Minha Casa, Minha Vida ganha força e responde por 50% dos novos imóveis em Campo Grande
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Levantamento do Sinduscon aponta forte avanço das habitações populares no 2º trimestre de 2026, com alta de 66,7% nos lançamentos do programa federal.
O mercado imobiliário de Campo Grande registrou uma guinada em direção às habitações de interesse social no segundo trimestre de 2026. Segundo dados do Censo Imobiliário divulgado pelo Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) foi responsável por metade de todas as unidades residenciais lançadas na capital sul-mato-grossense no período.
Ao todo, foram lançadas 240 unidades enquadradas no programa federal entre abril e junho. O número representa um crescimento de 66,7% em relação ao primeiro trimestre do ano, quando foram contabilizadas 144 unidades. O avanço é ainda mais expressivo na comparação anual: no mesmo período de 2025, a pesquisa não havia registrado nenhum lançamento vinculado ao MCMV na cidade. A outra metade das novas unidades lançadas no trimestre ficou concentrada em empreendimentos voltados para a classe média.
Descompasso entre intenção de compra e vendas
O levantamento revela um contraste no comportamento do consumidor local. Embora a intenção de compra na Capital tenha atingido 57% — superando as médias nacional (52%) e das regiões Centro-Oeste e Norte (ambas com 53%) —, o volume de negócios efetivados desacelerou.
No segundo trimestre, foram comercializadas 408 unidades residenciais, contra 464 no primeiro trimestre do ano e 495 no segundo trimestre de 2025.
Preço por m² recua e estoques sobem
Com o ritmo de lançamentos mantido em dois grandes projetos ao longo dos dois primeiros trimestres do ano, a oferta total de imóveis novos disponíveis na capital subiu 3,7%, somando 2.033 unidades em estoque. Em relação ao mesmo período do ano passado, o acúmulo de imóveis não vendidos teve um salto de 35,3%.
A maior oferta e a retração nas vendas pressionaram os preços do segmento residencial vertical. O valor médio do metro quadrado em Campo Grande encerrou o trimestre cotado em R$ 9.857, o que representa uma queda de 5,9% na comparação com o trimestre anterior.








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