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CPMI do INSS acumula 709 requerimentos pendentes e mira aprofundamento de apurações sobre consignados

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • há 7 dias
  • 3 min de leitura
Reportagens publicadas entre 15 e 21 de dezembro de 2025 apontam que Lulinha teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil - Governo Federal
Reportagens publicadas entre 15 e 21 de dezembro de 2025 apontam que Lulinha teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil - Governo Federal

Segundo dados do colegiado, 1.538 documentos já foram oficialmente recebidos indicando a dimensão e a complexidade das investigações em curso


A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no INSS encerrou o ano legislativo com 709 requerimentos ainda não analisados, reflexo do elevado volume de informações reunidas ao longo dos trabalhos. Segundo dados do colegiado, 1.538 documentos já foram oficialmente recebidos, indicando a dimensão e a complexidade das investigações em curso. Na retomada das atividades, parlamentares defendem a intensificação da apuração sobre operações de crédito consignado destinadas a aposentados e pensionistas, com foco especial na atuação de instituições financeiras e intermediários. Entre os alvos está o Banco Master, citado em requerimentos que buscam esclarecer eventuais irregularidades na concessão de empréstimos.


Parlamentares da oposição também articulam a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para prestar depoimento como testemunha. O requerimento ao qual esta coluna teve acesso sustenta que a oitiva é “imperativa” para que a CPMI cumpra seu papel constitucional de fiscalizar e investigar atos potencialmente lesivos ao patrimônio público, sobretudo aqueles que impactam milhões de aposentados.


O documento destaca que o depoimento permitiria esclarecer eventuais repasses financeiros, relações com investigados centrais — como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” — e possíveis ramificações políticas do esquema. Segundo os autores do pedido, a ausência desses esclarecimentos poderia comprometer a efetividade dos trabalhos da comissão.


Reportagens publicadas entre 15 e 21 de dezembro de 2025 apontam que Lulinha teria recebido pagamentos mensais de R$ 300 mil, que somariam cerca de R$ 25 milhões, segundo depoimentos de ex-funcionários. As investigações indicam que parte dos valores teria sido intermediada por empresas ligadas a Roberta Luchsinger, apontada como próxima da família de Lulinha.


Mensagens obtidas pela Polícia Federal reforçam as suspeitas. Em trocas de mensagens analisadas pelos investigadores, pagamentos de R$ 300 mil a uma consultoria ligada a Luchsinger seriam destinados ao “filho do rapaz”, referência atribuída a Lulinha no contexto das apurações sobre desvios previdenciários.


Documentos reunidos pela PF também confirmam que Lulinha e o “Careca do INSS” viajaram juntos, em assentos próximos, em voo da Latam entre Guarulhos e Lisboa, em novembro de 2024. Parlamentares da CPMI afirmam que o episódio reforça indícios de proximidade entre os investigados e a necessidade de aprofundar a apuração sobre possível influência política em esquemas que lesam aposentados e pensionistas.


Em 18 de dezembro de 2025, a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, teve como um dos alvos Roberta Luchsinger, descrita nos autos como integrante do núcleo político da organização criminosa liderada pelo “Careca do INSS”. Há indícios de que ela teria atuado como intermediária financeira, além de mensagens que sugerem tentativas de obstrução de provas e acesso indevido a informações sigilosas.


Integrantes da mesa diretora da CPMI planejam apresentar, em fevereiro, o primeiro balanço oficial dos trabalhos. A expectativa entre pessoas próximas às investigações é de que não haja pedido de prorrogação por mais 90 dias, inicialmente cogitado antes do recesso parlamentar, e que o relatório final seja concluído e apresentado em março, consolidando as conclusões sobre um dos maiores esquemas de prejuízo a aposentados já analisados pelo Congresso.


Fonte: Jovem Pan


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