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Chuva alaga casas, derruba muros e mata cachorrinho no Monte Castelo

  • 24 de fev.
  • 3 min de leitura
Enxurrada destruiu muros de três residências. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)
Enxurrada destruiu muros de três residências. (Foto: Henrique Arakaki, Jornal Midiamax)

Caso ocorreu após via alagar e enxurrada atingir as residências; nível da água ultrapassou um metro de altura


Três residências localizadas na Rua Jaburu, no Monte Castelo, foram destruídas durante a chuva que atingiu Campo Grande. O caso ocorreu no início da tarde desta terça-feira (24), após as casas construídas em um nível abaixo da via alagarem.


Porta caída e eletrodomésticos no chão, todos levados pela enxurrada. A cena, descrita por Laura Cavilhone, refere-se à situação em que ela encontrou sua casa após o alagamento, dois meses após mudar-se para o local.


O nível da água ultrapassou um metro de altura. Laura não estava na casa durante a chuva e recebeu o aviso de sua ‘vizinha comunitária’, Ana Cecília Figueiredo, de que o alagamento já se aproximava do relógio d’água.


“Eu escutava o barulho. Eu falei: ‘Dona Laura, a senhora vem, porque a água tá chegando no relógio d’água’. Aí ela falou assim: ‘Ana, tem como pegar o meu cachorrinho?’ Eu falei ‘Não tem’. Se a gente abrisse esse portão, a coisa ia ser feia”, destaca Ana.

Além do prejuízo material, Laura perdeu seu cãozinho Pirulito, de 8 anos, que foi carregado pela enxurrada. A família encontrou o cachorrinho no bueiro da rua de baixo, após morrer afogado. “Perda material a gente recupera, mas o filhinho de 4 patas, não”, relata.


Outras residências atingidas

Assim como a casa de Laura, outras duas residências foram prejudicadas: uma delas também ficou alagada, enquanto o muro da outra foi derrubado.


Bruno Henrique é proprietário de outra casa. O morador, que estava no trabalho no momento do ocorrido, recebeu uma ligação de sua esposa, que estava na residência junto da filha. “Minha esposa ligou desesperada, tava ela e minha filha de onze meses. Já imaginei”, comenta.


Como aconteceu

Milene Aparecida, esposa do Bruno, explica que o bairro já tem um histórico de alagamento devido ao número limitado de bueiros. Assim, ela explica que o volume de água subiu tanto, que estourou o portão da vizinha, momento em que a enxurrada desceu e causou a destruição.


“No que a água desceu, ela estourou o muro aqui do lado. No que estourou o muro, a água invadiu tudo e entrou. Aí entrou pra dentro de casa”, relata. Milene comenta que sua reação foi retirar sua filha do berço e gritar por socorro, quando outras pessoas apareceram para ajudá-la.

“Eu pulei a janela com ela no colo, e os cachorros começaram a nadar. Um subiu em cima da cama, o outro começou a nadar, e o vizinho da frente e o pedreiro aqui do lado, que estava na obra, veio. Tentaram arrombar o portão, mas não conseguiram. Tentaram até pular o muro também, mas não dava. Eu consegui abrir o portão e consegui entregar minha filha para ele.”

O que diz a Sisep?

Perante a situação, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que tem atuado na manutenção do sistema de captação de águas pluviais no bairro. Afirmam ainda que a limpeza das bocas de lobo ocorreram no mês de novembro e ocorrerá novamente.


A Secretaria informa que vem atuando para combater os alagamentos da região, que ocorrem durante as chuvas concentradas (chove muito em pouco tempo) e o sistema de drenagem, que é antigo, não consegue absorver toda a água da chuva com rapidez. Uma das ações é o projeto de drenagem e pavimentação do Rua Corguinho e a construção de barragens, destaca a nota.


*Matéria editada às 17h15 para adição de posicionamento da Sisep


Fonte: Midiamax

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