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Risco Climático: Forte atuação do El Niño ameaça prolongar seca e elevar queimadas em Mato Grosso do Sul

  • há 8 horas
  • 2 min de leitura
Queimadas em Mato Grosso do Sul. (Foto: Divulgação/CBMMS)
Queimadas em Mato Grosso do Sul. (Foto: Divulgação/CBMMS)

Especialistas alertam que o fenômeno climático pode atrasar a chegada das chuvas, mantendo o Cerrado e o Pantanal sob vigilância redobrada até o final do ano.


Mato Grosso do Sul enfrenta um período de monitoramento rigoroso devido à projeção de consolidação de um Super El Niño. Segundo reportagem divulgada pelo Jornal Midiamax, o fenômeno tem potencial para estender a estiagem no Estado, aumentando os riscos de incêndios florestais justamente nos meses que historicamente concentram o pico de ocorrências: setembro e outubro.


De acordo com o mapa de probabilidade de fogo elaborado pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), o Cerrado sul-mato-grossense concentra as principais áreas em nível de “alerta” para o trimestre entre setembro e novembro, enquanto o Pantanal está classificado na categoria de “atenção”.


Cenário atual e perspectivas

Apesar das previsões preocupantes para o trimestre, os dados do Ministério do Meio Ambiente indicam que, entre 1º de janeiro e 27 de agosto, a área queimada no Estado permaneceu abaixo da média histórica. Até o último levantamento, nenhum município sul-mato-grossense figurava na categoria de “alerta alto”.


Contudo, as autoridades ressaltam que o cenário exige cautela máxima. O diretor do Departamento de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Sotero, explicou que o El Niño caminha para uma condição forte, o que pode atrasar o término da temporada seca.


“A gente chega num platô em setembro e outubro, com muito fogo, e em novembro começa a cair porque entra a temporada de chuvas. Mas com o El Niño podendo fazer variações [...] pode ser que essa temporada leve um pouco mais de tempo”, pontuou Sotero.

Ações integradas de prevenção e combate

Para mitigar os impactos, o Governo Federal atua de forma articulada com estados e municípios por meio de uma sala de situação coordenada pela Casa Civil da Presidência da República. O Centro Multiagências de Operação, liderado pelo Ibama, realiza monitoramentos frequentes para antecipar cenários de risco meteorológico.


Entre as principais frentes de prevenção adotadas no Estado destacam-se:

  • Parcerias rurais: O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo orienta propriedades rurais a criarem brigadas em conjunto com vizinhos, garantindo uma resposta rápida a eventuais focos.

  • Proibição legal: Como cerca de 95% dos incêndios têm origem em ações humanas, o governo reforça que o uso de fogo sem autorização é crime, lembrando que o Estado já se encontra em período proibitivo para queimadas.

  • Atuação multissetorial: Ministérios como o da Saúde (monitorando os impactos da fumaça na população) e o dos Transportes (acompanhando as rodovias) integram os esforços para assegurar respostas ágeis durante o período crítico.

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