Dois em cada três brasileiros têm dívidas e 27% vivem no limite do orçamento, diz Datafolha
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Pesquisa mostra que 37% citam problemas ligados a dinheiro como principal preocupação e 49% diz se sentir ‘mal’ ou ‘muito mal’ com à situação financeira do país
Uma pesquisa do Datafolha divulgada no sábado (18) mostrou que 67% dos brasileiros têm dívidas, o que representa duas em cada três pessoas. Desses, 41% das pessoas que pediram empréstimos a amigos ou familiares não conseguiram pagar. Segundo os dados:
29% estão inadimplentes nos parcelamentos de cartão de crédito;
26% não quitaram os empréstimos no banco;
25% têm pendências em carnês de loja.
A pesquisa, que tem margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, ouviu 2.002 pessoas entre 8 e 9 de abril de 2026 em todas as regiões do Brasil. O levantamento também mostrou que as maiores inadimplências se dão pelo não pagamento de:
Telefonia e internet: 12%
Tributos (IPTU, IPVA e carnê-leão): 12%
Energia elétrica: 11%
Água: 9%
Para conseguir quitar as dívidas, os brasileiros buscam algumas soluções: 64% dos entrevistados disseram ter reduzido gastos com lazer, 60% reduziram o número de vezes em que comem fora de casa e 52% diminuíram a quantidade de alimentos comprados. Outra solução, citada por 40% dos entrevistados, foi deixar de pagar alguma conta.
O Datafolha também analisou como se encontra a situação financeira dos brasileiros. Os dados obtidos foram:
36% estão em situação moderada;
27% estão apertados;
19% se encontram em situação “confortável”;
18% se encontram em situação severa.
Os resultados obtidos com o uso de crédito rotativo, que tem juros médios de 14,9%, segundo o Banco Central, também impressionam. 27% acionam essa modalidade — que é quando se paga apenas o valor mínimo da fatura do cartão. Desses, 5% fazem uso do crédito rotativo com frequência.
Governo Lula prepara plano para renegociar dívida
A economia tem sido um dos principais problemas do governo Lula. A pesquisa do Datafolha mostra que 37% citam problemas ligados a dinheiro como principal preocupação e 49% diz se ‘sentir mal’ ou muito ‘mal’ com à situação financeira do país.
A meses da eleição que irá eleger o nome presidente do Brasil e que tem o atual mandatário e o Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente, como so favoritos, segundo as últimas pesquisas, o governo esquematiza um plano que tem como objetivo dar garantia da União para renegociação de débitos, visando a redução do endividamento das famílias.
Dados do BC mostram que o comprometimento de renda das famílias com dívidas atingiu 29,3% em janeiro. A marca, também alcançada em outubro de 2025, é a mais elevada da série histórica iniciada em 2011 pela autoridade monetária.
O governo Lula já havia implementado outro programa de renegociação de dívidas entre 2023 e 2024, o Desenrola, que renegociou R$ 53 bilhões em dívidas de aproximadamente 15 milhões de pessoas e envolveu o desembolso de R$1,7 bilhão da União em garantias. No entanto, dados de endividamento da população seguiram em alta em meio a iniciativas de estímulo ao crédito e taxas de juros elevadas.
Mesmo com os numero mostrando aumento da dívida, o governo aposta em economia e ‘Lula do palanque’ para retomar vantagem nas pesquisas eleitorias e corrida à Presidência. Como mostrou a Jovem Pan, aliados do presidente esperam pelos efeitos da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.
O histórico recente, no entanto, não é animador:
Recordes de empregabilidade;
Inflação controlada
Exito na negociação para derrubar a maioria das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos
Apesar das conquistar, não foi possível evitar a queda de Lula nas pesquisas. Por isso, o governo aposta mais fichas em um projeto mais popular: o avanço da discussão pelo fim da escala 6×1.
Fonte: Jovem Pan








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