Silêncio Oficial: Agepen evita explicações após festa regada a drogas em presídio de segurança máxima
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Detentos do estabelecimento penal em Campo Grande divulgaram vídeos celebrando o aniversário de facção criminosa com mesa repleta de entorpecentes; órgão estadual alega que casos estão sob análise da inteligência.
A Agência de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) mantém-se em silêncio sobre a repercussão de uma festa de aniversário realizada por detentos no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. A comemoração, regada a drogas e exibida abertamente em vídeos publicados pelos próprios custodiados, celebrou os 33 anos do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nas imagens que circularam nas redes sociais, criminosos aparecem reunidos ao redor de uma mesa forrada com pinos de substância análoga à cocaína. Durante a gravação, um dos envolvidos exalta a unidade: "Mato Grosso do Sul, máxima em Campo Grande, maior sede do PCC dentro do estado do MS".
Apesar da gravidade da situação — que expõe a facilidade na entrada de entorpecentes e a circulação de ilícitos em uma unidade de segurança máxima sob a vigilância de agentes —, a Agepen limitou-se a informar por nota que os vídeos estão sob análise dos setores competentes para identificar os envolvidos e adotar as medidas cabíveis. Questionada novamente, a assessoria de comunicação reforçou que detalhes adicionais sobre a identificação dos suspeitos e a origem das drogas são de competência exclusiva do serviço de inteligência e não podem ser repassados.
Histórico de comemorações na unidade
A celebração de datas comemorativas da facção dentro do sistema prisional sul-mato-grossense não é inédita. Em 2016, registros semelhantes de detentos celebrando o aniversário da organização criminosa no mesmo estabelecimento penal já haviam sido divulgados pelo Jornal Midiamax.
O PCC foi fundado originalmente em 31 de agosto de 1993, na capital de São Paulo, durante uma partida de futebol em uma unidade prisional, surgindo inicialmente sob o pretexto de combater a opressão no sistema prisional e em resposta ao Massacre do Carandiru, ocorrido em outubro de 1992.








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