EUA negam intenção de interferir nas eleições brasileiras em meio à crise diplomática
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Em resposta à recente escalada de tensão diplomática entre Brasília e Washington, o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou categoricamente a existência de qualquer plano para interferir no processo eleitoral brasileiro. Em declaração prestada nesta quinta-feira (13), um representante do órgão afirmou que a Casa Branca "respeita o povo brasileiro e qualquer governo que ele escolha livremente por meio de eleições livres e justas".
A manifestação busca conter o impacto das recentes rusgas bilaterais. O porta-voz ressaltou ainda que Washington mantém um histórico de cooperação com administrações brasileiras de diferentes espectros políticos e reafirmou o interesse em preservar a relação entre os países.
Entenda os pontos centrais do impasse
Negativa de vistos por Brasília: A crise ganhou força em 24 de julho, quando o governo brasileiro recusou a concessão de visto a dois altos funcionários do Departamento de Estado norte-americano. Reportagens indicavam que a missão tinha o objetivo de levantar questionamentos sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Impasse na Embaixada: A recusa ocorreu em paralelo à pressão da Casa Branca pela aprovação do agrément de Daniel Perez, indicado para assumir a Embaixada dos EUA em Brasília.
Retaliação de Washington: Como reação à demora e às negativas do governo brasileiro, os Estados Unidos revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, impedindo sua permanência no país para o exercício de suas funções diplomáticas.








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