top of page
Banner_Via_News_03_1920x182.fw.png

Resistente à seca e com menor custo, cultivo de sorgo avança na segunda safra em Mato Grosso do Sul

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Plantações de sorgo mudam a paisagem pelas lavouras de Mato Grosso do Sul. (Reprodução)
Plantações de sorgo mudam a paisagem pelas lavouras de Mato Grosso do Sul. (Reprodução)

Cereal ocupa áreas antes dominadas pelo milho safrinha e fortalece tanto a cadeia bioenergética quanto a nutrição animal no estado.


A paisagem do campo nas rodovias de Mato Grosso do Sul passa por uma transformação expressiva. A segunda safra, historicamente monopolizada pelo cultivo do milho após a colheita da soja, abre cada vez mais espaço para uma cultura alternativa de alta capacidade de adaptação: o sorgo.


A mudança é impulsionada pela busca do produtor rural por redução de riscos climáticos e custos de produção mais baixos, especialmente em períodos marcados por estiagens recorrentes.


Redução de área do milho abre janela de oportunidade

De acordo com dados da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja e Milho de MS), o milho já chegou a representar cerca de 75% da área semeada logo após a colheita da soja no estado. Atualmente, esse índice caiu para aproximadamente 45%, liberando cerca de 2,5 milhões de hectares para outras alternativas agrícolas.


Segundo Gabriel Balta, coordenador técnico da Aprosoja/MS, o sorgo surge como uma solução estratégica para ocupar essa lacuna:


"O sorgo entra justamente como uma cultura de menor risco. Ele precisa de menos chuva e também exige menor fertilidade do solo."

Impulso das usinas flex e da pecuária

Além das vantagens agronômicas, o crescimento da demanda no mercado interno é o pilar que sustenta o avanço do cereal. O grão passou a ser absorvido em duas frentes estratégicas:

  • Nutrição Animal: Abastecimento da pecuária corte e leiteira da região.

  • Produção Bioenergética: Suprimento de usinas flexíveis de etanol, permitindo a continuidade do processamento durante a entressafra do milho.


Raio-X Econômico: Sorgo vs. Milho

Embora a produtividade por hectare do sorgo seja inferior à do milho em anos de clima ideal, a cultura se compensa no equilíbrio financeiro e na estabilidade diante do estresse hídrico.

Indicador

Sorgo

Milho

Exigência Hídrica

Baixa a Moderada

Alta

Exigência de Fertilidade

Menor

Elevada

Custo de Produção

Mais baixo

Mais elevado

Preço de Comercialização

75% a 85% do valor da saca de milho

Preço cheio de mercado

Rendimento de Etanol/Ton

Equivalente ao milho

Equivalente ao sorgo


Anize Castilho Monteiro, analista técnica da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS), destaca que o grão se equipara ao milho no rendimento por tonelada na fabricação de etanol, mas sobressai-se como ferramenta de gestão de risco em áreas de restrição hídrica.


"O sorgo amplia as opções para a segunda safra em Mato Grosso do Sul, além de contribuir para a gestão de risco climático e fazer parte da produção bioenergética do estado", reforça Anize.

Solução complementar para o campo

Especialistas ressaltam que o objetivo não é substituir totalmente o milho, mas sim oferecer diversificação e segurança operacional ao produtor sul-mato-grossense. Com o fortalecimento do polo de biocombustíveis no estado, o sorgo se consolida como uma peça fundamental no ciclo produtivo do agronegócio regional.


Comentários


bottom of page
google-site-verification: google4a972b81c6e55585.html