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‘Os ônibus não tinham manutenção preventiva’, diz interventor do Consórcio Guaicurus

  • há 15 horas
  • 2 min de leitura
‘Os ônibus não tinham manutenção preventiva’, diz interventor do Consórcio Guaicurus
‘Os ônibus não tinham manutenção preventiva’, diz interventor do Consórcio Guaicurus

Relatório preliminar aponta dívidas de R$ 20 milhões, frota ultrapassada e descumprimento contratual desde 2014


A equipe de intervenção do Consórcio Guaicurus apresentou, nesta segunda-feira (6), o primeiro balanço da gestão na concessionária do transporte coletivo de Campo Grande. O documento aponta dívidas de mais de R$ 20 milhões, falhas operacionais e ausência de manutenção básica na frota.


O levantamento foi entregue pelo advogado Aléxandro de Oliveira, responsável por conduzir os trabalhos da intervenção, que teve início em 16 de junho de 2026 e tem prazo de 180 dias.


Dívidas e falta de investimento

Segundo o interventor, mesmo com arrecadação mensal milionária, a concessionária acumula problemas financeiros.


Foram identificados R$ 14 milhões em débitos vencidos com instituições financeiras. O restante refere-se a atrasos com fornecedores de insumos da operação, incluindo combustíveis.


“Os ônibus não tinham manutenção preventiva”, afirmou Aléxandro ao detalhar as falhas encontradas na gestão operacional. Para ele, o uso de sistemas de gestão ultrapassados afetou o fluxo interno e a economicidade do serviço. A frota também foi apontada como defasada. O relatório recomenda a estruturação de um planejamento para a substituição futura dos veículos.

O interventor destacou que os problemas não começaram agora. “A gente já constatou que, desde 2014, tinha atraso de tributos, mas ainda é muito preliminar, a gente tem que fazer realmente todo esse histórico, levantar tudo certinho. Mas parece que o descumprimento já tem há bastante tempo”, disse Aléxandro.


Cruzamento com a CPI e possibilidade de caducidade

A equipe técnica cruzou os dados com o relatório final da CPI do Transporte da Câmara Municipal. Oliveira concordou com a conclusão dos vereadores de que pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro precisam considerar “os dois lados da moeda”, descontando investimentos e obrigações que a concessionária deixou de cumprir.


A caducidade do contrato (penalidade máxima que encerra a concessão) é tratada como uma opção legal pela equipe jurídica, mas o advogado reforçou que a medida exige critérios rigorosos e provas.


“Uma vez estabilizada a prestação de serviço, a gente vai se aprofundar naquilo que é um dos objetos da intervenção, que é fazer toda essa parte de auditoria contratual e financeira da empresa”, pontuou.

O relatório final, com as sugestões, será encaminhado à prefeita Adriane Lopes (PP). Caberá a ela decidir sobre a continuidade, rescisão ou nova licitação do transporte coletivo em Campo Grande.



Fonte: Midiamax

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