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Thronicke diz que Congresso está pronto para analisar medidas contra tarifaço dos EUA

  • há 4 horas
  • 3 min de leitura
Senadora Soraya Thronicke. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)
Senadora Soraya Thronicke. (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Senadora explica que o Governo Federal atua em três frentes para amenizar os efeitos


A senadora Soraya Thronicke (PSB) afirmou que o Congresso Nacional acompanha com atenção a nova sobretaxa de 25% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e se colocou à disposição para votar projetos que reduzam os impactos sobre setores atingidos, como o do sebo bovino fundido em Mato Grosso do Sul.


“Mais uma vez, produtos brasileiros passam a enfrentar uma sobretaxa de 25% imposta pelo governo dos Estados Unidos. Embora a lista de exceções tenha preservado parte importante da pauta exportadora brasileira, cerca de 18% das exportações do Brasil destinadas ao mercado norte-americano continuam sujeitas à tarifa adicional, afetando setores relevantes para a economia e reduzindo sua competitividade. Em Mato Grosso do Sul, temos o sebo bovino fundido, que possui importância econômica para o Estado”, disse a parlamentar.

Soraya destacou que o Governo Federal atua em três frentes para amenizar os efeitos: apoio às empresas com linhas de crédito e recursos do Plano Brasil Soberano; atuação diplomática para ampliar a lista de produtos isentos; e diversificação de mercados, com foco em acordos como Mercosul-União Europeia.


“No Congresso Nacional, acompanhamos esse cenário com atenção e estamos prontos para analisar medidas que contribuam para preservar empregos, fortalecer a competitividade das empresas brasileiras e reduzir os impactos sobre os setores atingidos”, afirmou.

A senadora classificou as ações como demonstração de compromisso com a economia. “São iniciativas importantes que demonstram o compromisso do Governo Federal em proteger a economia brasileira diante desse novo cenário. Mais do que uma questão ideológica, trata-se da defesa dos interesses nacionais. Precisamos atuar com responsabilidade e união para minimizar os prejuízos aos trabalhadores, às empresas e aos estados exportadores, como Mato Grosso do Sul”, completou.


Tarifa entra em vigor e MS tem impacto limitado

A sobretaxa de 25% começou a valer nesta quarta (22). A decisão é resultado de investigação do USTR, que apontou “práticas injustificáveis, desarrazoadas ou discriminatórias” do Brasil. Etanol, Pix e desmatamento ilegal estão entre as motivações citadas.


Em Mato Grosso do Sul, o efeito é considerado baixo. Dados do Observatório da Indústria da Fiems apontam que apenas 2,77% dos itens exportados pelo Estado aos EUA serão taxados.


Entre janeiro e junho de 2026, MS vendeu 437,3 mil toneladas aos Estados Unidos, movimentando US$ 370,5 milhões — o equivalente a mais de R$ 1,8 bilhão.


Principais produtos ficaram de fora

Os três itens que sustentam a pauta de exportação de MS foram isentos: carne bovina desossada e congelada, ferro-gusa fundido bruto e celulose. Juntos, respondem por 96% das vendas ao mercado norte-americano.


A carne bovina representa 51,4% das exportações, seguida de ferro-gusa, com 20%, e celulose, com 16%. O ferro-gusa só entrou na lista de isenções na última atualização divulgada pelo governo dos EUA nesta quarta.


Sebo bovino é o principal produto taxado

O principal produto sul-mato-grossense atingido foi o sebo bovino fundido, usado em biodiesel, sabões e ração. No primeiro semestre, foram 9.039 toneladas exportadas, totalizando US$ 9.805.261.


Outros itens também entraram na taxação, mas com participação pequena:

  • Concentrados de proteínas: US$ 127.050, 38 toneladas;

  • Maiôs e biquínis de malha femininos: US$ 101.438;

  • Ovos de aves sem casca, secos: US$ 95.880, 120 toneladas;

  • Outro álcool etílico não desnaturado: US$ 83.505, 100 toneladas;

  • Colas e adesivos: US$ 18.978.


Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Estado. A China é a principal parceira, responsável pela compra de 1,8 milhão de toneladas, o que representa US$ 1,3 bilhão apenas nos primeiros seis meses deste ano.


Neste período, as exportações totais do Estado acumulam movimentação de US$ 3,83 bilhões. Nos primeiros seis meses do ano passado, o valor era de US$ 3,78 bilhões. Ou seja, as exportações do primeiro semestre de 2026 superam o registrado em 2025.


As exportações aos Estados Unidos também subiram neste período, apesar dos imbróglios na política internacional entre os dois países. Entre janeiro e junho de 2025, o comércio internacional com o país norte-americano movimentou US$ 3,2 milhões, ante US$ 3,7 milhões no mesmo período deste ano.


Fonte: Midiamax

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