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Espanha aceitou ‘cooperar’ com EUA no Oriente Médio, diz porta-voz da Casa Branca

  • há 24 horas
  • 3 min de leitura
JIM WATSON / AFP
JIM WATSON / AFP

Anteriormente, o governo de Pedro Sánchez havia negado o uso de bases espanholas por aviões norte-americanos na ofensiva contra o Irã


A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quarta-feira (4) que a Espanha concordou em “cooperar com as forças militares dos Estados Unidos” na operação contra o Irã. Em declaração a jornalistas, a assessora de imprensa disse que as tropas norte-americanas já “estão coordenando com os seus homólogos da Espanha” as próximas ações contra o território iraniano.


“O presidente [Donald Trump] espera que todos os nossos aliados europeus cooperem nessa longa e tão desejada missão, não só pelos Estados Unidos, mas por toda Europa, para esmagar o regime rebelde iraniano”, declarou Leavitt.

A Espanha, por sua vez, “negou categoricamente” as afirmações da Casa Branca. “Nossa posição continua absolutamente inalterada e desminto categoricamente qualquer mudança”, afirmou à rádio Cadena Ser o ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, reiterando a recusa em permitir que os Estados Unidos utilizem suas bases para atacar o Irã.


Sobre a posição de Madri no conflito, o presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, disse que “se resume” a: “não à guerra”. “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e que também é contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente por medo das represálias de alguém”, acrescentou.


Tensão entre aliados

Na terça-feira (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou cortar todo o comércio com Madri depois de Sánchez negar que os aviões norte-americanos usassem as bases da Espanha para atacar o Irã. O líder espanhol argumentou que a operação de Washington e Tel-Aviv contra o território iraniano não se enquadra na Carta das Nações Unidas.


A Comissão Europeia manifestou total solidariedade à Espanha após a ameaça de Trump e afirmou estar pronta para defender os interesses do bloco caso seja necessário. Sánchez ainda se opôs ao aumento dos gastos espanhóis em defesa junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).


Ataques

A operação conjunta dos Estados Unidos e Israel começou com fumaça sendo vista sobre Teerã, capital iraniana, na madrugada de sábado (28). Tel-Aviv classificou os ataques como preventivos.


Trump utilizou sua plataforma Truth Social para postar uma declaração surpresa. Em vídeo, o republicano anunciou operações de combate no Irã, com o objetivo de “eliminar ameaças iminentes”.


Foi vista fumaça subindo sobre o distrito de Pasteur, em Teerã — local da residência do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que morreu no ataque — e houve um enorme destacamento de segurança na capital.

Os Estados Unidos e Israel afirmaram que a operação mirou locais militares do Irã. O exército israelense alertou os iranianos que, se estivessem dentro ou perto dessas infraestruturas em todo o país, deveriam se retirar dos locais.


No sul do Iraque, houve um bombardeio contra uma base militar que abriga um grupo pró-Irã. Ao menos duas pessoas morreram, segundo informaram as autoridades.


Explosões também foram ouvidas perto do consulado dos Estados Unidos em Erbil, no Iraque, de acordo com jornalistas da agência de notícias AFP.


Onda de mísseis e drones

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que mirou a Quinta Frota dos Estados Unidos no Bahrein, após uma primeira onda de ataques de mísseis e drones ter sido lançada contra Israel.


“A primeira onda de ataques generalizados de mísseis e drones da República Islâmica do Irã contra os territórios ocupados começou”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em comunicado, referindo-se a Israel.

O serviço de emergência Magen David Adom, de Israel, informou estar tratando um homem com ferimentos causados por explosão no norte do país. O Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que responderia “decisivamente” aos ataques, insistindo que Teerã fez “todo o necessário para evitar que a guerra eclodisse”.


Explosões no Golfo

Explosões foram relatadas em toda a região do Golfo. Correspondentes da AFP em Riade, na Arábia Saudita, ouviram fortes explosões, assim como na capital do Bahrein, Manama, e em Doha, no Catar.


Os Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado mísseis iranianos e reservaram-se o direito de responder aos ataques. Residentes de Abu Dhabi relataram à AFP terem ouvido fortes explosões na capital emiradense, que abriga uma base com pessoal dos Estados Unidos. O Ministério da Defesa do Catar disse ter interceptado vários ataques de mísseis, enquanto o Kuwait também enfrentou ataques.


*Com informações de AFP e Estadão Conteúdo


Fonte: Jovem Pan


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