top of page
Banner_Via_News_03_1920x182.fw.png

Adriane promete auditoria nos contratos alvos de operação: ‘Fato gravíssimo’

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura
Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP). (Foto: Madu Livramento, Midiamax)
Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP). (Foto: Madu Livramento, Midiamax)

Resultado de investigação interna será enviado ao MPMS, que apura fraude avaliada em R$ 113 milhões no tapa-buraco


A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que a Controladoria do Município se prepara para auditar os contratos alvos da Operação Buraco sem Fim. A chefe do Executivo exonerou servidores alvos da ação do Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).


“Todas as medidas cabíveis diante dos fatos foram tomadas, para que as pessoas que foram acusadas tenham tempo para poder se defender das acusações. Nós estamos com a Controladoria-Geral do Município fazendo um trabalho. Ela vai auditar todos os contratos em parceria, levando as informações ao Ministério Público de todas as ações dentro da secretaria”, disse a prefeita.

Os contratos que foram alvos dos agentes do MPMS são referentes ao serviço de tapa-buracos de Campo Grande. A investigação apura fraudes que levaram a um prejuízo de R$ 113 milhões, enquanto as ruas da Capital enfrentam cenário de buracos em escala.


A PGM (Procuradoria-Geral do Município) pediu acesso ao conteúdo do processo, que corre em segredo de Justiça, para entender a denúncia e embasar as eventuais providências a serem tomadas.


Presente no evento do partido Avante neste sábado (16), na Câmara de Campo Grande, Adriane disse à imprensa que o setor está levantando valores e documentos para iniciar o pente-fino que pode identificar o rastro das possíveis irregularidades cometidas na gestão dos contratos.


Adriane ainda comentou o papel da Agereg (Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Campo Grande) na fiscalização e no controle preventivo nos contratos da Prefeitura.


“O trabalho que acontece dentro da agência de regulação e dentro da parte técnica é indiscutível. Nós temos aprovação através da Procuradoria-Geral do Município e dos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas. Agora, a execução, que é acompanhada pelos secretários das pastas. Na pasta de obras, nós tivemos essa situação inesperada. Mas acredito que, com a exoneração, a gente dá uma resposta para que quem está sendo acusado se defenda, mas para também o município tomar todas as medidas possíveis e cabíveis diante desse fato, que é um fato gravíssimo”, disse a prefeita, reconhecendo que, apesar da operação ser ligada aos contratos firmados na gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad (PV), as implicações respingam na atual administração.

Na operação, deflagrada na quarta-feira (13), foram executados 7 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão em Campo Grande. Entre os presos, está o ex-secretário de obras de Campo Grande Rudi Fiorese, além de dois servidores que atuam no órgão, o engenheiro Mehdi Talayeh e o gestor de projetos Edivaldo Aquino Pereira


Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. Só no endereço de um servidor, havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo, havia R$ 233 mil, também em notas de real.


Veja o que se sabe sobre a operação até o momento:



Fonte: Midiamax

Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html