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Aneel aciona bandeira verde e contas de luz ficam mais baratas em janeiro

  • Foto do escritor: Fabio Sanches
    Fabio Sanches
  • 23 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura
Lâmpadas acesas em residência (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Lâmpadas acesas em residência (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Mudança da bandeira amarela para a verde elimina cobrança extra na tarifa de energia elétrica


A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou nesta terça-feira (23) que a conta de luz em janeiro será cobrada com bandeira verde, o que significa ausência de custo adicional para os consumidores. Com a decisão, as tarifas deixam de ter o acréscimo que vinha sendo aplicado com a bandeira amarela.


De acordo com a Aneel, a mudança foi possível apesar de as chuvas estarem abaixo da média histórica. Segundo a agência, houve manutenção do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas nos últimos meses, o que reduziu a necessidade de acionar usinas termelétricas em maior escala, que têm custo de geração mais elevado.


Em nota, a Aneel explicou que, em novembro e dezembro, o volume de chuvas e os níveis dos reservatórios se mantiveram estáveis em grande parte do país. Com isso, em janeiro não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, evitando a cobrança de custos adicionais na conta de energia dos consumidores.


O sistema de bandeiras tarifárias foi criado para indicar, de forma transparente, os custos variáveis da geração de energia elétrica no SIN (Sistema Interligado Nacional). As bandeiras sinalizam se a produção de energia está mais barata ou mais cara, refletindo diretamente no valor pago pelo consumidor final, seja em residências, comércios ou indústrias.


Com a bandeira verde, as condições de geração são consideradas favoráveis e não há acréscimo na tarifa. Já a bandeira amarela indica condições menos favoráveis, com acréscimo de R$ 1,885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumido. Na bandeira vermelha, patamar 1, o adicional é de R$ 4,463 por kWh, enquanto no patamar 2, o mais oneroso, o valor sobe para R$ 7,877 por kWh.


Apesar do cenário mais positivo, a Aneel reforçou a importância do consumo consciente de energia elétrica. Segundo a agência, manter hábitos que evitem desperdícios é fundamental para a sustentabilidade do setor elétrico, mesmo quando as condições de geração são favoráveis.


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