top of page
Banner_Via_News_03_1920x182.fw.png

Associação questiona no STF pontos do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado

  • há 21 horas
  • 1 min de leitura
Foto: Fellipe Sampaio/ STF
Foto: Fellipe Sampaio/ STF

Entidade denuncia violação a garantias fundamentais em 19 dispositivos da lei  


A Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos (ANPV) ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) a Ação Direta de Inconstitucionalidade  (ADI) 7952 , com pedido de liminar, contra dispositivos da Lei 15.358/2026, que institui o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado e altera normas do Código Penal, do Código de Processo Penal e da Lei de Execução Penal. A ação foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes. 


A entidade sustenta que a lei viola direitos fundamentais e pede a suspensão de regras sobre aumento de penas, prisão preventiva automática, confisco de bens sem restrições e restrições ao direito de defesa. Para a ANPV, “não é uma lei de combate ao crime organizado, é uma lei de eliminação de direitos fundamentais”. 


Entre os principais pontos questionados está a previsão de penas de até 60 anos para o crime de domínio social estruturado, combinada com a exigência de cumprimento de 85% da pena para progressão de regime e a restrição de livramento condicional, o que, segundo a ANPV, inviabilizaria na prática a progressão. Também é contestada a possibilidade automática de prisão preventiva, sem análise individual pelo juiz. 


A associação ainda contesta o confisco e a alienação antecipada de bens sem notícias definitivas, a inversão do ônus da prova e o monitoramento de comunicações entre advogado e cliente. Ao todo, são questionados 19 dispositivos da lei, incluindo restrições a benefícios, regras mais rígidas de execução penal, transferência de presos para presídios federais e criação de banco de dados com presunção de vínculo com organizações criminosas.


Fonte: STF


Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html