Queda na fila do INSS em MS atinge menor patamar recente, mas esconde alta no indeferimento de pedidos
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Com cerca de mil processos pendentes no Estado, aceleração dos atendimentos é fruto de força-tarefa e tecnologia; contudo, especialista alerta que agilidade nem sempre significa concessão do benefício.
A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma queda expressiva em Mato Grosso do Sul e no país, atingindo o menor patamar dos últimos dois anos. No entanto, por trás da redução do contingente nacional — que caiu do pico de 3 milhões para cerca de 2 milhões de pedidos —, o cenário exige cautela: o esvaziamento das filas não se traduz necessariamente em mais aposentadorias ou auxílios aprovados.
Em Mato Grosso do Sul, restam aproximadamente mil solicitações em andamento. De acordo com a advogada previdenciária Amanda Ortiz Pompeu, a aceleração nas análises é resultado direto de um conjunto de medidas administrativas adotadas pelo órgão nos últimos meses:
Reforço de pessoal: Nomeação de novos servidores lotados nas agências para acelerar a análise de requerimentos.
Mutirões de perícia: Abertura de agendas extraordinárias nos finais de semana para exames médicos.
Uso da tecnologia: Implementação de ferramentas digitais para triagem automática de benefícios de menor complexidade.
Reorganização interna: Revisão de fluxos de trabalho e priorização de processos com maior tempo de espera.
Menos espera não significa aprovação
Apesar do avanço nos prazos de resposta, a advogada adverte que a agilidade pode camuflar uma taxa elevada de rejeição de requerimentos.
"Por mais que tenha diminuído essa fila, não significa que essa redução é positiva e que os benefícios foram concedidos. Esse número chama a atenção, porém muitos processos foram negados ou indeferidos", pontua Amanda.
Pela legislação vigente, o prazo padrão para a análise de um processo previdenciário é de 45 dias, embora casos mais complexos possam exigir períodos maiores para exigências de documentos ou laudos complementares.
O fluxo nas agências de Campo Grande
Nas agências da capital sul-mato-grossense, quem busca o atendimento relata uma melhora no tempo de resposta em relação aos anos anteriores. Segurados em busca de aposentadoria por tempo de contribuição ou auxílios por incapacidade temporária (como no caso de cirurgias e problemas crônicos de coluna) apontam que processos estruturados com toda a documentação correta têm fluído em cerca de quatro meses, sendo os atrasos mais comuns associados a falhas no envio de papéis ou prazos de perícia médica.








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