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Investigação da PF revela acesso ilegal a dados sensíveis de ministros do STF

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Operação Dataleaks mira organização criminosa especializada na obtenção e comercialização de dados extraídos de bases governamentais e privadas de André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino


A investigação da Polícia Federal (PF) revelou, nesta quinta-feira (5), o acesso ilegal a dados sensíveis de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com informações obtidas pela Jovem Pan, os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino estariam entre os afetados.


Por meio da Operação Dataleaks, a PF mira uma organização criminosa especializada na obtenção, adulteração, comercialização e disseminação ilícita de dados pessoais e sensíveis extraídos de bases governamentais e privadas.


Segundo os investigadores, a apuração começou após a identificação de uma base de dados não oficial, abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e bancos de dados governamentais. O material reunia informações pessoais de autoridades, incluindo ministros do Supremo.


No âmbito da operação, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Tocantins e Alagoas. As ordens judiciais foram expedidas pelo próprio STF.


De acordo com a PF, os investigados poderão responder por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.


Receita registrou ‘múltiplos acessos ilícitos’

Em janeiro, o Supremo Tribunal Federal  divulgou um comunicado afirmando que o sistema da Receita Federal registrou “múltiplos acessos ilícitos” antes do vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares.


Vazamento de dados foi utilizado para produzir “suspeitas artificiais de difícil dissipação”, segundo a nota. Os alvos da operação da Polícia Federal foram identificados como: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes.


Após a operação, a Receita Federal divulgou uma nota em que diz que não tolera desvios. Em sequência, o ministro Alexandre de Moraes abriu de ofício um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de ministros da Corte e familiares.


As suspeitas de que dados sigilosos de ministros e seus familiares foram vazados surgiu após o estouro da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.


Fonte: Jovem Pan

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