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"Governar não é para aventureiros": Lula critica Flávio Bolsonaro por ceticismo climático

  • há 13 horas
  • 2 min de leitura
Presidente Lula (PT), candidato à reeleição - JORGE FERREIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Presidente Lula (PT), candidato à reeleição - JORGE FERREIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Presidente rebate declarações do senador e candidato do PL feitas em sabatina, classificando a negação do aquecimento global como "amadorismo irresponsável" e detalhando ações de prevenção do governo.


O presidente Lula usou suas redes sociais para subir o tom contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, após a participação deste na sabatina do Jornal Nacional, transmitida pela TV Globo. Na ocasião, o candidato do PL evitou reconhecer a influência humana nas mudanças climáticas, classificando o aquecimento global como eventos extremos de cunho cíclico.


Para o atual mandatário, rejeitar o consenso científico sobre o clima em pleno século XXI revela falta de preparo para administrar o país.


“Negar o aquecimento global em pleno século XXI e reduzir o combate às mudanças climáticas a saneamento básico dá a dimensão do amadorismo irresponsável de quem se propõe a governar um país”, escreveu o chefe do Executivo.

Resposta e Ações Governamentais

Em sua manifestação, o presidente pontuou que a gestão federal adota uma abordagem multissetorial para lidar com os impactos climáticos. Entre as iniciativas destacadas estão:

  • Sala de Situação: Um comitê permanente que articula 24 ministérios e dezenas de especialistas para monitorar os efeitos do fenômeno El Niño e coordenar respostas rápidas.

  • Infraestrutura e Prevenção: Investimentos bilionários no Novo PAC voltados para drenagem urbana, contenção de encostas e segurança hídrica, além da modernização de alertas via Cemaden e Defesa Civil.

  • Combate a Desastres e Desmatamento: Reestruturação do Fundo Amazônia e queda expressiva nos índices de desmatamento na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal, acompanhada pelo aumento no contingente de brigadistas federais.


Encerrando sua crítica, o presidente reforçou que a condução do Estado exige alinhamento com a ciência e planejamento estratégico: “Quem não entende a gravidade das questões conectadas ao clima, opera na lógica de 'passar a boiada' e enxerga o mundo com a lente embaçada do negacionismo, certamente não tem preparo para guiar o futuro de uma nação”.

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