Campo Grande, o recapeamento da Avenida Duque de Caxias, um dos principais corredores de trânsito da Capital, já apresenta problemas.


No sentido bairro-Centro, próximo ao Aeroporto Internacional de Campo Grande, um buraco aberto no asfalto preocupa comerciantes, motoristas e motociclistas que passam diariamente pela região.


A avenida é considerada estratégica para Campo Grande e para Mato Grosso do Sul, sendo onde está localizado o Aeroporto Internacional.


A Duque de Caxias é ainda a principal porta de entrada para quem chega dos municípios da região oeste do Estado e do Pantanal, além de ser uma das principais ligações entre bairros da região oeste e o Centro da Capital. O corredor também concentra intenso fluxo de veículos pesados, ônibus, motocicletas e ciclistas.


O problema do asfalto aparece no momento em que uma operação investiga irregularidades em medições de serviços de tapa-buraco na Capital.


Descrentes da qualidade e confiabilidade dos serviços de asfaltamento, comerciantes da região afirmam que, ainda durante a revitalização da avenida, já alertavam que o recapeamento parecia ‘fino demais’.


Comerciantes relatam acidentes

A comerciante Maria Aparecida dos Santos afirma que os acidentes se tornaram frequentes no trecho. Segundo ela, motociclistas e ciclistas têm dificuldades para enxergar o buraco, principalmente à noite. “Como vocês podem ver, o buraco é grande e está causando muito problema. Esses dias uma mulher caiu de moto aqui. Já teve ciclista que caiu também porque à noite não consegue ver direito. Mais para frente já abriu outro buraco também. Está faltando manutenção e direto acontece acidente por causa disso”, relatou.


Ela conta que o problema persiste há cerca de dois meses e que moradores da região já precisaram socorrer vítimas de quedas. “Já caíram pelo menos umas três pessoas aqui. Uma mulher caiu de bicicleta e quase aconteceu algo mais grave, porque outro veículo vinha logo atrás. Eu e um vizinho ajudamos no socorro. Também teve motociclista com criança na garupa que quase caiu porque não viu o buraco”, disse.


Maria Aparecida também relata prejuízos para motoristas. “Já teve carro parado aqui por pneu furado. À noite é pior, porque a borracharia fecha e o pessoal acaba ficando sem ajuda. O problema é que estão demorando demais para fazer a manutenção”, reclamou.


O instrutor de autoescola Raime de Aguiar Veríssimo, de 45 anos, afirma que o trecho se tornou perigoso principalmente nos horários de pico, devido ao grande fluxo de veículos e à proximidade de um entroncamento. “É um ponto com muito movimento e perto de uma rotatória. Muitas vezes o carro freia em cima do buraco e a moto vem logo atrás. Isso acaba provocando acidentes”, explicou.


Ele afirma que o problema afeta diretamente trabalhadores e também os alunos da autoescola. “Nos bairros da região oeste já existem muitas ruas esburacadas, e isso prejudica até as aulas práticas. E quando um problema desses aparece numa avenida principal, a situação fica ainda pior. O nosso instrutor, por exemplo, bateu nesse mesmo buraco e amassou o aro traseiro da moto. Isso gera despesa, deixa o veículo parado e atrapalha quem depende dele para trabalhar”, contou.


Na avaliação de Raime, é cedo para um asfalto recém-entregue já apresentar desgaste tão grande. “Foi uma obra entregue no ano passado. Então é muito cedo para abrir um buraco desse tamanho. Não sei qual material foi utilizado, mas acredito que a estrutura deveria ser melhor, principalmente porque aqui passa muito caminhão pesado. Com tanta chuva e tráfego intenso, o asfalto precisava ter mais resistência”, afirmou.


Obra de R$ 21 milhões

A revitalização da Avenida Duque de Caxias foi anunciada como uma das maiores obras viárias recentes de Campo Grande. Ao todo, foram recuperados cerca de 19,6 quilômetros da via, nos dois sentidos, com investimento superior a R$ 32 milhões.


O trecho onde o problema foi registrado, no sentido bairro-Centro, recebeu recursos da Prefeitura, da bancada federal e aporte de R$ 9,013 milhões do Governo do Estado. Inicialmente, o valor previsto era de R$ 16 milhões, mas ultrapassou R$ 21 milhões após os aportes.


Na época da entrega, o governador Eduardo Riedel destacou que a avenida funciona como “porta de entrada” para turistas que seguem rumo ao Pantanal e a Bonito. Já a prefeita Adriane Lopes afirmou que a requalificação traria mais segurança e mobilidade para moradores da região oeste da Capital.


Hoje, menos de um ano depois da inauguração, moradores cobram justamente a durabilidade da obra e rapidez na manutenção do trecho danificado.


A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a Engepar, empreiteira responsável pela obra, via e-mail, para questionar a durabilidade da obra entregue e também sobre uma possível manutenção imediata.


Em resposta, a empresa afirmou que desconhece o problema relatado, assim como não confirma que o local onde está o buraco tenha sido executado por ela. Segue nota na íntegra:


“A Engepar informa que, até o presente momento, não foi notificada pela Prefeitura Municipal acerca da situação mencionada, razão pela qual desconhecia o problema relatado. Esclarecemos ainda que não temos confirmação de que o ponto indicado corresponda especificamente a trecho executado pela Engepar. Na Avenida Duque de Caxias, a empresa realizou algumas intervenções de reforma e recuperação de pavimento em determinados trechos da via. De toda forma, caso haja notificação formal ou identificação de que o local mencionado integra área efetivamente executada pela Engepar, a empresa realizará vistoria técnica para apuração das causas do problema, verificando se decorre de eventual falha de execução ou de fatores diversos que não guardem relação com os serviços realizados. A Engepar ressalta que, nos eventuais casos em que se constata ocorrência relacionada à execução de obras sob sua responsabilidade e dentro do período de garantia, os reparos necessários são prontamente executados.”

Fonte: Midiamax

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